NA LOUCURA DO MULTIVERSO
Quem é leitor assíduo de quadrinhos, sabe que o ritmo dos filmes sempre foi mais lento em relação às HQ’s.
Motivo: que os longas atingissem não apenas o nicho dos fãs, mas o público em geral.
Imagina colocar nas telonas lá no início dos anos 2000 um personagem como Throg, um sapo com poderes do Thor?
Mas, como disse Wolverine no filme “Logan” (2017): “O mundo não é mais o mesmo, Charles”.
Lá se vai mais de uma década de um universo bem construído pela Marvel, pacientemente, com calma, com uma linha de pensamento coesa. Tudo sempre esteve debaixo do guarda-chuva de Kevin Feige. Inclusive, em uma entrevista à Rolling Stone, ele afirmou que o ator Robert Downey Jr. já sabia do destino do Homem de Ferro desde 2015, ou seja, quatro anos antes do desfecho em “Vingadores: Ultimato”. Segundo a reportagem, “o destino trágico de Tony Stark já estava escrito nas estrelas (ou em um protótipo do roteiro mesmo, para ser menos dramático)”.
Falar de multiverso lá pelos idos de 2008 (quando o primeiro filme do Homem de Ferro foi lançado) iria mais embaralhar a cabeça das pessoas do que trazer empolgação. Ainda estávamos naquela vibe do “filme de super-herói pé no chão”, tanto é que a película de Tony Stark bebia muito da fonte do Batman de Christopher Nolan.
Porém, paulatinamente o universo foi sendo desenvolvido. A fantasia foi tomando cada vez mais espaço.
Admito que, desde a animação “Homem-Aranha no Aranhaverso” (2018), eu já imaginava que tão logo o multiverso veria a luz do dia no Universo Cinematográfico da Marvel. Minha teoria foi reforçada quando eu vi que a série “Loki” (2021) trouxe a questão das variantes. Desde esse período, já tinha 99,99% de certeza que em “Homem-Aranha: Sem Volta pra Casa” (2021) veríamos três Cabeças de Teia. Até comentei com um amigo: “A Marvel não dá ponto sem nó. Ela não ia colocar a questão das variantes sem motivo”. E deu no que deu.
Se o último filme do Teioso já deu o que falar, explodindo cabeças de fãs do mundo inteiro ao verem os universos de Tobey Maguire e Andrew Garfield de volta (e não podemos nos esquecer do Demolidor de Charlie Cox!), nem sei o que esperar de “Doutor Estranho: No Multiverso da Loucura” (2022).
O próprio título já diz: vai ser uma loucura total no que envolve o multiverso. Não podemos esquecer que a “linha do tempo sagrada” já foi totalmente bagunçada em “Loki”.
O que já sabemos sobre o longa: é quase certo que o Professor Xavier de Patrick Stewart vai dar as caras (no trailer vemos sua suposta aparição); a Capitã Carter (que vimos na série “What If”) aparece no pôster do longa; há três versões do Doutor Estranho.
Na minha visão, será um filme imbuído no suspense, com a estética de terror que o diretor Sam Raimi (que dirigiu a trilogia do Homem-Aranha de Tobey) sabe fazer.
O que tivemos uma palhinha em “WandaVision” (dos filhos da Feiticeira Escarlate estarem em algum lugar do multiverso, mediante uma nova realidade criada), “Loki” (com as variantes e Kang) e “Homem-Aranha: Sem Volta Pra Casa” (com o multiverso se tornando mais do que realidade), será realmente uma loucura no próximo filme do Mago Supremo (que ainda não tem esse título no UCM).
Ah, e vale aqui um enorme parabéns à Marvel por conseguir manter o hype nos fãs. Tiveram êxito em manter as expectativas lá no alto desde “Ultimato”, e quando talvez pensamos “como será que a Marvel vai continuar a contar essa história?”, vieram as séries e, agora, os filmes que estão trabalhando cada vez mais essa questão do multiverso.
Em suma, a Casa das Ideias tem conseguido transformar cada lançamento de filme em um evento. Quem estava contando os dias para “Sem Volta Pra Casa” agora está contando os minutos para “No Multiverso da Loucura”.
E vamos pirar juntos nessa loucura!
(Referências bibliográficas: https://www.google.com.br/amp/s/rollingstone.uol.com.br/amp/noticia/kevin-feige-ja-sabia-do-destino-do-homem-de-ferro-em-2015/)
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