NÃO SÃO DEMÔNIOS, SÃO HORMÔNIOS
“Eu estou muito assustado com o tanto que a Medicina descobriu, recente (porque décadas é recente), essa relação intestino e mente. Até a gente tinha expressões: ‘Pô, o cara tá enfezado’. E você estava falando de emoção e falando de intestino. E eles descobriram que muitas das coisas tem a ver com o intestino, com a alimentação. E a gente está vendo uma epidemia acontecendo ao nosso redor de doenças emocionais e tem muito a ver com a nossa má alimentação e somado à falta de exercício físico e tal e como isso vai afetar esse órgão aqui (cérebro), porque você vai fazer o exame e está com o colesterol, está com um problema em tal órgão, só que também está com problema nesse órgão (cérebro).”
“Nós somos integrais. Nós somos um corpo, alma e espírito que é uma coisa só. E que uma coisa está afetando a outra constantemente. Então, acho que chegou o tempo da gente parar de negligenciar o nosso corpo, negligenciar a saúde, achando ‘o importante é você orar, ler a Bíblia, e tal’. Não, o importante é tudo!”
(Douglas Gonçalves | Jesuscopy Podcast | https://m.youtube.com/watch?v=eZ3CXe7GDd8)
Espero que vocês sejam abençoados não apenas com essas falas, mas com o podcast por completo no canal JesusCopy.
“Não são demônios, são hormônios”, foi uma das frases ditas no mesmo programa.
Por quanto tempo ouvimos que problemas emocionais eram “demônios”? Ou então “falta de serviço”? Por quanto tempo um assunto tão sério (que tira a paz e tira vidas!) foi tratado com descaso e menosprezo?
A religião superficial pode rotular como “demônios” por não dar-se o trabalho de perscrutar mais a fundo, e talvez compreender o ser humano como uma “alma ambulante” e não como um ser integrado. Outros podem inferir ser falta de serviço por desconhecimento do assunto.
Fato é que eu senti (e ainda sinto em determinado grau) na pele o que é a depressão, crises de ansiedade, burnout. E uma rosa nesse asfalto, para utilizar Drummond, foi eu ter encontrado certa saída no desenvolvimento pessoal. Descobri que, ao me conhecer e isso desembocar num processo de lapidação como pessoa, foi um auxílio para tirar aquele fardo do peregrino.
Levantar mais cedo (“colocar pressão no sol”) ajuda a se organizar melhor na agenda. Fazer exercício físico libera endorfina. Entender como funciona a Matrix, a caverna de Platão, a corrida dos ratos, ajuda a lidar com o impostor que vive em mim (como dizia Brennan Manning) e que deseja que eu abra mão de ser eu mesmo e me encaixe em padrões alheios.
Aprender sobre “merecimento” no Método Cronos do Wendell Carvalho me fez entender que eu mereço colher o fruto do suor do meu trabalho, e que eu não sou um robô que só trabalha ou vive uma rotina automatizada que algo ou alguém me impõe.
Ler Tony Robbins (entre outros autores) me fala de forma mais incisiva de um aspecto da Bíblia. O mesmo que Deus falou pra Josué: “Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares” (Josué 1:9).
Antes mesmo da tempestade (intempéries) atentar contra meu barquinho (vida), eu já compreendia que falar de desenvolvimento pessoal e mudança comportamental era algo bíblico. Hoje, não apenas ouvindo testemunhos de outros, mas comprovando com minha própria vivência, posso dizer que provê cura. Em outras palavras: não é luxo, é sobrevivência.
Isso não significa que você vai mudar do dia pra noite e vencer todos os gigantes. Mas lembre-se: os gigantes que Deus envia não são pra te matar, mas sim pra te promover (ainda que os outros te vejam como derrotado, assim como viram Jesus crucificado como um derrotado aos olhos humanos). E, sobre isso, finalizo com algo que o Ângelo Bazzo disse nesse mesmo podcast: “Constância não é fazer todo dia. Constância é não parar de fazer”.

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