FRESH NEW CHARACTER

O universo dos super-heróis é uma máquina de fazer dinheiro. E Hollywood compreendeu isso.

Daqui a pouco completaremos um século do gênero, que começou com histórias em quadrinhos e hoje é blockbuster. Os motivos? Tanto devido ao nosso apego a esses personagens que nos acompanham desde a mais tenra infância quanto às inúmeras possibilidades que podem ser criadas em torno de um único personagem. E uma das provas disso é o Thor, personagem que mais sofreu variações nas telonas.

No primeiro filme, lançado em 2013, Kenneth Branagh foi o diretor encarregado de contar uma história de drama palaciano, elemento o qual era totalmente familiarizado, pois em 1996 dirigira “Hamlet”, com toda a carga shakesperiana acerca do que acontece nos corredores dos palácios. É perceptível o destaque para a pompa de Asgard, com toda a realeza de Odin e seu reino bem trabalhados. Logicamente, as relações entre Loki e Thor e de ambos os irmãos com o pai também recebem a devida atenção.

Já no segundo filme, de 2014, Alan Taylor foi incumbido de trazer uma atmosfera medieval para o universo do deus nórdico. O diretor já havia trabalhado com “Game of Thrones”, portanto sabia em que “mato” estava entrando.

Já no terceiro e mais revolucionário filme do Deus do Trovão, lançado em 2017, Taika Waititi tratou de dar rumos novos à franquia. Além de substituir o Mjölnir por um machado, cortar o cabelo de Thor e colocá-lo um tapa-olho, uma variada paleta de cores deu tom à fotografia, Led Zeppelin embalou as cenas de luta e um humor no “timing” certo jogou por terra todo aquele “peso real” que circunda o personagem.

Gostei de ver essas diferentes visões em torno do personagem, assim como em filmes de outros nomes da Casa das Ideias, pois não transformaram o Thor em outro herói. A essência era a mesma. Não causou aquela estranheza de quando vimos o classicamente mal humorado Batman contar piadas em “Liga da Justiça”.

Não tenho dúvidas de que o caminho da Marvel é longo nos cinemas, com essa mesma fórmula do universo compartillhado, pois os personagens não cansam justamente porque são refrescados a cada obra.


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