A REFORMA AINDA FALA
31 de outubro de 1517. O monge agostiniano Martinho Lutero afixa na porta da igreja do castelo de Wittenberg suas 95 teses.
Talvez o indivíduo do tempo presente possa achar que a atitude de Lutero foi uma afronta à Igreja Católica, por optar afixar suas dissertações teológicas logo na porta de um templo sagrado. Contudo, a porta da local em questão servia como uma espécie de mural no qual os recados mais importantes eram postos à vista de toda a sociedade, podendo assim serem apreciadas. Portanto, a atitude do monge foi de iniciar um diálogo, e não de ruptura primeiramente.
A Reforma Protestante não começou com Lutero. Antes dele grandes vultos como John Wycliffe, Gerônimo Savonarola e Jan Huss deixaram suas pegadas. Inclusive, relata-se que o mártir Huss pronunciou ao ouvido do carrasco, ao ser amarrado no poste da fogueira: “Hoje vocês assam um ganso (seu sobrenome, derivado do seu lugar de nascimento, significa “ganso” em tcheco), porém daqui a cem anos cantará um cisne...”. Passaram 100 anos desde 1415, quando surgiu o “cisne”.
A Reforma Protestante não terminou com Lutero. Tanto é que o lema ecclesia reformata, semper reformanda (a igreja reformada, sempre se reformando) é um dos mais célebres. A necessidade de reforma pessoal que desemboca na institucional é constante e contínua.
A Reforma Protestante não findou-se no âmbito religioso. Antes, o movimento primordialmente do século XVI protagonizou transformações em todas as esferas sociais como a educação, política, economia, cultura, etc.
Na questão educacional, se formos condensar os feitos: foi Lutero quem desenvolveu o “sistema educacional para todos” e isso só aconteceu porque ele entendeu que “todos eram iguais diante de Deus” (ou seja, sem a influência do cristianismo não existiria escola pública); assim como Lutero, Calvino revolucionou a educação criando escolas para refugiados e necessitados em Genebra. Seu impacto foi tão forte que a ideia de ensinar os pobres e menos favorecidos espalhou-se por toda a Europa (sem a influência do cristianismo, os mais pobres não teriam vez); o apóstolo Paulo e os pais da Igreja, os mestres medievais, os reformadores e os puritanos do século XVII, que fundaram as grandes universidades na Inglaterra e na América do Norte, foram formados segundo o modelo clássico de educação e aperfeiçoaram suas características (sem a influência do cristianismo, a educação clássica estaria morta); a Universidade de Harvard foi criada em 1636 pelo governo de Massachusetts para a formação de pastores puritanos. É a universidade mais antiga dos Estados Unidos e seu primeiro financiador foi o pastor puritano John Harvard (sem a influência do cristianismo, Harvard não existiria); a Universidade de Oxford foi fundada em 1249 por William de Durham, membro do clero católico. Anos depois, ela se vinculou à Igreja Anglicana e se desenvolveu sobre princípios cristãos. É a segunda mais antiga universidade da Europa e entre seus ex-alunos conta com 30 vencedores do prêmio Nobel, diversos ministros britânicos, chefes de Estados estrangeiros, e líderes do mundo todo, pioneiros em várias áreas do conhecimento (sem a influência do cristianismo, Oxford não existiria); Cambridge foi fundada em 1209 por estudantes católicos dissidentes de Oxford. Já o Instituto de Tecnologia de Massachusetts – MIT – foi idealizado e fundado em 1861 pelo cristão William Barton Rogers, para o ensino tecnológico (sem a influência do cristianismo, Cambridge, MIT e as oito melhores universidades do mundo também não existiriam).
Antes da Reforma Protestante tomar forma, o direito à educação era restrito aos nobres e ao clero. Foi Martinho Lutero quem iniciou um movimento para modificar esse cenário. Em uma de suas cartas endereçadas aos príncipes europeus, Lutero reivindicava que fossem criadas escolas acessíveis a todos. A carta, com teor crítico, solicitava que todas as comunidades tivessem suas próprias escolas.
