O MUNDO ESPIRITUAL

“No dia seguinte, Eliseu levantou-se ao romper da aurora e saiu. E eis que um batalhão cercava toda a cidade com cavalos e carros de guerra. Seu servo lhe indagou: ‘Ai, meu senhor, o que haveremos de fazer?’ E o profeta acalmou-o dizendo: ‘Não tenhas medo! Porquanto são mais numerosos os que estão conosco que os que estão com eles’. Em seguida Eliseu orou suplicando: ‘Ó Yahweh, abre os olhos dele a fim de que consiga ver!’ E o SENHOR fez com que o moço pudesse enxergar a montanha coberta de cavalos e carros de fogo em torno de Eliseu.”

(2 Reis 6:15-17)


Precisamos ter noção de que existe um mundo espiritual em plena funcionalidade ao nosso redor. Não apenas isso, mas esse mundo espiritual influencia diretamente o mundo físico. Na verdade, o que acontece no mundo físico é consequência do que acontece no mundo espiritual.

Podemos observar claramente esse conceito na passagem bíblica acima. Eliseu estava confiante porque os que estavam batalhando ao seu favor eram mais numerosos do que os que estavam batalhando no exército inimigo. Todavia, Eliseu conseguia enxergar essa realidade, enquanto o moço ao seu lado não - até que o profeta clamou a Deus para que seus olhos fossem abertos. Ou seja, nem todos conseguem contemplar essa realidade espiritual - o que não a faz ser menos real -, mas uma ação do Alto pode abrir os olhos de quem Ele desejar que assim seja.

O apóstolo Paulo construiu uma teologia em cima da realidade da batalha espiritual: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efésios 6:12). Isto é, Paulo afirma que nosso foco deve estar para a origem das coisas: o mundo espiritual. Antes, a batalha começa lá, e não aqui.

Da mesma forma, Tiago escreveu em sua epístola: “Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra” (5:17). Foi destacado o fato de que o profeta não era nenhum semideus ou ser de outro planeta, mas homem de carne e osso, pecador como qualquer outro. Todavia, pela graça de Deus e pelo poder concedido através da oração, um toque na realidade espiritual (oração para não chover) teve consequência na realidade física (não chover).

A história registra que Maria Stuart, rainha da Escócia, temia mais as orações de John Knox do que todos os exércitos da Inglaterra. A governante compreendeu onde começa a verdadeira batalha: no mundo espiritual. Por isso o temor primeiro das orações do reformador, e depois do exército armado com espadas.

“As forças diabólicas são impiedosas. Essas forças são eternas e existem até hoje, o conto de fadas é real. O diabo existe, Deus existe, nosso destino se resume a escolher qual decidimos seguir.”

(Ed Warren)


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