RAINHA ESTER: O CHAMADO PARA VIVER O PROPÓSITO

O livro de Ester foi escrito aproximadamente entre 470 e 486 a.C, e acredita-se que foi escrito por Esdras.

O nome hebraico de Ester é Hadassa e significa “mirta” ou “murta”, que é uma flor bonita e popular.

Quando Hadassa entra para o harém real, ela recebe o nome de Ester, possivelmente pela designação dada à “mirta”, palavra bastante próxima da raiz do termo que designa tanto “mirta” como “estrela”, a forma da flor.

A história de Ester começa quando o rei persa Assuero (provavelmente o rei Xerxes) deu uma grande festa para os seus servos e príncipes, para exibir suas riquezas e glória do seu reino.

A rainha Vasti (antecessora de Ester no trono) é convocada para o rei exibir sua formosura. Ela, porém, se recusa a atender ao chamado do rei Assuero de estar em sua presença.

Por este motivo, o rei fica furioso e resolve destituir Vasti do seu cargo de Rainha.

Para substituir a rainha Vasti, o rei cria um concurso de beleza para que seja escolhida no reino a jovem mais bela e formosa para se tornar rainha.

As jovens mais bonitas de todas as 127 províncias do Reino Persa foram convocadas para se apresentar ao rei, e, dentre elas estava Ester.

Durante o concurso criado pelo Rei, as jovens ficavam recebendo, durante 12 meses, tratamentos especiais de beleza e especiarias.

Quando chega ao harém, Hegai (o responsável pelas mulheres do concurso) se encanta com a beleza de Ester e dá a ela o melhor lugar na casa, as melhores vestes e os melhores alimentos.

Os 12 meses se passaram e as jovens foram chamadas à presença do rei. Nesta ocasião cada uma levava um presente para adornar-se, entretanto, ao contrário das outras jovens, Ester não escolheu nada além do que já possuía.

Quando ela se apresenta ao rei, sua beleza o impressiona e ele a ama mais que todas as outras jovens.

Imediatamente, Ester é coroada rainha no lugar de Vasti.

Entretanto, mesmo após ser coroada Rainha, Ester mantém-se obediente ao seu primo Mordecai e não revela sua identidade judaica, visto que os judeus sofriam grande perseguição naquela época.

Preocupado com sua prima, que havia sido criada como filha, Mordecai visitava frequentemente o palácio de Susã.

E, numa dessas visitas, Mordecai escuta quando dois oficiais planejam uma conspiração para assassinar o rei.

Mordecai conta à rainha Ester que informa o plano ao rei.

Ao descobrir a veracidade dos fatos, o rei manda enforcar os oficiais que conspiravam contra ele e o plano conspiratório é escrito nos registros históricos.

Algum tempo depois, Hamã, nobre e amalequita, é exaltado e colocado como o 1º ministro, sendo o segundo no reino abaixo do rei.

E, por isso, naquele tempo foi publicado um decreto do rei para que todos adorassem Hamã. Entretanto, como Mordecai era judeu e servo de Deus, ele se recusa a se curvar diante de Hamã.

Hamã fica muito enfurecido com Mordecai e todo o povo judeu e requer ao rei que os judeus sejam punidos por não o adorar.

O rei concede o pedido de Hamã e publica novo decreto para que seja destruído o povo judeu.

Quando Mordecai toma conhecimento do decreto contra o povo, se entristece bastante, rasga suas vestes e cobre-se de cinzas (conforme o costume da época).

Ester fica sabendo da tristeza de Mordecai e se entristece também. Preocupada com seu primo, ela manda que seus servos descubram o motivo da tristeza de Mordecai.

Mordecai conta para Ester o plano terrível de Hamã e pede para que ela interceda pelo povo o judeu perante o rei.

Acontece que, naquela época, quem fosse à presença do rei sem ser convidado, seria condenado à morte, exceto se o rei estendesse seu cetro de ouro.

Por isso, Ester fica receosa e teme por sua vida. Porém, seu primo a alerta de que ela também era judia e não seria poupada apenas por estar no palácio.

Além disso, ele fala que se não for por Ester, a ajuda para o povo judeu se levantará de outra parte (Et 4:13-14).

Com isso, Ester pede a Mordecai que ele e todo o povo judeu ore e jejue por 3 dias e, informa que ela e suas servas fariam o mesmo.

Os dias se passam e Ester coloca suas vestes reais para ir à presença do rei. O rei, ao avistá-la, estende seu cetro de ouro e diz: “Pede-me o que quiseres e até metade do reino eu te darei” (Et 5:3).

Ester, movida pela sabedoria de Deus, requer um banquete ao rei, na presença do primeiro ministro, Hamã.

Durante o jantar, o rei indaga a Ester sobre qual era o seu pedido, a rainha, porém, requer um novo banquete no dia seguinte.

