BATALHA ESPIRITUAL
Desde os primeiros passos no Caminho, lá em 2015, eu tive uma clara consciência de algo chamado batalha espiritual.
Não, não aprendi na faculdade de Teologia. Vivi na pele mesmo.
Explico: eu era como o jovem rico (Marcos 10:17-22). Cumpria certos preceitos religiosos desde a mais tenra idade, mas ainda faltava dar tudo o que eu tinha para Jesus, para então segui-lo de todo coração.
Porém, o “calo apertou” justamente quando eu vi que Jesus queria minha vida por inteiro, e não apenas um bom religioso.
Logo, tomei a decisão - impulsionado pelo Espírito Santo - e fui seguir Jesus.
Lembro de murmurar, na época, como neófito: “Caramba! Parece que minha vida está virada de cabeça pra baixo!”. Isso porque tudo parecia estar dando errado, tanto ao meu redor quanto dentro de mim.
Depois, fui entender o que estava acontecendo: a batalha espiritual.
O negócio é o seguinte: quando a gente não está com Deus, automaticamente a gente está com o Diabo. Não existe meio-termo. Ou é de um ou é de outro.
Vou ressaltar pra ficar bem claro: o MURO (indecisão) também é território do Inimigo. Isso não sou eu que estou dizendo, mas a própria Bíblia: “Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, não é frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca” (Apocalipse 3:15-16).
O estado “morno” é o meio-termo entre o frio e o quente. É o famoso “muro”. O Diabo tem jurisdição aí também.
Portanto, quando tomamos a decisão de seguir a Jesus de todo o coração, toca uma sirene lá no Inferno: “Opa! Estamos perdendo uma alma”, dizem as hordas demoníacas.
Tem um ditado que diz: “Ninguém chuta cachorro morto”. Ou seja, ninguém mexe com quem está inerte, pois quem está inerte não incomoda. Mas, se a gente mudar algumas palavras desse ditado e trocar a letra T do “morto” pela letra N, podemos concluir: “O Diabo não está nem aí pra crente morno”.
Se o cara é frio ou morno, o Diabo não se preocupa - esses Deus já vomitou de Sua boca. Afinal, ele estaria gastando um tempo que poderia estar usando pra angariar outras almas pro seu lado negro da força (lembre-se que o Inimigo fica passeando pela Terra, de olho em tudo, conforme Jó 1:7). Agora, se o indivíduo toma a decisão de ser discípulo de Cristo, o ardiloso pensa: “Estamos perdendo gente do time. Vamos atrás dele!”. E aí começa a batalha espiritual.
Agora, pensa comigo: não seria uma baita estratégia do Inferno se eles proporcionassem uma sensação de vida boa e liberdade a muitos daqueles que estão no “time” deles, enquanto muitos dos que são seguidores de Jesus Cristo passam por poucas e boas nessa vida?
É como concluir que 1 + 1 é igual a 2: se a pessoa tinha uma vida “melhor” antes de entrar no tal Caminho, então o melhor é voltar a essa vida!
Novamente, isso não sou eu que estou dizendo, mas as Escrituras. Olha só o que o povo hebreu falou logo após ter sido libertado do Egito: “Quem dera tivéssemos morrido por mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! Porque nos tendes trazido a este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão” (Êxodo 16:3). É a famosa saudade das “cebolas do Egito” (Números 11:4-6)!
Isso não significa que quem está com o Diabo tem vida boa e quem está com Deus tem vida ruim. Não é regra. Mas, conforme vemos na Bíblia, há muitas histórias que testificam essa questão (ex: Saulo de Tarso era um cidadão romano respeitável em sua época, e quando se converteu - “tornando-se” o apóstolo Paulo -, começou a ser perseguido, sofreu naufrágios e foi preso).
Mas e se a dor for uma das coisas que mais levam pessoas aos pés de Deus? E isso não significa afirmar que Deus fica lançando raios nas pessoas, mas que as próprias pessoas têm um estalo dentro de si quando estão em situações adversas.
