PESO DA GLÓRIA

O apóstolo Paulo utiliza a expressão “peso da glória” em sua segunda carta aos Coríntios (cap. 4, vv. 17). De fato, há no cristianismo uma gravidade inerente à mensagem propagada. Há um peso sobre todo o arcabouço doutrinário milenar o qual não apenas se baseiam determinadas religiões, mas que serve de pilar para o soerguimento da civilização ocidental.

A Aposta de Pascal é uma proposta argumentativa de filosofia apologética criada pelo filósofo, teólogo, matemático e físico francês do século XVII Blaise Pascal. Consiste em: se acreditar em Deus e estiver certo, terei um ganho infinito; se acreditar em Deus e estiver errado, terei uma perda finita; se não acreditar em Deus e estiver certo, terei um ganho finito; se não acreditar em Deus e estiver errado, terei uma perda infinita. Ou seja, a aposta na crença é concebida como a mais vantajosa das quatro alternativas pelas consequências que dela provém. Se o cristianismo for um mero teatro e concepções fruto da mente humana, podemos considerar como perda apenas a vida presente (e única, portanto) se o pietismo for visto como um fardo, mas também podemos considerar como algo valoroso se levarmos em conta os princípios e valores provenientes de uma correta dedicação à doutrina. Todavia, se o cristianismo estiver correto e não o considerarmos como tal, a perda será estrondosamente maior, pois o que está em voga não é a finitude, mas a eternidade.

Nesse sentido, o escritor britânico C.S. Lewis ressaltou: “O cristianismo, se for falso, não tem valor; se for verdadeiro, tem valor infinito. A única coisa que lhe é impossível é ser ‘mais ou menos’ importante”. Sendo genuína a mensagem cristã, trata-se do elemento mais importante do cosmos. Sendo falso, seria apenas mais uma vã filosofia. Porém, impossível é ignorar algo que perpassa os séculos e se mantém não apenas em forma institucional, mas profundamente arraigado na subjetividade humana.


— Se você é edificado (a) por esse trabalho, CONTRIBUA através do PIX: supercrenteofc@gmail.com






Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

TIRADENTES E O ARQUÉTIPO DE JESUS CRISTO

“O AUTO DA COMPADECIDA” (2000): ANÁLISE TEOLÓGICA

A CRIAÇÃO NOS AGUARDA