NADA ALÉM DA PROMESSA (parte I)

A Palavra de Deus nos relata que José teve dois sonhos. O primeiro que ele contou aos seus irmãos: “Estávamos amarrando os feixes de trigo no campo, quando o meu feixe se levantou e ficou em pé, e os seus feixes se ajuntaram ao redor do meu e se curvaram diante dele” (Gênesis 37:7). E o segundo: “Tive outro sonho, e desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvavam diante de mim” (vv. 9). Os irmãos e os pais de José logo entenderam que ele iria reinar, governar sobre eles. Todos se curvariam até o chão diante dele.

Porém, Deus contou a José a promessa, e não o processo para o cumprimento da promessa. Mas imagina só se Ele tivesse contado a José? Talvez, ele iria desistir antes mesmo de ter começado! Ou você acha que ele ia achar top ser jogado em um poço, ser vendido pelos próprios irmãos como escravo, ser preso, sofrer calúnias e tudo o mais?

Imagina a cabeça do menino José quando ele estava, literalmente, no fundo do poço. Imagina a cabeça de José quando ele estava a caminho do Egito, sabendo a escravidão que lhe estava reservada. Imagina a cabeça de José quando ele estava preso injustamente, vítima da mentira da mulher de Potifar, para quem trabalhava como mordomo. De onde será que José tirava forças para continuar? Para não desistir? Qual o “galhinho” que ele se agarrava para não cair de vez no abismo?

Eu acho que tenho a resposta, simplesmente porque todos nós temos nossos dias de luta: José se agarrou à promessa de Deus pra sua vida.

Há um trecho de uma canção linda do Thalles Roberto, com participação especial da Gabriela Rocha, chamada “Nada Além de Ti”, que diz: “Eu não tenho nada além, nada além de Ti/Mas nada além da promessa, da Sua promessa”.

O que nos faz continuar a lutar é a promessa. O que nos faz vencer as adversidades é a promessa. É por isso que, séculos mais tarde, o apóstolo Paulo viria a escrever: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz, para nós, um peso eterno de glória mui excelente; Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2 Coríntios 4:17-18). Ele considerava como leves e momentâneas as tribulações justamente porque ele não estava olhando para elas, mas sim para a promessa.

José foi do poço ao trono. Hoje ele é lembrado como governador do Egito, e não como o menino traído pelos irmãos que foi atirado no poço. A história “triste” de José é contada como ensinamento de superação, e não como fatalidade.

Quando estiver difícil, lembre-se da promessa que Deus tem para a sua vida!


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