ANGÚSTIA
Segundo o filósofo e teólogo dinamarquês Soren Kierkegaard, a angústia é a vertigem da liberdade. O indivíduo sente ao mesmo tempo uma repulsa e uma atração. Daí Kierkegaard dizer ser a angústia ambígua e que tem uma importância não só filosófica como também teológica. A angústia torna-se uma categoria fundamental para Kierkegaard expor a natureza do pecado.
A angústia seria inerente ao ser, impossível de se desvencilhar, visto que a angústia gera atração pela vontade de superá-la e repulsa pela incompletude ontológica ante essas tentativas de superação.Na sua segunda carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo menciona sobre um determinado “espinho na carne”, segundo ele “para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações”.
Nesse sentido, enquanto peregrinos nesta terra, a angústia estaria entranhada em nosso viver, como característica teológica da imperfeição dessa realidade, justificada pelo contexto da Queda.
Conforme o raciocínio, o mal seria um ponto similar à angústia enquanto convite a contemplação de uma outra possibilidade vivencial, isto é, uma realidade tal onde nossos mais profundos anseios seriam plenamente satisfeito. Nas palavras do escritor britânico C.S. Lewis: “Eu descobri em mim mesmo desejos os quais nada nesta Terra pode satisfazer. A única explicação lógica é que eu fui feito para outro mundo”.
Comentários
Postar um comentário