A URGÊNCIA DO EVANGELHO (EKBALLO)

Em Mateus 9:36-38 relata que Jesus, ao se compadecer das multidões que não o conheciam, ensinou aos Seus discípulos a seguinte oração: “A colheita é realmente abundante, mas os trabalhadores são poucos. Ore, portanto, ao Senhor da colheita para enviar trabalhadores para a sua colheita”.

A palavra utilizada no lugar é o verbo enviar, “ekballo”, que significa enviar com violência. Jesus usava essa mesma palavra pra expulsar demônios e é assim que Ele envia os trabalhadores: Ele dá uma ordem de envio. É assim que podemos “apressar” a vinda de Jesus - visto que o próprio ensinou que a extensão da pregação do Evangelho precederia sua volta: “E este Evangelho do Reino será pregado pelo mundo inteiro, para testemunho a todas as nações, e então virá o fim” (Mateus 24:14).

Observa-se, portanto, uma urgência da vivência e exposição do Reino vindouro.

Charles Haddon Spurgeon é chamado de “O Príncipe dos Pregadores”. É dele a frase: “Visite muitos bons livros, mas viva na Bíblia”. O próprio presbítero inglês era um leitor assíduo. Ele lia quase um livro por dia em média. CHS frequentemente confessava estar ciente de oito grupos (séries) de pensamentos identificáveis em sua mente ao mesmo tempo.

Ainda assim, Spurgeon enfatizava a necessidade da mente estar cativa à Palavra de Deus, conforme os dizeres de Martinho Lutero.

John Wesley, que também era um exímio estudioso, impressionou-se com o desprendimento dos morávios, que estavam com a alma em paz mesmo diante da iminência da morte, em um episódio de risco de naufrágio que acometeu a embarcação em que estavam.

Cristo foi enfático ao destacar a urgência da vivência e exposição do Evangelho. “E direi a minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga. Mas Deus lhe disse: Louco! esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lucas 12:19-20).

Nesse contexto, Ele chamava a atenção de um indivíduo que estava depositando sua tranquilidade nesta realidade, como se estivesse satisfeito com o mundo.

Todavia, as Escrituras ressaltam inúmeras vezes que a nossa vida é como um vapor, e que somos estrangeiros e peregrinos nessa Terra. Um estrangeiro e peregrino vive em determinado local, mas não se estabelece nele. Antes, está pronto para partir dali rumo à outra realidade.

Será que a eternidade está gravada em nossos olhos, como no clamor de Jonathan Edwards, ou estamos anestesiados com os afazeres deste século?



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