SOLA SCRIPTURA
A expressão “cuidado com o homem de um livro só” ou sua variante “timeo hominem unius libri” — eu temo o homem de um livro só — é atribuída diversamente a Sêneca, Quintiliano, Agostinho, Tomás de Aquino ou Bertrand Russell. Não se sabe ao certo quem disse ou quando surgiu, mas aparece no final da Idade Média.
O lema Sola Scriptura surgiu para condensar um valor caro à Reforma Protestante (eclodida com Martinho Lutero em 1517), isto é, que somente a Bíblia Sagrada era a fonte da revelação salvífica.
Tal afirmação não consiste em apregoar que a Bíblia deve ser a única e suficiente fonte quando se trata do empirismo e tecnicismo científico, por exemplo. Afinal, o livro de Gênesis não intenta em ser um documento científico acerca de como Deus operou a criação, mas sim um documento teológico cujo argumento essencial é: Deus é o criador do cosmos.
O lema Sola Scriptura também não consiste no conceito de que a Bíblia será utilizada como única e suficiente fonte em matéria de política (no mais puro sentido aristotélico do termo). Para tanto, a Constituição deve reger o Estado Democrático de Direito, sendo que esse documento de determinado país pode conter valores das Escrituras, pois a própria civilização ocidental foi erguida sob o pilar da moral judaico-cristã (além da Filosofia grega e do Direito romano).
Porém, ambos os pontos anteriores não significam que um cientista ou um político não podem ter a cosmovisão formada pela Bíblia. Pelo contrário, o próprio conceito de Estado laico surgiu com Thomas Jefferson (1743-1826), o terceiro presidente dos Estados Unidos da América, para proteger os religiosos de uma eventual tirania estatal, e não impedir que religiosos (de qualquer matriz) atuassem na esfera pública.
Finalmente, a variedade de linhas de pensamento é essencial para se chegar à formação de tese - antítese - síntese, alargando consideravelmente o arcabouço intelectual. Os cristãos devem se inclinar a beber da fonte das Escrituras para o âmbito salvífico e exercitar a intelectualidade a fim de compreender a riqueza do cosmos e, principalmente, se ater à Verdade.
O lema Sola Scriptura surgiu para condensar um valor caro à Reforma Protestante (eclodida com Martinho Lutero em 1517), isto é, que somente a Bíblia Sagrada era a fonte da revelação salvífica.
Tal afirmação não consiste em apregoar que a Bíblia deve ser a única e suficiente fonte quando se trata do empirismo e tecnicismo científico, por exemplo. Afinal, o livro de Gênesis não intenta em ser um documento científico acerca de como Deus operou a criação, mas sim um documento teológico cujo argumento essencial é: Deus é o criador do cosmos.
O lema Sola Scriptura também não consiste no conceito de que a Bíblia será utilizada como única e suficiente fonte em matéria de política (no mais puro sentido aristotélico do termo). Para tanto, a Constituição deve reger o Estado Democrático de Direito, sendo que esse documento de determinado país pode conter valores das Escrituras, pois a própria civilização ocidental foi erguida sob o pilar da moral judaico-cristã (além da Filosofia grega e do Direito romano).
Porém, ambos os pontos anteriores não significam que um cientista ou um político não podem ter a cosmovisão formada pela Bíblia. Pelo contrário, o próprio conceito de Estado laico surgiu com Thomas Jefferson (1743-1826), o terceiro presidente dos Estados Unidos da América, para proteger os religiosos de uma eventual tirania estatal, e não impedir que religiosos (de qualquer matriz) atuassem na esfera pública.
Finalmente, a variedade de linhas de pensamento é essencial para se chegar à formação de tese - antítese - síntese, alargando consideravelmente o arcabouço intelectual. Os cristãos devem se inclinar a beber da fonte das Escrituras para o âmbito salvífico e exercitar a intelectualidade a fim de compreender a riqueza do cosmos e, principalmente, se ater à Verdade.
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