BATISMO COM FOGO
Quando temos uma experiência com o Senhor, nossa vida nunca mais é a mesma.
O Cristo ressurreto diante de Paulo na estrada para Damasco.
O coração aquecido de John Wesley naquela noite de 24 de maio de 1738.
A visita de Mack à cabana no livro de William P. Young.
Não é que nossa fé se baseará em sensações, visões ou êxtases. Mas tudo isso faz parte do pacote. E Jesus nunca nos prometeu uma fé estéril. Pelo contrário: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10:10).
Muitos foram batizados nas águas, mas jamais passaram pelo batismo com fogo (Mateus 3:11-12). O que seria o batismo com fogo? Na Bíblia, “fogo” está ligado ao poder de Deus: a sarça ardente vista por Moisés, o fogo que consumiu o holocausto do profeta Elias, o Espírito Santo que desceu como fogo em Atos 2, os olhos de Jesus como chamas de fogo (Ap 19:12).
Nesse sentido, o batismo com fogo seria nada mais nada menos do que uma visitação do Senhor.
O batismo com as águas dá o testemunho público da sua confissão de fé em Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. Mas o batismo com fogo é aquele que adentra e mexe com as entranhas do seu ser e faz com que você nunca mais seja o mesmo.
Minha primeira experiência marcante com Deus foi em 2015, no retiro de carnaval da Primeira Igreja Batista de Juiz de Fora. Pra falar a verdade, eu fui nesse retiro porque sabia que seria numa belíssima fazenda, e como eu nunca fui de pular carnaval, considerei como uma oportunidade de relaxar. Vale ressaltar que, nessa época, eu conhecia Jesus de ouvir falar, mas não da maneira íntima e profunda como o conheço hoje.
Então, lá estava eu no retiro, achando que seria relax total. Afinal, os primeiros dias foram ótimos: joguei “War” com uns amigos, fui na piscina, joguei bola, participei de gincana... Enfim, pra mim estava ótimo. Até o dia em que o Espírito Santo começou a fazer o que Ele havia planejado com minha ida pra lá.
Comecei a ser confrontado. Meus pecados estavam sendo “jogados na minha cara”. A Palavra de Deus, que é viva e eficaz, começou a mexer com minha natureza adâmica. Como recebi aquilo? Pessimamente. Eu sabia que algo diferente estava acontecendo, mas até então não havia mergulhado nisso. Pelo contrário, estava rejeitando. Cheguei pra um dos pastores que lá estavam e reclamei: “Poxa pastor, vim aqui pra ficar de boa, e estou esquentando minha cabeça”.
Fui deitar pra dormir arrasado. Lembro como se fosse ontem: estava no dormitório, havia um rapaz no colchão ao meu lado e outro mais acima, num ressalto de concreto. Estava tendo uma conversa qualquer. Na hora de deitar pra dormir, ainda sentado no colchão, eu desabafei: “Cara, estou tão cansado”. Falei aquilo pro ar, sabe? Desabafando. Foi aí que o rapaz do colchão ao lado, que já estava deitado, sentou-se, virou pra mim e falou: “Você vai ser um homem de Deus”. Minha vontade foi de virar pra ele e falar: “Mano, você tá me zuando?”. Na minha cabeça, eu não tinha nada “visual” e nem emocional pra ele falar aquilo pra mim. Por dentro, estava arrebentado. Por fora, com o cabelo desarrumado, bermuda surrada e uma camisa preta com uma caveira jorrando sangue. Na minha visão, eu não tinha nada pra ouvir que eu seria um “homem de Deus”.
Entretanto, me limitei a perguntar apenas o seguinte: “Por que você está me falando isso?”. Foi aí que ele respondeu: “Porque o Espírito Santo mandou eu te falar”.
WOW! Eu não tinha ideia total da dimensão daquilo, mas já havia percebido que era diferente. E, naquela noite, eu ainda orei (sim, toda noite eu rezava um Pai Nosso, uma Ave Maria, um Santo Anjo e, depois, orava espontaneamente, conforme meus pais me ensinaram): “Deus, eu já acredito que o Senhor existe, e já faço o bem. Então, por que não posso continuar indo nas minhas festas e fazendo o que eu gosto?”. Naquele momento, houve silêncio. Mal sabia eu o que estava reservado para o dia seguinte.
No dia seguinte, à noite, fomos para a tenda (local onde aconteciam os cultos durante o retiro). Quem pregaria a Palavra seria um pastor de fora. Antes de ele subir no púlpito, o pastor da casa pediu para que déssemos as mãos e fez uma oração. Pra minha surpresa, o pastor que iria pregar estava de mãos dadas comigo, do meu lado direito. Ele foi e subiu ao púlpito.
