A IGNORÂNCIA ENQUANDO DÁDIVA E O CONHECIMENTO ENQUANTO FARDO
No dia 23 de dezembro de 1888, em um momento de forte depressão e após discussão com o amigo Gauguin, Van Gogh cortou um pedaço da própria orelha. A respeito desse dia, ele viria a pintar o quadro conhecido como “Autorretrato com a orelha cortada”.
Seria o conhecimento um fardo?
O exercício constante de filosofar consiste em não se contentar com a superficialidade do cosmos. Trata-se de ir além do aparente. Seria como vislumbrar a ponta de um iceberg e ter a certeza que 90% dele está submerso, mas pode ser contemplado caso haja propensão a mergulhar.
A ignorância é dádiva enquanto aceitação ingênua do que está disposto - seja em elementos imediatos, remotos que vem à tona ou elucubrações futuras -, pois não gera uma intriga psíquica consequente da vislumbração do que não é dado de imediato.
O conhecimento é fardo enquanto compreensão da vacuidade de inúmeras nuances sociológicas, históricas e afins. Proveniente do entendimento de que, quando as luzes da rotina se apagam, há muito ainda a se entender e dizer além do combustível injetado para garantir o pleno funcionamento da máquina.
Ao mesmo tempo, a alma conforme denota a Bíblia Sagrada ou a “psyquê” freudiana são inclinadas para a busca da verdade.
“O coração do que possui discernimento adquire conhecimento, e o ouvido dos sábios anseia por mais entendimento.” (Provérbios 18:15)
Seria o conhecimento um fardo?
O exercício constante de filosofar consiste em não se contentar com a superficialidade do cosmos. Trata-se de ir além do aparente. Seria como vislumbrar a ponta de um iceberg e ter a certeza que 90% dele está submerso, mas pode ser contemplado caso haja propensão a mergulhar.
A ignorância é dádiva enquanto aceitação ingênua do que está disposto - seja em elementos imediatos, remotos que vem à tona ou elucubrações futuras -, pois não gera uma intriga psíquica consequente da vislumbração do que não é dado de imediato.
O conhecimento é fardo enquanto compreensão da vacuidade de inúmeras nuances sociológicas, históricas e afins. Proveniente do entendimento de que, quando as luzes da rotina se apagam, há muito ainda a se entender e dizer além do combustível injetado para garantir o pleno funcionamento da máquina.
Ao mesmo tempo, a alma conforme denota a Bíblia Sagrada ou a “psyquê” freudiana são inclinadas para a busca da verdade.
“O coração do que possui discernimento adquire conhecimento, e o ouvido dos sábios anseia por mais entendimento.” (Provérbios 18:15)
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