JESUS: A PERFEITA CHAVE HERMENÊUTICA
Jesus é a perfeita chave hermenêutica de Deus.
Tal afirmação significa que as características, atributos e adjetivos que imputamos a Deus, antes devem passar pelo crivo cristológico.
João escreveu o evangelho que carrega seu nome com o objetivo de demonstrar a divindade do filho de José e Maria. Portanto, é com destaque que vemos a maneira pela qual o Nazareno responde a solicitação do discípulo Filipe: “Mostra-nos o Pai” (Jo 14:8). Ele reconhecia a especialidade daquele com quem caminhava por três anos, e não sem motivo chamou-o de “Senhor”. Entretanto, faltava a compreensão de que Jesus era a perfeita imagem de Deus simplesmente porque Ele era o próprio Deus. Com isso, a réplica do Cristo: “Quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14:9).
Na perspectiva trinitária, cada Pessoa possui uma função. Não é o Pai que salva, mas sim o Filho; não é o Filho que cria, mas sim o Pai; não são o Pai e o Filho que santificam, mas sim o Espírito. Todavia, Jesus é aquele que manifestou na História - logo, tornou de conhecimento da humanidade - o ponto de convergência entre as três Pessoas: o ser Deus.
Ademais, o apóstolo Paulo construiu sua teologia calcado na certeza de que Jesus era a perfeita chave hermenêutica da transcendência. Ele escreveu: “Ele é a imagem do Deus invisível” (Colossenses 1:15).
As palavras paulinas significam que o desconhecido da Trindade Imanente do teólogo alemão Karl Rahner (1904-1984) são mais facilmente identificáveis no conhecido registro bíblico/histórico acerca de Jesus de Nazaré.
Finalmente, uma Teologia Sistemática deve concluir que o conteúdo escriturístico possui confluência com a pessoa de Jesus Cristo no tocante à sua vida e ministério.
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