A APLICABILIDADE DO MÉTODO SOCRÁTICO NA COSMOVISÃO CRISTÃ
Conta-se acerca do filósofo grego Sócrates (469 a.C. - 399 a.C.) que, ao
conversar com outros sábios, ele concluiu que todos acreditavam que tinham um
conhecimento profundo sobre algum assunto, quando, na verdade, tal pensamento
era inverídico. A sabedoria do pensador estava em não alimentar ilusões sobre o
próprio saber. Foi dessa lógica que Sócrates extraiu a histórica frase “só sei
que nada sei”.
A máxima socrática é um convite à aceitação pacífica da limitação das faculdades cognitivas e epistêmicas humanas. Pode soar de modo não-natural se realizarmos uma análise sociológica e naturalmente chegarmos à conclusão de que, à priori, a intelectualidade - ou rotulada como tal - é metrificada a partir de um volume adquirido, e que fragmentos desse volume sejam convergentes com as questões apresentadas a fim de serem examinadas conforme o índice pré-estabelecido.
Em uma conjuntura social produtivista, o assombro diante do magnífico ou desconhecido, o balbuciar frente ao grandiloquente é visto com ojeriza e tachado como sinônimo de ignorância, quando, na verdade, se tomarmos como plausíveis as palavras de Sócrates, a ignorância reside no falso devaneio de plena compreensão do cosmos.
Deus pergunta a Jó, como capítulo 38 do livro homônimo, onde ele estava quando foram estabelecidos os fundamentos da Terra, quando as estrelas da manhã cantavam juntas e quando todos os filhos de Deus bradavam de alegria. Ou seja, os fenômenos da natureza mostram a grandiosidade de Deus e a fraqueza do homem. “Onde estavas tu, quando eu afundava a terra?”, indaga o Criador.
Nesse sentido, as Escrituras também nos convidam à aceitação da limitação de entendimento ante os insondáveis desígnios divinos. O conceito de “mistério” (em latim “mysterium”) da teologia cristã consiste não em algo que não pode ser dissertado, mas sim esgotado.
Se Deus é totalmente anterior à realidade conhecida e está acima do tempo e espaço, faria sentido o homem (que possui alcance de vivência apenas no presente, é produto do espaço e limitado ao tempo) inquirí-lo?
Se o fruto da racionalidade humana é algo dinâmico, por que admitirmos que há uma prisma de possibilidades tais que, de imediato, não possuímos plena compreensão?
O não-saber como consequência do entendimento da vastidão de elementos é nobre e de elevado grau intelectual em detrimento da falso consciência de apreensão intelectual plena.
A máxima socrática é um convite à aceitação pacífica da limitação das faculdades cognitivas e epistêmicas humanas. Pode soar de modo não-natural se realizarmos uma análise sociológica e naturalmente chegarmos à conclusão de que, à priori, a intelectualidade - ou rotulada como tal - é metrificada a partir de um volume adquirido, e que fragmentos desse volume sejam convergentes com as questões apresentadas a fim de serem examinadas conforme o índice pré-estabelecido.
Em uma conjuntura social produtivista, o assombro diante do magnífico ou desconhecido, o balbuciar frente ao grandiloquente é visto com ojeriza e tachado como sinônimo de ignorância, quando, na verdade, se tomarmos como plausíveis as palavras de Sócrates, a ignorância reside no falso devaneio de plena compreensão do cosmos.
Deus pergunta a Jó, como capítulo 38 do livro homônimo, onde ele estava quando foram estabelecidos os fundamentos da Terra, quando as estrelas da manhã cantavam juntas e quando todos os filhos de Deus bradavam de alegria. Ou seja, os fenômenos da natureza mostram a grandiosidade de Deus e a fraqueza do homem. “Onde estavas tu, quando eu afundava a terra?”, indaga o Criador.
Nesse sentido, as Escrituras também nos convidam à aceitação da limitação de entendimento ante os insondáveis desígnios divinos. O conceito de “mistério” (em latim “mysterium”) da teologia cristã consiste não em algo que não pode ser dissertado, mas sim esgotado.
Se Deus é totalmente anterior à realidade conhecida e está acima do tempo e espaço, faria sentido o homem (que possui alcance de vivência apenas no presente, é produto do espaço e limitado ao tempo) inquirí-lo?
Se o fruto da racionalidade humana é algo dinâmico, por que admitirmos que há uma prisma de possibilidades tais que, de imediato, não possuímos plena compreensão?
O não-saber como consequência do entendimento da vastidão de elementos é nobre e de elevado grau intelectual em detrimento da falso consciência de apreensão intelectual plena.
— Se você é edificado por esse trabalho, CONTRIBUA através do PIX: supercrenteofc@gmail.com
Comentários
Postar um comentário