DEUS COMO SER NECESSÁRIO

Baseado na filosofia aristotélica, o monge dominicano Tomás de Aquino desenvolveu as “Cinco Vias que Provam a Existência de Deus”, uma espécie de regressão causal que, em todos os casos (nos cinco argumentos), Deus é o princípio.

A terceira é disposta da seguinte forma:

3) Ser necessário e seres possíveis: os conceitos de necessidade e possibilidade estão em jogo. Existem seres possíveis, que podem ou não existir. Existem os seres necessários, que, independentemente das contingências, existem. Os seres contingentes são gerados, existem e são extintos (deixam de existir). Eles estão em transformação contínua. Porém, existe um ser que é. Do mesmo modo que é, sempre foi e sempre será. Esse é o ser necessário e Ele é Deus.

Observamos o aspecto cíclico da historicidade e a constante transformação do cosmos. Não trata-se de uma constatação tardia o “modus operandi” do ecossistema; antes, tal conhecimento é primitivo e intimamente atrelado ao instinto de sobrevivência das espécies.

Se a finitude é a realidade do cosmos e o microuniverso e macrouniverso são contigentes, isto é, não apenas poderiam, mas de fato deixarão de existir, logo, faz-se mister a existência de ao menos um elemento necessário, o qual serve como primeiro motor e causa não causada, para que todo o restante exista.

Tais atributos são encontrados em quem chamamos de Deus.


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