Nesse sentido, a Reforma Protestante foi fruto de uma inquietação, um grito de libertação individual de Lutero que, aos 21 anos, na biblioteca de sua universidade, começou a estudar as Escrituras de maneira mais profunda e entendeu que todas as pessoas deveriam ter acesso às reflexões do texto. No entanto, como isso poderia ocorrer se a maioria do povo era analfabeto? É neste cenário que a educação se revela como algo indispensável. Ao lado de Lutero, também estava Felipe Melanchthon (uma espécie de Ministro de Educação) que defendeu o direito universal à educação ao requerer que as meninas também tivessem direito para frequentar a escola.
Isto é, foi durante a Reforma Protestante que a ideia de uma educação voltada para todos começou a ser elaborada. Essa educação, sob os auspícios da religião, tinha como objetivo possibilitar ao fiel o acesso aos textos bíblicos. Assim, a educação era um elemento necessário para a disseminação da nova fé. A reivindicação de liberdade para interpretar a Bíblia tornou-se não só um dos pilares da Reforma Protestante como o princípio fundador do projeto educacional de Lutero, que valorizou a alfabetização e o ensino de línguas - e, mais importante, pregou o acesso de todos a esse conhecimento. Os renovadores religiosos defendiam a formação de uma nova classe de homens cultos, dando origem ao conceito de utilidade social da educação.
Segundo comenta Benedito Guimarães Aguiar Neto, reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), João Amós Comenius produziu o primeiro tratado sistemático de pedagogia: a Didática Magna. Esse tratado trazia que a educação deve contemplar três áreas: instrução, que seriam os conteúdos em si; a virtude, entendidas por habilidades que podem ser desenvolvidas; e a piedade, que são as atitudes. Essa visão prega que a educação deve considerar o educando e enxergá-lo como um ser integral em todas as suas dimensões: intelectual, moral e espiritual.
Para se ter uma ideia, antes da Reforma existiam cerca de 60 universidades, algumas com cerca de 300 anos e restritas à formação do clero. Foi depois deste movimento espiritual e social que as portas foram abertas para a população, com grandes universidades criadas por cristãos reformados, como a Universidade de Yale, em 1640; a Universidade de Harvard, em 1643; a Universidade de Princeton, em 1746; e a Universidade Livre de Amsterdã, em 1881. O lema dos pioneiros norte-americanos era: uma igreja, uma escola.
Tão importante quanto Lutero para a educação foi Philipp Melanchthon (1497-1560). Durante o período que Lutero passou impedido de se manifestar publicamente, Melanchthon foi o porta-voz da causa reformista e se encarregou de reorganizar as igrejas dos principados que aderiram ao luteranismo. Esse trabalho resultou no projeto de criação de um sistema de escolas públicas, depois copiado em quase toda a Alemanha. A reforma da instrução era uma das principais reivindicações das camadas mais pobres da população, insatisfeitas com as más condições de vida e com o ensino escasso e ineficaz oferecido pela Igreja. Esses foram alguns dos motivos da revolta armada dos camponeses, sangrentamente reprimida em 1525. Tanto Melanchthon quanto Lutero viam na educação um assunto do interesse dos governantes. “A maior força de uma cidade é ter muitos cidadãos instruídos”, escreveu Lutero. Para isso, foi criado um sistema que atendia à finalidade de preparar para o trabalho e à possibilidade de prosseguir os estudos para elevação cultural. O currículo era baseado nas ciências humanas, com ênfase na história.
Por fim, enfatiza-se que os “filhos da Reforma” seguiram o legado do movimento para a educação: Sir Francis Bacon (estabeleceu o método científico); Johannes Kepler (três leis do movimento planetário); Sir Isaac Newton (co-inventor do cálculo); Louis Pasteur (pai da microbiologia); James Clerk Maxwell (leis da eletricidade e do magnetismo); Raymond V. Damadian (inventor da ressonância magnética).
Aliás, entre 1901-2000, cerca de 65,4% dos ganhadores do prêmio Nobel eram cristãos ou tinham formação cristã.
Houve na Reforma um profundo aspecto político também. No contexto vislumbrava-se interesses políticos oriundos de nobres que viram na reforma uma possibilidade de romper o vínculo de autoridade com o papa, promovendo uma descentralização do poder e surgimento de um cenário mais democrático. Afinal, a autoridade do papa impunha-se além do campo religioso, alcançando o campo secular (político). Os reis da Europa tinham seu poder sustentado pela autoridade da Igreja, uma vez que era praticamente impossível manter-se no comando sem a aprovação do papa. Sendo assim, a Igreja Católica possuía o monopólio da vida política e religiosa europeia – e, para além da figura do papa, durante a Idade Média (476-1453), ter terras era sinônimo de influência política. A Igreja Católica de Roma detinha muitas propriedades e, com isso, era uma das principais instituições do período.