No dia seguinte, ocorre o novo banquete requerido por Ester ao rei. A rainha expõe todo o plano de Hamã.

O rei fica furioso com o plano de Hamã de tirar a vida da rainha tão amada por ele e de todo o seu povo e, decide enforcá-lo (na própria forca que Hamã havia construído para Mordecai).

Acontece que, mesmo com a morte de Hamã o povo judeu continua desprotegido, pois o decreto que determinava sua destruição continua em vigência.

Além disso, naquela época os decretos reais não poderiam ser revogados. E, por isso, Ester intercede pelo povo judeu e convence o rei de publicar novo decreto.

Nesse novo decreto, o rei autoriza os judeus a guerrearem e se defenderem. Mordecai envia o novo decreto a todas as províncias do reino.

A guerra ocorre e os judeus vencem, evitando a destruição de seu povo.

Até hoje esse episódio é celebrado pelo povo judeu, com uma festa chamada de Purim.

A palavra significa “sorteio”, que era a forma que Hamã usaria para determinar o dia do extermínio.

A história da rainha Ester é maravilhosa, e dela podemos extrair muitos aprendizados.

Gostaria de dar enfoque a esta passagem:


“Em seguida Hatá retornou e comunicou a Ester tudo o que Mardoqueu lhe havia relatado. Então ela o orientou a transmitir a seguinte mensagem a Mardoqueu: ‘Todos os oficiais do rei e o povo das províncias do império sabem que existe somente uma lei para qualquer homem ou mulher que se aproxime do rei no pátio interno sem que seja convocado diretamente por ele: tal pessoa será morta, a não ser que o próprio rei estenda seu cetro de ouro para a pessoa e mediante esse sinal lhe salve a vida. E eu não sou chamada à presença do rei há mais de trinta dias!’

Quando Mardoqueu recebeu essa resposta de Ester, imediatamente mandou adverti-la: ‘Não imagines que, somente por estares vivendo no palácio do rei, serás a única a escapar da matança dos judeus, porquanto se calares neste momento crucial, certamente socorro e salvação surgirão de outra parte para os judeus, mas tu e a casa de teu pai, os teus familiares, todos sereis aniquilados. Quem sabe se não foi para este dia que foste nomeada rainha da Pérsia?’

Então Ester mandou a seguinte resposta a Mardoqueu: ‘Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem na capital, Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que esse seja um gesto considerado rebelde e contra a lei; se perecer por isso, pereci!’

Então, partiu Mardoqueu e agiu exatamente como Ester lhe havia pedido.”

(Ester 4:9-17)


Primeiro aprendizado que eu tiro desse texto: Deus pode nos preparar uma vida inteira para viver um propósito específico.

Nossa geração precisa valorizar mais o sistema de raízes, porque os bons frutos são consequência de saudáveis e firmadas raízes.

Os grandes homens de Deus são como icebergs: o que nossos olhos veem (nos púlpitos da vida) é apenas 10% do que eles são. Os outros 90% estão submersos, no secreto.

Jesus se preparou 30 anos para viver 3 anos de ministério. Muitos querem se preparar 3 para viver 30.

O texto é claro: não foi por acaso que a rainha “original” (a esposa do rei) foi destituída do trono, não foi por acaso que o rei abriu um concurso para escolher uma nova rainha, e não foi por acaso que Ester foi escolhida como rainha. Absolutamente tudo estava no controle de Deus, que colocou Ester no trono justamente para este dia no qual o povo judeu precisaria dela.

A frase de Mardoqueu para Ester é emblemática: “Porquanto se calares neste momento crucial, certamente socorro e salvação surgirão de outra parte para os judeus” (4:14a). Ou seja, se a rainha se negasse a prestar ajuda, Deus providenciaria essa ajuda de outra forma. É o que Jesus diria centenas de anos de depois: “Se estes (os homens) se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lc 19:40).

Afinal, não há a mínima chance de Deus ser pego de surpresa ou de seus planos/propósitos/desígnios se frustrarem. É por esse motivo que Ele enviou a baleia na qual o profeta Jonas ficou durante três dias e três noites: a fim de que Jonas estivesse exatamente no lugar o qual Deus designou (cf. Jn 1:17).

Mardoqueu adverte Ester que, caso ela se abstivesse, não apenas seus patrícios seriam aniquilados, mas inclusive ela e seus familiares. Ou seja, Ester estava agindo em busca de livramento ao raciocinar que, caso ela se colocasse na presença do rei sem ser solicitada, seria exterminada. Porém, era um beco sem saída: se ela não se colocasse na brecha para cumprir a vontade de Deus, de toda forma, seria aniquilada. Qual a solução, então? Só havia uma: cumprir a missão (ou, se preferir, viver o propósito).

