DEUS COMO MOTOR PRIMEIRO

Baseado na filosofia aristotélica, o monge dominicano Tomás de Aquino desenvolveu as “Cinco Vias que Provam a Existência de Deus”, uma espécie de regressão causal que, em todos os casos (nos cinco argumentos), Deus é o princípio.

A primeira é disposta da seguinte forma:

1) O movimento do motor primeiro: em todo o universo, há movimento. Aristóteles propõe que para o movimento existe um movente (motor) que dá a propulsão e o movimento ao corpo movido. Se fôssemos procurar cada movente de cada movimento, sem conjecturar a existência de um primeiro motor que não foi movido por ninguém, faríamos um movimento “ad infinitum” e não encontraríamos a causa primeira. Portanto, é necessário pensar que há uma causa primeira (motor imóvel) que colocou o primeiro movimento em tudo.

O cosmos (Universo, realidade) é contigente, isto é, não precisaria existir. A existência do cosmos não possui um sentido em si mesma visto a finitude das coisas. Não há sentido último presente na historicidade, dado o aspecto cíclico da mesma e a consequente não constatação de tal sentido. Logo, observa-se a contingência do cosmos.

Portanto, como não há elemento que provê sentido para o cosmos inserido dentro desse cosmos, há de se ter um elemento necessário (cuja existência não poderia ser anulada) fora do espaço-tempo e não retido pela historicidade (ou seja, alheio ao “chronos”), que provoque o movimento contínuo (ainda que desembocando em uma iminência do fim) e certa racionalidade na disposição desse mesmo cosmos.

Por estar fora do espaço-tempo (“chronos”), existente em si mesmo e provocando a funcionalidade do cosmos, ache-se tais atribuições em quem chamamos Deus.


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Por estar fora do espaço-tempo (“chronos”), existente em si mesmo e provocando a funcionalidade do cosmos, ache-se tais atribuições em quem chamamos Deus.

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