Em suma, em relação às questões políticas, existia uma série de reis, nobres e autoridades em geral que estavam interessados em romper o poder secular com o religioso. Isso significa que muitos viam o rompimento como uma forma de consolidar ou de assegurar mais poder sem a necessidade de ter que se sujeitar a outra autoridade – no caso, o papa.
Nas questões econômicas, há de se destacar que, na região norte da Europa, havia uma insatisfação muito grande com a quantidade de impostos que deveriam ser repassados para a Igreja. Tal questão intensificava-se em um contexto em que as penínsulas Itálica e Ibérica estavam em franco desenvolvimento e enriquecimento, enquanto regiões como a que corresponde à atual Alemanha eram pobres e enfrentavam dificuldades econômicas.
À primeira vista, as diferenças entre os países que aderiram à Reforma Protestante e os que não aderiram parecem encontrar respaldo em diversos indicadores estatísticos. Nações de origem protestantes (tais como EUA, Suécia, Suíça, Dinamarca e Reino Unido) tendem a apresentar indicadores sociais de educação, renda per capita e IDH superiores em média a países de predominância católica (Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e Polônia). Os países católicos também verificaram historicamente um desenvolvimento industrial tardio em comparação aos protestantes, além de menor grau médio de escolarização (a taxa de alfabetização era de 32% na Itália em 1870, contra 76% no Reino Unido no mesmo período).
A Reforma vem sendo tema recorrente de estudos acadêmicos, seja na literatura econômica, sociológica ou histórica. Entre as obras mais célebres, encontra-se o clássico de Max Weber publicado em 1904, a “Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”. Segundo Weber, o pensamento teológico calvinista teria impulsionado a fase inicial do desenvolvimento capitalista, ao legitimar uma ética voltada para trabalho e poupança.
Ao contrário dos demais países católicos, que detinham uma concepção tradicionalista do trabalho, enquanto meio de sustento para a manutenção de um padrão fixo de consumo, a concepção calvinista do trabalho o constituía um fim em si próprio. Esta concepção do trabalho com um fim em si próprio levaria a uma nova mentalidade de contínuo aperfeiçoamento profissional e acumulação de capitais. Nesse contexto, indivíduos bem-sucedidos economicamente eram vistos como cumpridores da vocação ao qual a vontade divina os predestinou, e os capitais acumulados, sinais visíveis de eleição e salvação.
Esta tese de Weber da relação entre ética do trabalho protestante e desenvolvimento capitalista apresenta evidência econômica? A literatura econômica vem apresentando resultados diversos. Como exemplo, o economista Davide Cantoni, em seu artigo de 2014 “The Economic Effects of the Protestant Reformation: Testing the Weber Hypothesis in the German Lands”, demonstra que não há evidências para diferenças no crescimento econômico entre cidades alemãs católicas e protestantes no decorrer dos séculos pós-Reforma. O estudo sugere que, eliminando as diferenças geográficas, institucionais e educacionais entre as cidades analisadas, os hábitos religiosos não explicam divergências econômicas relevantes entre regiões protestantes e católicas alemãs.
Apesar de evidências desfavoráveis acerca da relação direta entre cultura protestante e desenvolvimento, alguns autores sugerem efeitos favoráveis, mas por outras vias indiretas e diferentes daquela enunciada por Weber. Becker e Woessmann (2009) apontam que esta via se daria através da educação. Segundo o estudo, há evidências de que a alfabetização das massas, incentivada indiretamente pelos reformadores protestantes para fomento à leitura bíblica, teria desencadeado grande acumulação de capital humano em regiões luteranas da Alemanha.
Estes ganhos de capital humano com a alfabetização podem não ter se refletido em ganhos econômicos imediatos para uma economia agrária e manual como a Alemanha do século XVI e XVII. Contudo, a educação passou a exercer um peso econômico decisivo em meio à crescente especialização técnica exigida pela Segunda Revolução Industrial, na segunda metade do século XIX. Com isso, as regiões protestantes, mais alfabetizadas que as católicas, puderam se lançar à frente no processo de desenvolvimento industrial.
