ABRAÃO VIU JESUS

Sabe quando você está assistindo a um filme e de repente as peças se encaixam e tudo faz sentido? Quase que dá pra soltar um "eureka"!

A Bíblia tem vários desses momentos.

O episódio em que Abraão se vê na situação de abrir mão do filho da promessa já é, por si só, impactante. Imagina só um pai sacrificar o próprio filho! E Isaque era fruto de duras penas: Abraão e Sara já estavam com idade avançada, desacreditados de que poderiam ter um filho em seus braços, tanto que Sara riu quando se deparou com essa possibilidade. Deus fez. E seria através de Isaque que o Senhor cumpriria suas promessas para Abraão.

Eis que, num belo dia, Abraão esta subindo o Monte Moriá para dar fim a essa história.

Porém, chegando lá, um anjo aponta para o altar no qual um cordeiro encontra-se amarrado. E aí ocorre a primeira menção da característica provedora de Deus: "Yahweh Yireh".

Mas há algo a mais... aleluia!

O anjo não apenas aponta para o cordeiro no presente, mas também para o Cordeiro no futuro.

Abraão entende que Deus provê não apenas naquele contexto pessoal, mas para a história redentora da humanidade como um todo.

Alguns podem argumentar que a escolha do cordeiro para substituir Isaque (substituir – sacrifício vicário!) foi uma mera coincidência. Poderia ter sido qualquer outro animal. É viagem na maionese fazer analogia com Jesus, chamado por João Batista de "Cordeiro de Deus"...

Bom, vejamos o que o próprio Cristo tem a dizer:

"Abraão, vosso pai, saltou de alegria por ver o meu dia; ele viu, e se alegrou." (João 8:56)

Pois é, senhoras e senhores... a referência cruzada é real.

Abraão viu o futuro. Viu Jesus.

Através de um desafio pessoal, seus olhos foram levados além. Para aquilo que permanece.

Deus está nos detalhes!



[Imagem: "Agnus Dei" (1635–1640), por Francisco de Zurbarán (Museu do Prado, Espanha)]



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