O PODER EXPLOSIVO DO ESPÍRITO SANTO
“Leio histórias bíblicas como as de Noé e a arca, Moisés e o mar Vermelho, Daniel e a cova dos leões, Elias e os profetas de Baal... e fico inconformado ao perceber que muitos olham para esses acontecimentos como fábulas ou histórias infantis. Tiago é direto ao dizer: ‘Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio’ (Tg 5.17). Não podemos nos esquecer de que todos os heróis da fé, que tanto admiramos, foram homens iguais a nós, e tudo o que fizeram nós também podemos fazer - pois Deus continua o mesmo, ele não mudou.”
(GONÇALVES, Douglas. JesusCopy: a revolução das cópias de Jesus. Pág. 27)
Irmãos e irmãs, será que chegamos ao ponto de desacreditar nas maravilhas que a Bíblia nos diz que podemos fazer?
Não me refiro à confissão de boca, porque nem todos teriam coragem de dizer com todas as letras: “Sinceramente, eu não acredito”.
Mas, te convido a um autoexame e, ao mesmo tempo, a um exame do Alto.
O avivamento virá da Igreja. É óbvio. Mas se a Igreja não acredita em avivamento, as engrenagens estão emperradas.
E principalmente nos dias em que estamos vivendo, somente uma intervenção divina pode nos salvar.
Mas, será que ainda acreditamos em avivamento? Será que ainda acreditamos no poder de Deus?
De acordo com alguns estudiosos, o avivamento no País de Gales, um minúsculo principado da Grã-Bretanha, que ocorreu de 1904 a 1905, foi um dos maiores avivamentos na história, dado o curto tempo de duração e o impacto que causou, não só nas regiões circunvizinhas, mas através do mundo inteiro. Sem dúvida alguma, foi um dos grandes acontecimentos que viriam a marcar significativamente o início do século XX.
Os efeitos do avivamento estenderam-se muito além dos cultos e reuniões de oração. Os bares e cinemas fecharam, as livrarias evangélicas venderam todos os seus estoques de Bíblias. O avivamento tornou-se manchete nos principais jornais do país. A presença de Deus “parecia ser universal e inevitável”, invadindo não somente as igrejas e reuniões de oração, mas se manifestando também “nas ruas, nos trens, nos lares e nas tavernas”.
No livro “O Fogo do Reavivamento”, o autor Wesley L. Duewel relata:
“Em muitos casos, os fregueses entravam nas tavernas, pediam bebidas e depois davam meia-volta e saíam, deixando-as intocadas no balcão. O sentimento da presença de Deus era tal que praticamente paralisava o braço que ia levar o copo à boca.”
Ressalta-se que o grande vício do povo na época era a bebida alcoólica.
Nos tribunais de justiça, às vezes não havia casos para serem julgados. A polícia ficava ociosa e, em um lugar, passou a formar quartetos para cantar nas igrejas, para ocupar seu tempo.
Ainda bem que a História tratou de registrar esses feitos, pois, caso contrário, muitos iriam achar que não passava de “conversa pra boi dormir”.
É sério, irmãos. Muitos de nós somos excelentes religiosos, mas péssimos discípulos. Lembra da história do jovem rico (Mateus 19:16-30)? Pois é. Ele fazia tudo certinho, seguia todos os preceitos religiosos, mas na hora de abrir mão de tudo pra seguir a Jesus...
Será que somos bons religiosos, mas não temos fé suficiente pra acreditar nas maravilhas que Cristo pode operar ainda nos dias de hoje?
Entenda: a moeda de troca do Reino é a fé.
Se não tivermos fé, jamais veremos as maravilhas.
E olha que Jesus ainda deu uma enorme colher de chá pra nós! Confira:
“Porque a fé que vocês têm é pequena. Eu asseguro que, se vocês tiverem fé do tamanho de um grão de mostarda, poderão dizer a este monte: ‘Vá daqui para lá’, e ele irá. Nada será impossível para vocês.”
(Mateus 17:20)
Percebeu? Ele falou que bastava a fé do tamanho de um grão de mostarda (que é minúsculo, cabe na ponta do dedo) para mover uma montanha (algo enorme). Um totalmente desproporcional ao outro!
Mas ele deu essa colher de chá com o motivo bem claro: “Porque a fé que vocês têm é pequena”.
Falamos do poder de Deus, cantamos sobre o poder, lembra sobre o poder... mas será que sabemos realmente o que é o poder de Deus?
