CONHECER A DEUS

A revelação de Deus é dinâmica, e não estática. O apóstolo Paulo escreve: “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2 Coríntios 3:18).

Sabemos que as cartas paulinas foram escritas, em suma, com intuito de orientação, estabelecimento de pilares da fé, doutrinas essenciais para a Igreja. Portanto, o apóstolo retoma um conceito veterotestamentário acerca dessa dinâmica do conhecimento de Deus. O profeta declara: “Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Oséias 6:3). Isto é, além de enfatizar através do “conheçamos e prossigamos”, Oséias compara esse conhecimento como a chuva que rega a terra, e sabemos que tal processo natural é algo contínuo - ou seja, assim como a chuva não cessa de regar a terra, não há limites para o conhecimento do Senhor.

Isaías é o profeta mais mencionado no Novo Testamento, inclusive pelo próprio Cristo. E ele ponderou: “Alargue o lugar de sua tenda, estenda bem as cortinas de sua tenda, não o impeça; estique suas cordas, firme suas estacas” (54:2). Agora, façamos uma ligação com o ensinamento do Messias: “Ninguém põe vinho novo em vasilhas de couro velhas; se o fizer, o vinho novo rebentará as vasilhas, se derramará, e as vasilhas se estragarão. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em vasilhas de couro novas” (Lucas 5:37-38). O núcleo semelhante nada mais é do que a necessidade de uma disposição do indivíduo para que ele possa estar apto a prosseguir no conhecimento da Verdade. Aquele que presume conhecer a totalidade dos conceitos não poderá participar dessa dinâmica que envolve o conhecimento. Assim como o profeta orienta para “alargar”, o odre novo também tinha essa capacidade de se “alargar” quando recebia vinho novo. Já o odre velho se rompia mediante o recebimento de nova substância.

Abra sua mente. Disponha-se a aprender. Não há limites para o conhecimento.


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