ALEGRIA DIANTE DAS PROVAÇÕES

O autor cristão Watchman Nee escreveu a seguinte expressão em um de seus livros: “Para que o cristão possa conhecer o que é poder, ele precisa conhecer primeiro o que é pressão”.

O que uma panela de pressão e uma locomotiva a vapor (Maria Fumaça) têm em comum? Ambas necessitam da pressão para cumprir seus propósitos, uma para o cozimento de um alimento, outra, se mover. Mas o que faz elas conseguirem tirar proveito da pressão? Justamente algo que aparentemente é insignificante, porém, de total importância: o escape. Se não houver essa pequena válvula de escape, ambas não conseguirão cumprir os seus propósitos, ambas iriam, literalmente, explodir.

Assim é em nossa vida. Quando somos pressionados, precisamos com urgência encontrar a “válvula de escape” para não “explodirmos”, e assim, tirar proveito de toda pressão que sofremos.

A Bíblia diz: “Não sobreveio a vocês tentação (provação) que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar” (1 Co. 10.13).

Deus nos dá escapes para que possamos suportar a pressão, a fim de que diante delas obtenhamos força e poder para superá-las e avançar em nossa vida.

Há um sábio ditado que diz: “Deus dá o frio conforme o cobertor”. Conforme as palavras do apóstolo Paulo, Ele jamais nos coloca em situações as quais não poderemos suportar. Antes, a pressão é para que o “punhado de uvas” torne-se um belo “vinho”. E, logicamente, as válvulas de escape para que essa pressão não seja insuportável são a meditação profunda nas Escrituras e a vida de oração.

A pressão, dentre tantos motivos, serve para compreendermos o quão pequenos, fracos e dependentes somos. Paulo diz: “Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco, é que sou forte” (2 Coríntios 12:19). Observe que o apóstolo não estava reclamando dos problemas tampouco vendo suas fraquezas como deméritos, mas se alegra diante de tais circunstâncias pois compreendeu que Deus tinha mais espaço em seu ser quando ele diminuía para que o Senhor crescesse.

Além disso, a pressão serve para nos desapegarmos dessa realidade. A Bíblia nos chama de “peregrinos e forasteiros” (2 Pedro 1:11). O pastor batista John Bunyan (1628-1688) ilustrou de maneira belíssima esse aspecto da vida cristã no clássico literário “O Peregrino”. Mas sabemos que nem sempre nos vemos dessa forma. Geralmente, quando tudo está mal clamamos para que Jesus volte logo. Por outro lado, quando a situação está favorável falamos pra Ele: “Pode demorar mais um pouquinho, estou gostando dessa vida”. Portanto, a pressão serve como um alerta para que vivamos de fato como estrangeiros, e não queiramos construir tendas como intentara Pedro no monte da transfiguração (Mt 17:1-13).

É por tudo isso que foi exposto que a Bíblia diz para nos alegrarmos diante das adversidades: “Meus amados irmãos, considerai motivo de júbilo o fato de passardes por diversas provações. Porquanto sabeis que a prova da vossa fé produz ainda mais perseverança. E a perseverança deve ter plena ação, a fim de que sejais aperfeiçoados e completos, sem que vos falte virtude alguma” (Tiago 1:2-4).

Regozije-se diante da pressão, das adversidades, dos problemas, pois Deus não cochila em Seu trono e um bom proveito pode ser tirado disso tudo!

(Referência bibliográfica: https://www.google.com.br/amp/s/esdraslacerda.wordpress.com/2014/06/15/o-poder-da-pressao/amp/)


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