“Dunamis” é a palavra grega para “poder” e é encontrada 120 vezes no Novo Testamento. Da mesma raiz, temos as palavras “dinamite” ou “dinâmico”.
“Tendo Jesus convocado os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para efetuarem curas. Também os enviou a pregar o reino de Deus e a curar os enfermos.”
(Lucas 9:1-2)
Yeshua deu tanto poder (“dunamis”) quanto autoridade (“exousia”) a seus 12 discípulos. O poder e a autoridade foram dados sobre todos os demônios e para curar os enfermos.
Autoridade é o direito legal de usar o poder. No exército, os soldados participam de um curso sobre o uso de armas e, no final, recebem uma licença ou autoridade para usá-las.
Mas, e quanto a nós?
Algumas pessoas dizem que o poder e a autoridade de Deus eram apenas para os 12 discípulos, e quem somos nós para recebê-los? No entanto, em Lucas 9, Yeshua começou discipulando seus 12 discípulos, mas em Lucas10, ele expandiu o grupo para 72. Ele lhes deu autoridade sobre todo tipo de poder maligno.
“Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano.”
(Lucas 10:19)
Quando chegamos ao livro de Atos, Yeshua deixa claro que receber o Espírito Santo e poder é uma dádiva para TODOS os cristãos.
“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.”
(Atos 1:8)
Assim, o direito de usar o poder do Espírito Santo passou dos 12 aos 72 e depois para todos nós.
Vou repetir: a raiz da palavra grega “dunamis” é a mesma raiz da palavra “dinamite”.
É como se fôssemos aquelas bombinhas do game “Super Mario Bros” andando pelas ruas das nossas cidades.
E você já viu alguma bomba explodir e não gerar impacto? Já viu uma explosão ser ignorada?
Absolutamente não.
Na verdade, ainda que a bomba nem tenha explodido, é impossível de ser ignorada. Já viu alguém passar ao lado de uma bomba, com aquele relógio contando o tempo que falta pra tudo ir pros ares, e simplesmente continuar andando?
Claro que não.
Chegam aquelas pessoas com roupas especiais (parecidas com as dos astronautas) pra tentar desarmar a bomba, a TV começa a noticiar, os transeuntes param pra observar...
O fato é que: não dá pra ignorar uma bomba. Elas geram impacto.
É por isso que os cento e vinte do cenáculo viraram o mundo de cabeça pra baixo (Atos 1:12-17).
O escritor britânico C.S. Lewis afirmou:
“O Cristianismo, se falso, não tem importância. Se verdadeiro, é de importância infinita; a única coisa que ele não pode ser é moderadamente importante.”
Impossível ignorar quem tem o “dunamis”.
Foi com essa confiança que o avivalista inglês John Wesley não teve receio em dizer:
“Dai-me cem homens que nada temam senão o pecado, e que nada desejam senão a Deus, e eu abalarei o mundo.”
Ele sabia o poder que estava nele. E sabia o que esse poder poderia causar.
Será que temos essa mesma consciência? Será que sabemos quem somos? Será que sabemos que o mesmo poder que ressuscitou Jesus dentre os mortos reside em nós (Romanos 8:11)?
Convido-o a fazer esse declaração de fé comigo:
“Eu sou o que a Bíblia diz que eu sou; eu tenho o que a Bíblia diz que eu tenho; eu posso o que a Bíblia diz que eu posso.”
Não são palavras minhas ou de algum herói da fé, simplesmente. Não se tratam de palavras de mero convencimento humano. É a Bíblia Sagrada que diz que podemos viver o sobrenatural! O sobrenatural pode se tornar natural a ponto de se tornar um estilo de vida.
Que a partir de hoje nos apropriemos dessa herança de Cristo pra nós. Que realmente sejamos imbuídos do “dunamis” de Deus, e o mundo nunca mais será o mesmo!
(Referências bibliográficas: https://www.avivamentoja.com/o-avivamento-no-pais-de-gales/; https://www.revistaimpacto.com.br/o-avivamento-do-pais-de-gales-parte-v/; https://www.revistaimpacto.com.br/o-poder-dunamis-para-todos/; https://www.google.com.br/amp/s/institutopoimenica.com/2017/08/02/cristianismo-moderadamente-importante-c-s-lewis/amp/)
— Se você gosta desse trabalho, CONTRIBUA através do PIX: supercrenteofc@gmail.com
Comentários
Postar um comentário