FILOSOFIA COMO FORMA DE SOBREVIVÊNCIA

Na época do colégio, quando o professor de Filosofia adentrava a sala, não poucos pensavam: “Que saco!”, imaginando cerca de quarenta minutos por vir nos quais seriam abordados temas sobre questões estranhas e, até mesmo, romantizadas.

Contudo, com certa maturidade, chega-se à compreensão de que a Filosofia nada mais é do que a necessidade da busca pela verdade, a fim de simplesmente compreendermos o mundo que nos cerca. Evocando o pensamento do poeta Murilo Mendes, “a poesia não pode ser e nem deve ser um luxo para alguns iniciados: é o pão cotidiano de todos, uma aventura simples e grandiosa do espírito”.

Eu, particularmente, não comecei a me debruçar sobre os livros por alguma intenção digna de roteiro hollywoodiano, mas devido ao desejo de distinguir o que era genuíno e falacioso para que, dessa forma, eu fosse liberto através do conhecimento da Verdade (conforme João 8:32). O escritor e teólogo C.S. Lewis afirmava que “Os homens tornaram-se cientistas porque esperavam encontrar lei na natureza, e esperavam encontrar lei na natureza porque criam em um Legislador”.

Neste destaque da pintura “A Escola de Atenas”, cuja autoria é de Raffaelo Sanzio, o filósofo grego Aristóteles gesticula para baixo, mostrando com a mão que o importante é a vida terrena, o que fazemos em vida para nos dedicar a “eudaimonia”, ou a felicidade suprema, que é uma vida que não é sinônimo de vida cheia de prazeres, riquezas ou honras, mas sim uma que a virtude seja a principal característica. 

Por este motivo de se ater àquilo que está ao alcance da capacidade cognitiva, Aristóteles foi um profundo pesquisador do reino animal, chegando a estudar, com grande riqueza de detalhes, as estruturas anatômicas de mais de 500 espécies.

Dentre suas contribuições, além de ter sido pioneiro na classificação de diferentes tipos de animais, o filósofo criou eficientes métodos de análises comparativas, adotados até os dias de hoje na biologia, como o conceito de anatomia comparada. Logo, é dele a alcunha de Pai da Zoologia.

Que a Filosofia, portanto, seja entendida como uma forma de sobrevivência, mediante a busca pela compreensão deste sistema tomado por uma multiplicidade de narrativas.


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