O pastor Gustavo Paiva diz:


“Quem vive pelo livramento perde a missão. Mas quem vive pela missão sempre terá livramento.”


O apóstolo Paulo teve livramento da prisão, de naufrágio e de picada de cobra porque ele vivia em prol da missão. Se Ester optasse por cumprir a missão, ela também teria livramento. Porém, caso pautasse sua decisão no livramento, ia perder tanto o livramento quanto a missão. Forte, não é?

Mardoqueu continua: “Quem sabe se não foi para este dia que foste nomeada rainha da Pérsia?” (4:14b). Deus escreve nossa história antes mesmo da nossa concepção. Tanto é que Ele falou para Jeremias: “Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta” (1:5). Deus providenciou toda a situação até Ester tornar-se rainha com um propósito específico. Obviamente, Ester não sabia o que aconteceria no futuro, assim como nenhum ser humano é capaz de enxergar além do momento presente. Afinal, estamos limitados ao “chronos” (tempo cronológico). Todavia, o Senhor vive no “kairós” (estações; tempo como uma linha reta, e não uma espiral como o “chronos”), e sabia o papel que Ester desempenharia lá na frente.

Adiante, vemos a providência e intervenção divina: após os três dias de jejum, Ester se coloca na presença do rei. Vale ressaltar que ela tomou essa atitude unicamente pela fé, pois segundo a lógica, ela seria naturalmente morta, visto que o rei não havia requerido sua presença. Contudo, o mundo espiritual foi impacto pelo jejum de Ester e seu povo, e assim como Deus endureceu o coração do faraó (cf. Êxodo 7:2-4), Ele mesmo colocou graça no coração do rei Xerxes, que teve misericórdia e ouviu a petição de Ester (5:1-4).

Consequentemente, o povo judeu não apenas foi salvo, mas recebeu atenção especial do rei (que inclusive emitiu um novo decreto em benefício dos judeus), e quem pereceu foi Hamã.


“Neste mesmo momento, Harbona, um dos eunucos oficiais que serviam diante do rei, mencionou ao rei: ‘Há uma forca de mais de vinte metros de altura bem próximo à casa de Hamã, que ele próprio construiu para enforcar Mardoqueu, aquele que intercedeu pela vida do rei!’

Então o rei ordenou: ‘Portanto, enforcai-o nela agora mesmo!’ E eles enforcaram Hamã na forca que ele próprio havia preparado para Mardoqueu.”

(Ester 7:9-10)


Ou seja, Hamã caiu na própria armadilha que ele tinha preparado. Ester e os judeus foram livrados por Deus.

Agora, reflita comigo: Deus estava no controle o tempo todo. A negação da rainha Vasti, que abriu a possibilidade de uma nova rainha ascender ao trono; Ester, por sua vez, foi escolhida; e ela estava na realeza justamente quando o povo judeu precisava de alguma intervenção para que não fosse exterminado, mediante o decreto.

Se for analisada somente a questão da recusa da rainha Vasti em comparecer à presença do rei, talvez não enxerguemos a mão de Deus nesse episódio. O que Deus tem a ver com uma intriga palaciana de uma rainha pagã e um rei pagão?”, alguém pode indagar. Todavia, se for analisada a “Big Picture” (ou grande quadro”), compreenderemos perfeitamente.

Quando Jesus se dispôs a estar numa posição de serviçal (o que na época era considerado um absurdo para um Rabi como Ele), Pedro não quis permitir tal atitude. Porém, Jesus o repreendeu dizendo que, naquele momento, o discípulo não compreendia o porquê daquela ação, mas futuramente compreenderia perfeitamente (cf. João 13:7). E foi isso que ocorreu: logo, não apenas Pedro, mas todos os cristãos, compreenderam que Jesus nos ensina a servir, a descer da possível alta posição que imaginemos estar e adotarmos a simplicidade e humildade como parte do estilo de vida.

Teologicamente, Deus é chamado de tapeceiro”. Um tapete, na parte de trás, possui um emaranhado de fios. É uma confusão total, devido ao tecer do tapeceiro. Entretanto, na parte da frente (ou superior) do tapete, há uma linda imagem. Ou seja, por vezes podemos não entender o agir divino e tudo não passar de uma confusão na nossa cabeça. Mas, quando contemplamos o todo, começa a fazer sentido.

Como dizia, analisar o episódio da “briga” conjugal e real de Vasti e Assuero pode não transmitir um sentido pleno da providência divina. Porém, ao compreendemos que tal episódio culminou na chegada de Ester ao trono, que logo seria peça-chave para livrar seu povo do extermínio, o agir de Deus fica claro e evidente. São como peças de uma quebra-cabeça que, sozinhas, não dizem nada. Mas, quando juntas, são compreensíveis.

