A COESÃO NO UNIVERSO CINEMATOGRÁFICO DA MARVEL
É encantador imaginarmos como o Universo Cinematográfico da Marvel foi meticulosamente calculado, a ponto de consolidar de vez a ideia de universos compartilhados na cultura pop.
Tudo isso deu e está dando certo principalmente porque há um cara chamado Kevin Feige que mantém as coisas debaixo de seu guarda-chuva. Ele é um fã de quadrinhos, a ponto de ter action figures e páginas de HQ’s em seu escritório. E Feige não entrou no mundo dos super-heróis a partir do primeiro “Homem de Ferro”, em 2008, mas já participava como produtor de filmes de heróis da Casa das Ideias feitos por outros estúdios como “Blade” (1998), “X-Men” (2000), “Homem-Aranha” (2002), “Demolidor” (2003), “Hulk” (2003), “O Justiceiro” (2004), “Quarteto Fantástico” (2005), entre outros.
Mais uma prova de que esse universo está bem costurado é a inserção gradual de personagens que engrandecem a mitologia do todo e podem ser essenciais para desfechos futuros. Exemplo disso é o Doutor Estranho, que ganhou seu filme em 2016. O personagem, interpretado pelo excelente Benedict Cumberbatch, já foi elemento indispensável em “Vingadores: Guerra Infinita” (2018), pois foi ele o responsável por visualizar 14 milhões de possibilidades na batalha da superequipe contra Thanos em que apenas uma daria certo.
Agora, com “Homem-Aranha: Sem Volta Pra Casa” quase entre nós, o Mago Supremo (que ainda não tem esse título no MCU) será novamente essencial, pois será graças aos seus poderes místicos que a loucura do multiverso será de uma vez por todas desencadeada - loucura essa iniciada de maneira mais intensa no próximo filme do Teioso e escrachada em “Doutor Estranho: No Multiverso da Loucura” (2022).
Ele, que é o guardião do multiverso desde os quadrinhos, é figura primordial para que o multiverso faça sentido nas telonas. Afinal, como explicar as inúmeras realidades paralelas? Se não fosse por Strange e seus poderes místicos/sobrenaturais, o estúdio teria que inventar uma desculpa qualquer como “uma dimensão de outro planeta” ou sei lá o que. Por isso que é bom ter variedade de personagens e suas respectivas mitologias.
Avante, Marvel!
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