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Mostrando postagens de janeiro, 2024

NÃO SÃO DEMÔNIOS, SÃO HORMÔNIOS

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“Eu estou muito assustado com o tanto que a Medicina descobriu, recente (porque décadas é recente), essa relação intestino e mente. Até a gente tinha expressões: ‘Pô, o cara tá enfezado’. E você estava falando de emoção e falando de intestino. E eles descobriram que muitas das coisas tem a ver com o intestino, com a alimentação. E a gente está vendo uma epidemia acontecendo ao nosso redor de doenças emocionais e tem muito a ver com a nossa má alimentação e somado à falta de exercício físico e tal e como isso vai afetar esse órgão aqui (cérebro), porque você vai fazer o exame e está com o colesterol, está com um problema em tal órgão, só que também está com problema nesse órgão (cérebro).” “Nós somos integrais. Nós somos um corpo, alma e espírito que é uma coisa só. E que uma coisa está afetando a outra constantemente. Então, acho que chegou o tempo da gente parar de negligenciar o nosso corpo, negligenciar a saúde, achando ‘o importante é você orar, ler a Bíblia, e tal’. Não, o importa...

NEM TANTO AO CÉU, NEM TANTO À TERRA: O DEVER DO TEÓLOGO

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Recordo-me de estar na sala de aula da faculdade de Teologia, lá pelos idos de 2016-2018 (período no qual cursei, antes de trancar), e o professor mencionou acerca da necessidade do nosso fazer teológico estar em diálogo com os acontecimentos do mundo. E citou o exemplo do Papa João XXIII mediante o início do Concílio Vaticano II, o qual resumo o episódio abaixo: “Na Assembleia que ele inaugurou em 11 de outubro de 1962, justamente a 60 anos atrás, com os cardeais, bispos e assessores de todo o mundo, o Papa João XXIII disse assim: ‘Vou abrir a janela da Igreja para que possamos ver o que acontece do lado de fora e para que o mundo possa ver o que acontece na nossa casa’.” Por vezes, nos fechamos nas cátedras. Produzimos calhamaços que fazem sentido num certo nicho, todavia não oferecem um frescor no tocante à perspectiva em relação ao presente século, à cotidianidade. De fato, constitui-se um hercúleo desafio conciliar nossa teologia com o mundo. Conforme as palavras do teólogo suíço ...

“A ÁRVORE DA VIDA” (2011)

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Diante de elevadas doses de dopamina, é bom reeducarmos nosso cérebro. Em uma sociedade do “pronto” e do “instantâneo”, evocando a liquidez denunciada por Bauman, o que faz-se necessário ruminar e passar tempos sob reflexão é bem-vindo em prol da nossa própria saúde. Terrence Malick sentou nos bancos de Filosofia na Universidade de Harvard e integrou o corpo docente dessa mesma matéria no MIT, além de ser tradutor de Heidegger. Diante dessas qualidades, há de se esperar no mínimo um cinema provocador de sua parte. E ele entrega isso e muito mais em “A Árvore da Vida”. Uma obra não-linear, que demonstra desde imagens dos planetas da Via Láctea até das células do corpo humano. De dinossauros a um prédio empresarial. De uma família comum nos Estados Unidos do século passado a um local que podemos presumir ser o Paraíso. Todos esse elementos envoltos de música clássica e ópera. Versículos da Bíblia e Toscanini. Um parto e um sepultamento. Falando nesse último aspecto, na minha visão trata-...