Por isso, precisamos compreender que Deus é soberano. Ele possui todo o controle da História.


“Toda a História está nas mãos do Senhor. Tudo o que acontece neste mundo está sob seu controle, sem exceção.”

(Martyn Lloyd-Jones)


Ainda sobre essa questão da soberania divina, o pastor e teólogo John Piper disserta:


“Há uma grande citação de (Charles) Spurgeon sobre ciscos de poeira. Você pode nem saber o que é um cisco de poeira, mas quando eu me levanto de manhã no meu quarto, tem uma janela ao lado da cama aqui, e um raio de luz estará brilhando por ela, em certas épocas do ano quando me levanto. Agora, quando eu olho através da escuridão, eu não vejo nada, mas quando eu olho através do raio eu vejo a poeira no quarto. (...) E Spurgeon diz que cada uma dessas partículas está mantendo sua posição e movimentando-se pelo ar pela ordenação de Deus.

Agora, a razão porque eu acredito nisso é porque a Bíblia diz: ‘O dado é lançado na mesa, e toda decisão vem do Senhor’ (Provérbios 16:33). (...) Por que ele escolheria ‘o dado (ou a sorte) é lançado na mesa’? É porque ele está tentando pensar na coisa mais aleatória que ele puder. E ele diz aquilo. E tal aleatoriedade não é aleatória para Deus. Deus não paga o mínimo imposto para manter cada partícula subnuclear em seu lugar. (...) Tudo o que há no meio da molécula em movimento - e os elétrons -, Ele os mantém em órbita, assim como Ele mantém os planetas em órbita. Então, o macro-mundo e o micro-mundo são direcionados por Deus.”


Realizando um rápido paralelo com os dias de hoje: vivemos em um mundo que vai de mal a pior. Jesus nos alertou que sua segunda vinda seria precedida de guerras, doenças, cataclismos, perseguições, etc (cf. Mateus 24:6-13). Ele não disse que tudo ficaria bem, mas que cada vez mais a realidade conhecida caminharia para seu fim iminente.

A pergunta é: como ter paz em meio a essa consciência?

O presbítero inglês Charles Haddon Spurgeon responde:


“Quando você passa por aflições, a Soberania de Deus é o travesseiro sobre o qual você coloca a cabeça.”


Ah, meu irmão e minha irmã... se não fosse a confiança na soberania e providência divina, como conseguiríamos dormir sabendo que o mundo não vai virar um conto-de-fadas por si só, isto é, com meras intervenções humanas? Viveremos sim em um Reino de justiça, igualdade, bondade e fraternidade quando Cristo vier e estabelecer seu reinado, culminando no Novo Céu e na Nova Terra. 

Fechando esses parênteses sobre a providência divina, que inclusive esteve presente na história da rainha Ester. Ela era uma pessoa estratégica para Deus no propósito de ser uma agente do Reino. De que outra forma o povo judeu seria salvo daquele plano maléfico de extermínio? Com certeza, não iria adiantar nada um judeu bater na porta do rei e implorar misericórdia - aliás, os guardas do palácio nem iam deixar ele adentrar o local. Somente alguém de dentro, inserido na realeza, poderia ser o canal da ação divina neste propósito.

Jesus nos chama de “sal da terra” e “luz do mundo” (cf. Mateus 5:13-14). Os cristãos são impelidos a serem agentes do Reino nas mais diversas esferas sociais, a adorá-lo com o exercício de suas funções, através do seu trabalho. E Ester foi sal e luz naquele governo.

Que possamos sempre priorizar o Reino de Deus em nossas vidas, pois dessa forma as demais coisas serão acrescentadas (cf. Mateus 6:33). Se Ester tivesse agido pelo livramento, ela perderia tanto o livramento quanto a missão que Deus havia designado pra ela desde antes mesmo de ela estar no ventre de sua mãe. Se eu e você agirmos unicamente pela lógica, não sairmos de nossa zona de conforto e pensarmos apenas no nosso pescoço, Deus levantará outros em nosso lugar, e perderemos tanto o livramento quanto a missão. Lembre-se: Ester poderia simplesmente seguir seu instinto de sobrevivência e ficar tranquila no palácio, mantendo sua boa relação com o rei e desfrutando da vida na realeza. Mas, a partir da exortação de seu primo, ela decidiu se colocar na brecha da vontade de Deus.

Que a incrível história da rainha Ester nos inspire a nos colocarmos à disposição de Deus e clamar: “Eis-me aqui. Envia-me!” (Isaías 6:8)


(Referências bibliográficas: https://crerepensar.com.br/quem-foi-ester/; https://www.instagram.com/reel/CUnFuiSADQ_/?utm_medium=copy_link; https://m.youtube.com/watch?v=P_hK5LXaYpI)



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