Outras evidências de impactos indiretos do protestantismo sobre o desenvolvimento capitalista também podem ser encontradas em estudos como o de Cantoni (2017). Segundo este estudo, demonstra-se que o advento do luteranismo na Alemanha teria promovido aquilo que se denomina de “secularização da economia”. Capitais e terras pertencentes à Igreja, primariamente voltadas para atividades monásticas e marcadas pelo enclausuramento social, foram expropriadas por autoridades seculares alemãs durante as guerras religiosas dos séculos XVI e XVII. Deste modo, as terras e capitais, que eram até então monopolizadas pelo poder eclesiástico, foram liberadas e redirecionadas para atividades seculares, mais produtivas e voltadas para o mercado.
Um outro importante efeito desta progressiva “secularização econômica” seria a forte queda da procura por vagas de ensino superior ligados à teologia em universidades alemãs do período pós-Reforma, e o aumento de prestígio de cursos seculares, vinculados à medicina, direito e artes. Em contraste, universidades católicas permaneceram com forte influência do ensino teológico.
O estudo qualitativo de Basten e Betz (2013) apresenta evidências mais claras da tese clássica weberiana, definida pela relação entre a ética protestante e a formação da mentalidade capitalista de trabalho e poupança. Eles observam, a partir de resultados de referendos suíços, divergências nas preferências políticas entre os habitantes dos cantões protestantes e católicos. Segundo estes autores, a “ética do trabalho” estaria evidenciada no fato de que regiões mais fortemente ligadas à Igreja reformada tendem a apresentar padrões de votações mais alinhadas com o livre mercado e menos com a expansão do “welfare state”.
Os autores enumeram alguns exemplos. Protestantes tendem a ser menos favoráveis a medidas pró-lazer em 14 p.p em relação aos católicos, menos favoráveis a medidas pró-redistribuição em 5 p.p e menos favoráveis a medidas de mais intervenção estatal em 7 p.p. Deve-se ressaltar também que estas mesmas regiões protestantes tendem a apresentar um maior nível de renda per capita médio comparativamente às católicas.
Em suma, na visão econômica a Reforma produziu pessoas diferentes, modificando o conceito de vocação e o ampliando para qualquer outra área além da vida sacerdotal. Calvino expandiu essa ideia e não aceitou a “imobilidade” das pessoas, permitindo esse trânsito por classes que era tão restrito antes, ou seja, ele já trazia em sua tese o conceito de liberdade econômica, livre trânsito e livre pensamento.
Segundo Roberto Brasileiro, presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), “Calvino dizia que se deve gastar sempre menos, economizar e utilizar o dinheiro para ajudar os outros sem condições. Sobre esta tese se fundam escolas públicas e grandes universidades, na Europa e nos EUA”, complementando que “não pregamos um capitalismo selvagem, mas sim um capitalismo de desenvolvimento”.
Todas essas questões estão atreladas à liberdade de expressão que é a partir de onde tem início a máxima da Reforma, o livre exame e reflexão das Escrituras, em vez de centralizar isso na Igreja. “Até então, a Igreja era mais importante que a Bíblia, e a transformação principal ocorre aí”.
De acordo com Brasileiro, Lutero escreveu as 95 teses como um convite ao papa da época para conversar e dialogar sobre o que estava acontecendo com a Igreja, mas o papa se revoltou e chegou até mesmo a chamar Lutero de “javali” por uma questão econômica. “A Igreja estava endividada e precisava de dinheiro, não querendo abrir mão do poder que tinha sobre o Estado e sobre o comércio de perdão. O endividamento é um assunto sério desde o século XVI”, enfatiza o presidente da IPB.
Ele lembra que este racha na Igreja foi muito importante e que os reformadores tiveram proteção de várias cidades e Estados, pois a Igreja costumava se utilizar do artifício da excomunhão para fazer com que os governos se dobrassem à sua visão. “Lutero questiona esses pontos, concedendo maior liberdade aos Estados. Posteriormente, Calvino declararia que a Igreja deveria ser a voz profética do Estado. Ou seja, a Reforma traz novamente a ideia de um governo representativo e revive a democracia”, pontua Brasileiro.
