“O AUTO DA COMPADECIDA” (2000): ANÁLISE TEOLÓGICA
Já assisti e reassisti “O Auto da Compadecida” (2000) incontáveis vezes. Pelo que lembro, todas pela televisão, mais especificamente na tela da Globo. Alguns anos atrás, por volta de 2016, redigi um pequeno artigo em meu Facebook analisando o filme sob um aspecto mais teológico – motivado pelo fato de que, na época, eu estava cursando a faculdade de Teologia. Porém, não utilizo mais essa rede, e acabou que o texto se perdeu. Entretanto, em meio ao fulgor do anúncio da segunda parte do “Auto”, 25 anos depois do original, me vi na obrigação não apenas de assistir novamente uma das maiores obras do cinema brasileiro – baseada na peça teatral homônima –, mas também a escrever um novo artigo. Dessa vez, assisti não ao filme, mas aos episódios da minissérie exibidos em 1999 (contudo, na versão remasterizada que a Globo expôs na programação em 2020). Uma semelhança é que a imagem que ilustra ambos os textos é a mesma: uma charge publicada no jornal Correio Popular em ocasião da morte do autor...