Pregou sobre algumas experiências sobrenaturais que os jovens de sua igreja estavam vivendo, como visões de anjos. Ao término da pregação, falou pra todo mundo ficar de pé. Nesse momento, após tecer algumas palavras, ele olhou pra mim no meio da multidão, apontou o dedo e falou: “Quem vai continuar minha obra, Pedro?”. Essas palavras foram como se uma flecha flamejante tivesse sido lançada em minha direção. Não consegui pensar em nada. Apenas sentei e comecei a chorar.
No outro dia, de cabeça fria, já bateu a incredulidade. Pensei: “Ah, o pastor deve ter citado um versículo bíblico, uma fala de Jesus pra Pedro”. Fui lá e procurei na Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, joguei na internet, e não achei versículo algum dessa suposta fala de Jesus pra Pedro. Simplesmente porque não era. O que aconteceu foi uma palavra de revelação daquele pastor (a quem eu nunca tinha visto na vida) pra mim, em resposta à oração que eu fiz no dia anterior (“por que eu tenho que mudar de vida?”). Eu tinha a obra do Reino para continuar, como discípulo de Jesus - cumprir o IDE. E, pra ser discípulo, eu precisava “me despedir de meus pais, queimar minhas carroças e afundar meu barco no cais”.
Essa experiência foi tão marcante que, realmente, minha vida mudou. O retiro foi em fevereiro. No mês seguinte, em março, eu já estava sendo batizado nas águas, no espaço Master da PIBJF, para honra e glória do Senhor Jesus. Ah, outra coisa: foi no dia 15 de março, o mesmo dia em que eu batizei na Igreja Católica, quando era bebê, em 1998. Divina coincidência... ou seria destino?
Meus pais me alertaram, antes de eu batizar: “Você não está indo rápido demais? Essa é uma decisão seria”. E eles estavam certos. Mas eu não tinha sido convencido por palavras humanas, mas o próprio Deus havia falado comigo diretamente através da boca de um servo dEle.
Entre a primeira vez que fui na igreja e o meu batismo, é questão de meses.
Já vivi inúmeras outras experiências com o Senhor, mas nesse texto vou me limitar a contar essa. Mudou a minha vida.
Colecione histórias com o Senhor. Se você nunca viveu uma experiência vívida e marcante com Ele, peça, busque-o. Se por acaso você já viveu, continue buscando, porque há sempre mais.
O coração aquecido de John Wesley naquela noite de 24 de maio de 1738.
A visita de Mack à cabana no livro de William P. Young.
Não é que nossa fé se baseará em sensações, visões ou êxtases. Mas tudo isso faz parte do pacote. E Jesus nunca nos prometeu uma fé estéril. Pelo contrário: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10:10).
Muitos foram batizados nas águas, mas jamais passaram pelo batismo com fogo (Mateus 3:11-12). O que seria o batismo com fogo? Na Bíblia, “fogo” está ligado ao poder de Deus: a sarça ardente vista por Moisés, o fogo que consumiu o holocausto do profeta Elias, o Espírito Santo que desceu como fogo em Atos 2, os olhos de Jesus como chamas de fogo (Ap 19:12).
Nesse sentido, o batismo com fogo seria nada mais nada menos do que uma visitação do Senhor.
O batismo com as águas dá o testemunho público da sua confissão de fé em Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. Mas o batismo com fogo é aquele que adentra e mexe com as entranhas do seu ser e faz com que você nunca mais seja o mesmo.
Minha primeira experiência marcante com Deus foi em 2015, no retiro de carnaval da Primeira Igreja Batista de Juiz de Fora. Pra falar a verdade, eu fui nesse retiro porque sabia que seria numa belíssima fazenda, e como eu nunca fui de pular carnaval, considerei como uma oportunidade de relaxar. Vale ressaltar que, nessa época, eu conhecia Jesus de ouvir falar, mas não da maneira íntima e profunda como o conheço hoje.
Então, lá estava eu no retiro, achando que seria relax total. Afinal, os primeiros dias foram ótimos: joguei “War” com uns amigos, fui na piscina, joguei bola, participei de gincana... Enfim, pra mim estava ótimo. Até o dia em que o Espírito Santo começou a fazer o que Ele havia planejado com minha ida pra lá.
Comecei a ser confrontado. Meus pecados estavam sendo “jogados na minha cara”. A Palavra de Deus, que é viva e eficaz, começou a mexer com minha natureza adâmica. Como recebi aquilo? Pessimamente. Eu sabia que algo diferente estava acontecendo, mas até então não havia mergulhado nisso. Pelo contrário, estava rejeitando. Cheguei pra um dos pastores que lá estavam e reclamei: “Poxa pastor, vim aqui pra ficar de boa, e estou esquentando minha cabeça”.
