SER PROFÉTICO (parte 3)

O avivamento da Rua Azusa teve início no ano de 1906, na cidade norte-americana de Los Angeles, Califórnia.

O mover é conhecido por esse nome graças à rua na qual se localizava o prédio velho e desocupado que sediou as reuniões - após a casa na Rua Bonnie Brae, sede inicial onde os sinais de avivamento e manifestações espirituais começaram a juntar um crescente número de participantes, tornar-se pequena para o que estava ocorrendo.

O improvável líder desse grupo foi um humilde, não muito estudado, filho de ex-escravos e cego de um olho (devido a complicações da varíola), chamado William Joseph Seymour. Para Seymour, a mensagem da hora era o renovo de Pentecostes, evidenciado pelo enchimento do Espírito Santo.

O pastor Seymour e mais sete pessoas reuniram-se para orar e buscar a plenitude do Espírito Santo, na noite de 6 de Abril de 1906, ainda na Rua Bonnie Brae. Os sete foram batizados no Espírito Santo com a evidência de falar em outras línguas. Três dias depois, Seymour recebeu o mesmo batismo de poder.

Uma vez que a necessidade de um lugar maior tornou-se evidente, um prédio desocupado em mal estado na Rua Azusa No. 312 foi localizado e alugado. Ainda que o local tenha sediado, anteriormente, a Igreja Metodista Episcopal Africana, a estrutura de dois andares já bem desgastada estava sendo usada por um construtor como depósito de materiais de construção, estábulo para animais e feno. Mas em questão de alguns dias, com serragem no chão, forro de palha ao redor do altar e duas caixas de sapato como púlpito, o primeiro culto na Missão da Rua Azusa aconteceu no dia 14 de abril de 1906.

Alguns pontos interessantes sobre esse avivamento histórico: Jennie Moore, que mais tarde se casou com William Seymour, começou cantar e tocar o piano, apesar de nunca ter aprendido a tocar; fogo foi visto saindo do edifício para o céu e retornando de volta para baixo novamente; havia uma “nuvem do Espírito” física, que era tão espessa que as crianças brincavam de esconde-esconde no meio das reuniões; bandas de anjos foram vistas na missão; dom de línguas dados foram muitas vezes interpretados por visitantes de outros países que reconheceram a língua; milagres e curas eram acontecimentos comuns, como o de um homem que perdeu o braço em um acidente de máquinas recebeu um novo instantaneamente; William Seymour gritava que Deus iria receber a glória. Ele sempre orava até o início das reuniões com a cabeça dentro da caixa que era o seu púlpito ou ao lado; hoje, dos 660 milhões de cristãos protestantes e evangélicos no mundo, 600 milhões pertençam a igrejas que foram diretamente influenciadas pelo avivamento da Rua Azusa.

Antes de morrer, Willian Seymour profetizou que depois de cem anos Deus enviaria outro avivamento maior que o ocorrido na Rua Azusa.

Estamos em 2021. Há pouco tempo de distância de 2016, ano do centenário de Azusa. Tenho certeza que, assim como eu, você já viu muitas vezes o mover de Deus, de diversas formas. Porém, há algo maior. E, na minha concepção, esse “algo maior” é justamente o cumprimento dessa profecia de William Seymour.

Seymour foi profético no seu tempo, colocou-se à disposição para ouvir a voz de Deus. Será que temos sido proféticos para também nos apoderarmos dessa realidade e viver tudo o que Ele tem para nós vivermos? Se já vislumbramos o peso da glória com determinados moveres, imagina quando tivermos um novo avivamento como o da Rua Azusa?

Que creiamos nisso, e sejamos intencionais na busca por esse novo avivamento.


(Referências bibliográficas: https://estudos.gospelmais.com.br/o-avivamento-da-rua-azusa.html; https://pinheiropb.blogspot.com/2014/04/william-joseph-seymour.html?m=1)


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