O escritor britânico C.S. Lewis afirmou: “Deus sussurra em nossos ouvidos por meio de nosso prazer, fala-nos mediante nossa consciência, mas clama em alta voz por intermédio de nossa dor; este é seu megafone para despertar o homem surdo”.
Ah, meus irmãos... como o Diabo é ardiloso! “Burro” é uma coisa que ele não é. Na forma de serpente, se fez de bobo com Adão e Eva e convenceu-os de comerem do fruto proibido. Na tentação de Jesus no deserto, tentou convencê-lo utilizando a própria Palavra. Ele é um ser milenar e astuto, embora não mais que Deus, que é incomparável.
Digo isso porque essa estratégia de “vida aparentemente boa” com ele e “vida de provações” com Deus engana muita gente. Há uma cena marcante no filme “Deus Não Está Morto” (2014), na qual um filho gaba-se com sua mãe, que é cristã e está sofrendo de uma enfermidade, de nunca ter acreditado no Deus dela e, mesmo assim, ele tinha tudo: beleza, riqueza, saúde e desejos realizados. Em outras palavras, ele quis dizer: “a senhora professa a fé nesse Deus e está numa situação mil vezes pior do que a minha”.
A resposta da idosa mãe para seu filho é emblemática:
“Às vezes o Diabo permite que as pessoas vivam livres de problemas porque ele não as quer voltando-se para Deus. Seu pecado é como uma cadeia, mas ela é boa e confortável, e não parece haver necessidade para sair. A porta está aberta. Até que, um dia, o tempo se acaba, e a porta da cela se tranca. Então, é tarde demais.”
Estar na jaula/cela com a porta aberta pode até dar a sensação de liberdade, mas não é liberdade. E tem um dia em que a porta se fecha, para sempre, sem segunda chance.
Oro para que Deus faça cair as escamas de nossos olhos em relação ao que é a vida.
Oro para aqueles que ainda não adentraram o Caminho que não percam mais tempo.
E oro para os que já estão no Caminho que perseverem e permaneçam firmes na fé.
Não, não aprendi na faculdade de Teologia. Vivi na pele mesmo.
Explico: eu era como o jovem rico (Marcos 10:17-22). Cumpria certos preceitos religiosos desde a mais tenra idade, mas ainda faltava dar tudo o que eu tinha para Jesus, para então segui-lo de todo coração.
Porém, o “calo apertou” justamente quando eu vi que Jesus queria minha vida por inteiro, e não apenas um bom religioso.
Logo, tomei a decisão - impulsionado pelo Espírito Santo - e fui seguir Jesus.
Lembro de murmurar, na época, como neófito: “Caramba! Parece que minha vida está virada de cabeça pra baixo!”. Isso porque tudo parecia estar dando errado, tanto ao meu redor quanto dentro de mim.
Depois, fui entender o que estava acontecendo: a batalha espiritual.
O negócio é o seguinte: quando a gente não está com Deus, automaticamente a gente está com o Diabo. Não existe meio-termo. Ou é de um ou é de outro.
Vou ressaltar pra ficar bem claro: o MURO (indecisão) também é território do Inimigo. Isso não sou eu que estou dizendo, mas a própria Bíblia: “Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, não é frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca” (Apocalipse 3:15-16).
O estado “morno” é o meio-termo entre o frio e o quente. É o famoso “muro”. O Diabo tem jurisdição aí também.
Portanto, quando tomamos a decisão de seguir a Jesus de todo o coração, toca uma sirene lá no Inferno: “Opa! Estamos perdendo uma alma”, dizem as hordas demoníacas.
Tem um ditado que diz: “Ninguém chuta cachorro morto”. Ou seja, ninguém mexe com quem está inerte, pois quem está inerte não incomoda. Mas, se a gente mudar algumas palavras desse ditado e trocar a letra T do “morto” pela letra N, podemos concluir: “O Diabo não está nem aí pra crente morno”.
