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Mostrando postagens de janeiro, 2025

DOCTOR ANGELICUS

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Na presente data, a Igreja celebra Santo Tomás de Aquino. Ele pertencia à Ordem Dominicana, fundada por São Domingos de Gusmão (este nasceu em Caleruega, na Castela Velha, em 1170, Espanha. Pertencia a uma família nobre, católica e rica: seus pais eram Félix de Gusmão e Joana d’Aza e seus irmãos, Antonio e Manes. Na sua família, havia um tio sacerdote. Assim, a vontade de evangelizar já estava presente desde a infância). A Ordem, iniciada em 1215, recebeu aprovação emitida pelo Papa Honório III em 22 de dezembro de 1217. Foi aluno e professor da Universidade de Paris, o principal centro de saber teológico de sua época. Tomás de Aquino foi canonizado em 1323 pelo Papa João XXll, e no ano 1880 foi declarado “Doutor da Igreja” e padroeiro das escolas católicas. Chamado de “boi mudo” pelos colegas, devido às poucas palavras, Tomás fez valer uma promessa de seu professor, o também santo Alberto Magno: “Eu lhes digo que este boi vai berrar tão alto, que seu berro vai ecoar no mundo inteiro”....

O CINEMA DE KIESLOWSKI – Vol. I

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Conheci Krzysztof Kieslowski (1941-1996) há alguns anos. Recordo-me de quando o Google fez uma homenagem ao cineasta polonês, colocando sua imagem em meio ao logo da empresa. Sim, gosto do cinema de Hollywood. Cresci assistindo com minha mãe filmes como “Tubarão” (1975), “Superman - O Filme” (1978), “Indiana Jones” (1981), “Anaconda” (1997), “E.T.: O Extraterrestre” (1982), etc. Mas eu também gosto de um cinema alternativo, para além do estilo “pipoca”, fora do circuito convencional, blockbusters e afins. O cinema de Kieslowski está nos detalhes – como os melhores fazem. Dizem que “o diabo mora nos detalhes”. Equívoco. Na verdade, é Deus quem mora nos detalhes. E o longa “Trois Couleurs: Bleu” (“A Liberdade é Azul”, em português), de 1993, demonstra isso. A câmera foca na roda do carro em movimento. No pedaço de papel na mão da criança. No brinquedo na mão do rapaz. A protagonista descobre se o seu marido amava a amante sem a necessidade de indagar, pois observou em seu pescoço um mesm...

“À ESPERA DE UM MILAGRE” (1999) | Análise

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Aprendi a ser cinéfilo com a minha mãe. Quando criança, tínhamos TV por assinatura em casa, e havia canais que passavam filmes 24 horas. Conheci através de minha mãe filmes como “Tubarão” (1975), “Edward Mãos de Tesoura” (1990), “E.T.: O Extraterrestre” (1982), o Superman de Christopher Reeve... Também gostávamos bastante do gênero terror, e perdi a conta de quantas vezes assistimos “O Massacre da Serra Elétrica” (2003). Na época das locadoras, um passatempo nosso era alugar filmes (principalmente no final de semana, pois podia devolver na segunda-feira). Em uma ocasião de Dia das Mães, quando fiz uma apresentação na escola e saímos um pouco mais cedo, minha mãe alugou “Piratas do Caribe: O Baú da Morte” (2006). Confesso que na hora não me empolguei muito, mas depois de assistir gostei tanto que comprei o incrível jogo de Play Station 2. Outro longa que desfrutei inúmeras vezes foi “À Espera de um Milagre” (1999), ou “The Green Mile” no original em inglês (em referência à coloração ver...