OBEDIÊNCIA
Dá pra fazer uma boa teologia em cima do quesito da OBEDIÊNCIA.
Afinal, por que obedecemos a Deus?
Há algumas respostas possíveis: amor e gratidão a Ele, receio de uma realidade pós-morte de sofrimento (o que a Bíblia chama de “inferno”), orgulho (uma espécie de autojustificação).
Há algumas respostas possíveis: amor e gratidão a Ele, receio de uma realidade pós-morte de sofrimento (o que a Bíblia chama de “inferno”), orgulho (uma espécie de autojustificação).
1 – Amor e gratidão a Ele
O apóstolo Paulo, fazendo teologia na sua carta aos efésios, relata: “Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência. Anteriormente, todos nós também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira. Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos” (2:1-5).
Logo, observamos que Paulo trabalha a obediência como consequência da apreensão pessoal do que Cristo realizou na cruz do Calvário.
O apóstolo continua trabalhando nesse sentido quando afirma que a obediência pode ser oriunda de um prazer/deleite em Deus, em contraste com a natureza adâmica/pecaminosidade carnal: “Pois no íntimo da minha alma tenho prazer na Lei de Deus; contudo, vejo uma outra lei agindo nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha razão, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em todos os meus membros” (Romanos 7:22-23).
Finalmente, é possível inferir que a obediência pode ser fruto de amor e gratidão ao Senhor.
O apóstolo continua trabalhando nesse sentido quando afirma que a obediência pode ser oriunda de um prazer/deleite em Deus, em contraste com a natureza adâmica/pecaminosidade carnal: “Pois no íntimo da minha alma tenho prazer na Lei de Deus; contudo, vejo uma outra lei agindo nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha razão, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em todos os meus membros” (Romanos 7:22-23).
Finalmente, é possível inferir que a obediência pode ser fruto de amor e gratidão ao Senhor.
2 – Receio de uma realidade pós-morte de sofrimento (o que a Bíblia chama de “inferno”)
Jesus ensinou incansavelmente acerca de uma realidade na qual Deus não está presente, sendo portanto um local de profundo tormento. Ele descreve esse local como uma “fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes” (Mt 13:42).
Visto a ênfase que Cristo deu a respeito dessa realidade, muitos podem se achegar à Sua presença buscando uma alternativa a esse local. É como o clamor que o ladrão fez na cruz: “Jesus! Lembra-te de mim quando entrardes no teu Reino” (Lc 23:42).
Visto a ênfase que Cristo deu a respeito dessa realidade, muitos podem se achegar à Sua presença buscando uma alternativa a esse local. É como o clamor que o ladrão fez na cruz: “Jesus! Lembra-te de mim quando entrardes no teu Reino” (Lc 23:42).
3 – Orgulho (autojustificação)
Cristo também alertou a respeito daqueles que obedecem os preceitos religiosos a partir de uma perspectiva de ganho pessoal. Eis as suas palavras: “Tende cuidado com os mestres da lei. Pois eles fazem questão de andar com roupas especiais, e muito apreciam serem saudados nas praças, ocupar as cadeiras mais importantes nas sinagogas e os lugares de honra nos banquetes” (Lc 20:46).
Nesse sentido, é possível o indivíduo prestar uma obediência (talvez, eclesiástica) em vista de uma tentativa de autojustificação, sendo guiado pelo orgulho.
Nesse sentido, é possível o indivíduo prestar uma obediência (talvez, eclesiástica) em vista de uma tentativa de autojustificação, sendo guiado pelo orgulho.
Que possamos fazer uma autoanálise e pedir que o Espírito Santo sonde o íntimo do nosso ser e perscrute se estamos obedecendo a Deus por amor e gratidão ou por quaisquer outros motivos que não sejam puros conforme a Palavra.
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