Se o cara é frio ou morno, o Diabo não se preocupa - esses Deus já vomitou de Sua boca. Afinal, ele estaria gastando um tempo que poderia estar usando pra angariar outras almas pro seu lado negro da força (lembre-se que o Inimigo fica passeando pela Terra, de olho em tudo, conforme Jó 1:7). Agora, se o indivíduo toma a decisão de ser discípulo de Cristo, o ardiloso pensa: “Estamos perdendo gente do time. Vamos atrás dele!”. E aí começa a batalha espiritual.
Agora, pensa comigo: não seria uma baita estratégia do Inferno se eles proporcionassem uma sensação de vida boa e liberdade a muitos daqueles que estão no “time” deles, enquanto muitos dos que são seguidores de Jesus Cristo passam por poucas e boas nessa vida?
É como concluir que 1 + 1 é igual a 2: se a pessoa tinha uma vida “melhor” antes de entrar no tal Caminho, então o melhor é voltar a essa vida!
Novamente, isso não sou eu que estou dizendo, mas as Escrituras. Olha só o que o povo hebreu falou logo após ter sido libertado do Egito: “Quem dera tivéssemos morrido por mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! Porque nos tendes trazido a este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão” (Êxodo 16:3). É a famosa saudade das “cebolas do Egito” (Números 11:4-6)!
Isso não significa que quem está com o Diabo tem vida boa e quem está com Deus tem vida ruim. Não é regra. Mas, conforme vemos na Bíblia, há muitas histórias que testificam essa questão (ex: Saulo de Tarso era um cidadão romano respeitável em sua época, e quando se converteu - “tornando-se” o apóstolo Paulo -, começou a ser perseguido, sofreu naufrágios e foi preso).
Mas e se a dor for uma das coisas que mais levam pessoas aos pés de Deus? E isso não significa afirmar que Deus fica lançando raios nas pessoas, mas que as próprias pessoas têm um estalo dentro de si quando estão em situações adversas.
O escritor britânico C.S. Lewis afirmou: “Deus sussurra em nossos ouvidos por meio de nosso prazer, fala-nos mediante nossa consciência, mas clama em alta voz por intermédio de nossa dor; este é seu megafone para despertar o homem surdo”.
Ah, meus irmãos... como o Diabo é ardiloso! “Burro” é uma coisa que ele não é. Na forma de serpente, se fez de bobo com Adão e Eva e convenceu-os de comerem do fruto proibido. Na tentação de Jesus no deserto, tentou convencê-lo utilizando a própria Palavra. Ele é um ser milenar e astuto, embora não mais que Deus, que é incomparável.
Digo isso porque essa estratégia de “vida aparentemente boa” com ele e “vida de provações” com Deus engana muita gente. Há uma cena marcante no filme “Deus Não Está Morto” (2014), na qual um filho gaba-se com sua mãe, que é cristã e está sofrendo de uma enfermidade, de nunca ter acreditado no Deus dela e, mesmo assim, ele tinha tudo: beleza, riqueza, saúde e desejos realizados. Em outras palavras, ele quis dizer: “a senhora professa a fé nesse Deus e está numa situação mil vezes pior do que a minha”.
A resposta da idosa mãe para seu filho é emblemática:
“Às vezes o Diabo permite que as pessoas vivam livres de problemas porque ele não as quer voltando-se para Deus. Seu pecado é como uma cadeia, mas ela é boa e confortável, e não parece haver necessidade para sair. A porta está aberta. Até que, um dia, o tempo se acaba, e a porta da cela se tranca. Então, é tarde demais.”
Estar na jaula/cela com a porta aberta pode até dar a sensação de liberdade, mas não é liberdade. E tem um dia em que a porta se fecha, para sempre, sem segunda chance.
Oro para que Deus faça cair as escamas de nossos olhos em relação ao que é a vida.
Oro para aqueles que ainda não adentraram o Caminho que não percam mais tempo.
E oro para os que já estão no Caminho que perseverem e permaneçam firmes na fé.
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