Esse movimento que hoje parece natural teve várias consequências, permitindo que a Igreja pudesse de ser independente do Estado e vice-versa. “Assim, a Igreja tem obrigações com o Estado e o Estado tem obrigações com todo o povo”, assinala. O presidente do Supremo Concílio admite que a voz profética da Igreja nem sempre foi ou é utilizada da maneira como deveria, sendo muitas vezes silente em momentos nos quais deveria se pronunciar, como ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial, por exemplo. “Esse é um ponto de amarra, porque a Igreja só pode se manifestar em questões do Estado se for demandada a falar, o que pouco ocorre”, lamenta.
No coração do Parque dos Bastiões, apoiado nas antigas muralhas da cidade de Genebra, na Suíça, eleva-se o imponente Muro dos Reformadores. Os grandes personagens da Reforma estão representados em forma de estátuas e baixos-relevos imponentes. No centro, erguem-se João Calvino, Guillaume Farel, Théodore de Bèze e John Knox. Dos lados estão representadas as personalidades que disseminaram a Reforma na Europa. Esculpida no muro, a divisa de Genebra «Post Tenebras Lux» (Depois das trevas, a luz) é originalmente uma grande sentença da filosofia calvinista.
O início da construção de um dos monumentos mais famosos e simbólicos da cidade de Genebra aconteceu em 1909 em comemoração aos 400 anos do nascimento de João Calvino, um dos principais nomes da Reforma na Suíça.
Ressalta-se que “Post Tenebras Lux” não é uma crítica à instituição da Igreja Católica Apostólica Romana em si, mas a compreensão imperativa é que qualquer instituição pode cometer equívocos e surgir eventualmente a necessidade de reforma. Inclusive, as igrejas que são frutos da Reforma também devem realizar uma autocrítica contínua e constante (“a Igreja reformada, sempre se reformando”), pois um dos legados do movimento é que deturpações teológicas e afins não são exclusividades de apenas uma instituição, mas é passível de acometer a todos que se debruçam à questão interpretativa das Escrituras.
Há a compreensão de que o período que antecedeu o movimento da Reforma era de trevas teológicas e sociais, não na integralidade, mas no cerne, e claro que há outras visões e interpretações acerca do período histórico. Como dito, as “trevas” acometeram também as igrejas protestantes em diversos períodos históricos, e certamente voltará a acometer, pois estamos inseridos numa realidade por si só imperfeita, ou se formos utilizar o termo bíblico, caída.
A Reforma Protestante dividiu a História em “antes” e “depois” do marco. E, certamente, a Reforma ainda fala, seja pelos efeitos do movimento, seja pela necessidade de vivermos o legado dos reformadores.
Que a comemoração dos 504 anos da Reforma Protestante não sirva para celebrar cisões, mas sim união em torno dos princípios e valores da Palavra de Deus, levando-nos a cumprir a ordenança de Cristo de sermos “sal da terra e luz do mundo”!
(Referências bibliográficas: SCHIMIDT, Alvin J. How Christianity Changed the World. Published on the World Wide Web at ChristianBookSummaries.com; Mangalwadi Vishal. O livro que fez o seu mundo. São Paulo. Editora Vida. 2012; https://www.historiadomundo.com.br/idade-moderna/reforma-protestante.htm; https://www.mackenzie.br/noticias/artigo/n/a/i/como-a-educacao-foi-influenciada-pela-reforma-protestante; https://www.mackenzie.br/noticias/artigo/n/a/i/transformacoes-sociais-da-reforma-protestante; https://brasilescola.uol.com.br/historiag/reforma-protestante.htm; https://novaescola.org.br/conteudo/1407/martinho-lutero-o-autor-do-conceito-de-educacao-util; https://www.politize.com.br/reforma-protestante/; https://blogdoibre.fgv.br/posts/os-500-anos-da-reforma-protestante-weber-tinha-razao; https://www.geneve.com/pt/attractions/o-muro-dos-reformadores-uma-homenagem-monumental; http://espiandopelomundo.com.br/muro-dos-reformadores/; https://www.myswitzerland.com/pt/interesses/muro-dos-reformadores/; http://www.ecosdaliberdade.com.br/verartigo.php?n=262)
— Se você é edificado (a) por esse trabalho, CONTRIBUA através do PIX: supercrenteofc@gmail.com
Comentários
Postar um comentário