VEM, MORBIUS!

Após o sucesso de bilheteira de “Venom” e “Venom: Tempo de Carnificina”, Morbius é o próximo vilão (ou seria anti-herói?) do Homem-Aranha a ganhar um filme solo. A Sony percebeu que há muito no universo do Amigão da Vizinhança além do próprio herói, e isso somado ao fato de que filmes protagonizados por vilões (ou antiheróis) tem tido boa aceitação do público, a exemplo de “Malévola” (2014), “Coringa” (2019), “Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fabulosa” (2020) e “Cruella” (2021).

Jared Leto (vocalista da banda 30 Seconds to Mars e excelente ator que já ganhou o Oscar por sua atuação em “Clube de Compras Dallas”) viverá Michael Morbius, um genial cientista que após uma trágica jornada se tornou uma espécie de vampiro. A estreia do personagem nos quadrinhos foi em 1971, mas ele não é tão famoso quanto outros oponentes do Homem-Aranha.

Criado por Roy Thomas e Gil Kane na edição 101 da revista “Amazing Spider-Man”, Michael Morbius possui uma doença sanguínea rara, e impulsionado por esse fator é que ele passa sua vida se dedicando ao estudo da biologia a fim de encontrar uma cura. Tal dedicação lhe rende um prêmio Nobel, inclusive. Porém, eis que um dia a sonhada possibilidade de cura surge, só que em uma fonte inusitada: no sangue de um morcego vampírico.

Experiências pra lá e pra cá, envolvendo um soro experimental e eletrochoques (tudo isso a bordo de um barco, para que não fossem impedidos pelas autoridades), o tiro acaba saindo pela culatra, como diz o ditado, e Morbius se transforma numa criatura pseudo vampírica que ganhou fator de cura, presas afiadas e habilidades superhumanas como força, reflexos e agilidade. Contudo, como todo vampiro que se preze (Drácula e Edward Cullen que o digam), ele começa a sentir sede de sangue, e acaba sobrando para Emil Nikos, seu melhor amigo que sempre lhe acompanhou na sua jornada científica.

O negócio é que, nesse vai e vem, que envolve Morbius se atirando em alto-mar para evitar mais mortes, inclusive a de sua noiva Martine Bancroft, ele acaba sendo resgatando por um outro navio com destino e Nova York, só que o vampiro ataca novamente e toda a tripulação vira seu almoço. Porém, ele chega a uma casa no pântano, só que o local era um dos laboratórios do doutor Curt Connors, que estava sendo utilizada pelo Homem-Aranha. Mas era um Aranha diferente: no melhor estilo Quatro-Braços do “Ben 10”, o herói estava com nada mais nada menos do que seis braços! Tudo graças a um soro (olha o soro aí de novo) que ele utilizou para tentar remover seus poderes, mas a exemplo de Morbius, o tiro saiu pela culatra. E então, numa mistura de confusão mental e fome, o Vampiro Vivo ataca o Cabeça de Teia e é aí que começa a rivalidade entre eles.

Estou com boas expectativas para esse filme. Primeiro porque Michael Morbius tem aquele nome clássico que Stan Lee estabeleceu na Marvel (ele dizia que, para ser mais fácil de memorizar, muitos personagens tinham o nome e sobrenome com a mesma inicial, como Reed Richards, Peter Parker, Otto Octavius, Scott Summers, etc). Segundo porque o multiverso está entre nós, não apenas o multiverso no MCU, mas também entre franquias (o Aranha de Tom Holland aparece na cena pós-créditos de “Venom 2”; além disso, já vimos no trailer de “Morbius” que o Abutre de Michael Keaton - vilão do primeiro filme do Aranha de Tom Holland - dará as caras; além disso, há numa cena em uma espécie de beco um cartaz do Teioso colado na parede com os dizeres “Murderer”, que significa assassino. Além de ser uma referência direta aos eventos de “Longe de Casa” (2019), no qual Mysterio entrega a identidade do herói e ainda se faz de vítima como se ele tivesse sido brutalmente assassinado, há um outro aspecto: o Homem-Aranha do cartaz não é nem de longe o Homem-Aranha dos filmes de Tom Holland. Na verdade, o uniforme é do Aranha dos filmes de Sam Raimi, interpretado por Tobey Maguire. Ademais, já vimos uma outra cena no trailer em que Morbius faz uma piada sobre o Venom (quando ele aborda um sujeito assustado e diz: “Eu sou o Venom!”, para depois revelar que era brincadeira), o que logicamente demonstra que ambos estão no mesmo universo (ou multiverso?).

Que venha logo, Morbius!


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