Fui deitar pra dormir arrasado. Lembro como se fosse ontem: estava no dormitório, havia um rapaz no colchão ao meu lado e outro mais acima, num ressalto de concreto. Estava tendo uma conversa qualquer. Na hora de deitar pra dormir, ainda sentado no colchão, eu desabafei: “Cara, estou tão cansado”. Falei aquilo pro ar, sabe? Desabafando. Foi aí que o rapaz do colchão ao lado, que já estava deitado, sentou-se, virou pra mim e falou: “Você vai ser um homem de Deus”. Minha vontade foi de virar pra ele e falar: “Mano, você tá me zuando?”. Na minha cabeça, eu não tinha nada “visual” e nem emocional pra ele falar aquilo pra mim. Por dentro, estava arrebentado. Por fora, com o cabelo desarrumado, bermuda surrada e uma camisa preta com uma caveira jorrando sangue. Na minha visão, eu não tinha nada pra ouvir que eu seria um “homem de Deus”.
Entretanto, me limitei a perguntar apenas o seguinte: “Por que você está me falando isso?”. Foi aí que ele respondeu: “Porque o Espírito Santo mandou eu te falar”.
WOW! Eu não tinha ideia total da dimensão daquilo, mas já havia percebido que era diferente. E, naquela noite, eu ainda orei (sim, toda noite eu rezava um Pai Nosso, uma Ave Maria, um Santo Anjo e, depois, orava espontaneamente, conforme meus pais me ensinaram): “Deus, eu já acredito que o Senhor existe, e já faço o bem. Então, por que não posso continuar indo nas minhas festas e fazendo o que eu gosto?”. Naquele momento, houve silêncio. Mal sabia eu o que estava reservado para o dia seguinte.
No dia seguinte, à noite, fomos para a tenda (local onde aconteciam os cultos durante o retiro). Quem pregaria a Palavra seria um pastor de fora. Antes de ele subir no púlpito, o pastor da casa pediu para que déssemos as mãos e fez uma oração. Pra minha surpresa, o pastor que iria pregar estava de mãos dadas comigo, do meu lado direito. Ele foi e subiu ao púlpito.
Pregou sobre algumas experiências sobrenaturais que os jovens de sua igreja estavam vivendo, como visões de anjos. Ao término da pregação, falou pra todo mundo ficar de pé. Nesse momento, após tecer algumas palavras, ele olhou pra mim no meio da multidão, apontou o dedo e falou: “Quem vai continuar minha obra, Pedro?”. Essas palavras foram como se uma flecha flamejante tivesse sido lançada em minha direção. Não consegui pensar em nada. Apenas sentei e comecei a chorar.
No outro dia, de cabeça fria, já bateu a incredulidade. Pensei: “Ah, o pastor deve ter citado um versículo bíblico, uma fala de Jesus pra Pedro”. Fui lá e procurei na Bíblia, de Gênesis a Apocalipse, joguei na internet, e não achei versículo algum dessa suposta fala de Jesus pra Pedro. Simplesmente porque não era. O que aconteceu foi uma palavra de revelação daquele pastor (a quem eu nunca tinha visto na vida) pra mim, em resposta à oração que eu fiz no dia anterior (“por que eu tenho que mudar de vida?”). Eu tinha a obra do Reino para continuar, como discípulo de Jesus - cumprir o IDE. E, pra ser discípulo, eu precisava “me despedir de meus pais, queimar minhas carroças e afundar meu barco no cais”.
Essa experiência foi tão marcante que, realmente, minha vida mudou. O retiro foi em fevereiro. No mês seguinte, em março, eu já estava sendo batizado nas águas, no espaço Master da PIBJF, para honra e glória do Senhor Jesus. Ah, outra coisa: foi no dia 15 de março, o mesmo dia em que eu batizei na Igreja Católica, quando era bebê, em 1998. Divina coincidência... ou seria destino?
Meus pais me alertaram, antes de eu batizar: “Você não está indo rápido demais? Essa é uma decisão seria”. E eles estavam certos. Mas eu não tinha sido convencido por palavras humanas, mas o próprio Deus havia falado comigo diretamente através da boca de um servo dEle.
Entre a primeira vez que fui na igreja e o meu batismo, é questão de meses.
Já vivi inúmeras outras experiências com o Senhor, mas nesse texto vou me limitar a contar essa. Mudou a minha vida.
Colecione histórias com o Senhor. Se você nunca viveu uma experiência vívida e marcante com Ele, peça, busque-o. Se por acaso você já viveu, continue buscando, porque há sempre mais.
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