UM CONTO DE NATAL
Era véspera de Natal. Não havia uma lareira porque, diferentemente dos filmes de Hollywood, por aqui não era inverno – e, pelo mesmo motivo, infelizmente também não havia boneco de neve, nem aqueles moletons... mas, pelo menos, tinham os cookies que, diga-se de passagem, estavam saindo do forno com um cheiro delicioso! A TV estava ligada pois as crianças não queriam perder os desenhos animados natalinos (uma das melhores coisas dessa época do ano!). O panetone já estava pela metade, e o peru devidamente temperado para a ceia. Era uma noite feliz, como dizia a clássica canção. A sensação de acordar numa manhã de Natal era como um gostinho do que virá a ser o Céu, e não é à toa que C.S. Lewis retratou o Papai Noel em "As Crônicas de Nárnia". Perto da árvore de Natal, que estava exuberante com os enfeites, pisca-pisca e recheada de presentes aos pés, havia um senhor sentado numa cadeira de balanço. Seu olhar sereno brilhava estranhamente... mas "estranho" no bom sentid...