SENHOR JESUS
Jesus Cristo é chamado de “Senhor”. Tanto por aqueles que professam a fé nEle quanto também de maneira respeitosa por indivíduos que não necessariamente vivenciam de maneira ativa uma confissão de fé.
Todavia, será que realmente sabemos o que significa chamá-lo de “Senhor”?
Certa vez um homem de Deus afirmou: “Quem dera se nós, cristãos, vivêssemos tudo o que cantamos na igreja!”. Pois é... cantamos que Jesus é o Senhor da nossa vida, nos referimos a Ele como Senhor, mas será que Ele tem sido de fato nosso Senhor?
Vejamos o que diz o apóstolo Paulo:
“Ou ainda não entendeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não pertenceis a vós mesmos?
Pois fostes comprados por alto preço; portanto, glorificai a Deus no vosso próprio corpo.”
(1 Coríntios 6:19-20)
Forte, não?! Paulo está falando que nós fomos comprados por um alto preço. Que preço foi esse? O sangue de Jesus vertido na cruz do Calvário! Ora, nós estávamos sob domínio da morte, do pecado, das forças malignas. A letra da Lei não podia nos trazer salvação (cf. Romanos 7:1-25). De nós mesmos, muito menos obteríamos salvação, pois nossa natureza é adâmica (isto é, rebelde contra Deus). Logo, com o sacrifício vicário (substitutivo) de Jesus, todos aqueles que nEle depositam fé são justificados e tem livre acesso ao Pai (cf. Efésios 2:8; Efésios 3:10-12; Hebreus 4:16).
O apóstolo continua afirmando que, por termos sido comprados, não pertencemos a nós mesmos. Em suma, viramos propriedade de Cristo!
O próprio Paulo se apresenta como “servo do Senhor Jesus Cristo” (Romanos 1:1).
A Bíblia King James explica essa expressão:
“Na antiguidade, toda carta grega seguia uma metodologia padrão de construção. A primeira parte (abertura) deveria identificar o remetente e sua saudação. Paulo se vale desta formalidade para apresentar-se da forma mais clara e ampla possível a uma comunidade de irmãos que ama, porém - até aquele momento - ainda não o havia conhecido pessoalmente, mas esperava fazê-lo em breve (At 9.1; Fp 3.4-14).
A palavra grega original ‘doulos’, derivada do verbo ‘deo’ (algemar, aprisionar), significa também: ‘escravo’. Para um grego dessa época, essa era uma expressão de vergonha e rebaixamento, para os judeus, entretanto, desde Moisés, era a mais expressiva forma de se posicionar em adoração ao Rei dos reis, e um título de honra.
Para Paulo, todo cristão é um servo do Senhor Jesus (1Co 7.22; 6.15-23). O termo exprime pertença total e definitiva a Cristo (desde o início Paulo faz questão de usar o vocábulo ‘Cristo’ não apenas como nome próprio, mas especialmente como título do Filho de Deus: o Messias prometido, o Ungido).
A expressão ‘apóstolo’ tem a ver com o comissionamento dado a Paulo, pessoalmente, por Cristo (Mc 6.30; 1Co 1.1; Hb 3.1).”
A conclusão aqui é lógica: Jesus é Senhor da nossa vida se, de fato, nos colocamos como servos (ou escravos) dele. Caso contrário, se chamamos Jesus de “Senhor” mas não consagramos nossa vida a Ele, então o chamamos assim da boca pra fora.
Como Jesus é Senhor da nossa vida? Quando nos submetemos a ser escravos dEle. E como somos escravos dEle? Quando tudo o que fazemos é de acordo com Sua vontade. E como saberemos sua vontade? Através da Bíblia, da oração, das disciplinas espirituais (jejum, comunhão dos santos, adoração, etc).
Você já perguntou a Deus qual faculdade Ele quer que você faça? Quantos filhos Ele quer que você tenha? Se você deve realizar determinada compra ou não? Em qual cidade Ele quer que você more? Quando fazemos isso, estamos afirmando: “Senhor, minha vida é Sua, eu sou propriedade Sua, eu sou Seu escravo”.
Ser escravo de Jesus significa deixar ser conduzido por Ele.
“Em verdade, em verdade Eu te afirmo: quando eras mais jovem, tu te vestias a ti mesmo e ias para onde desejavas; mas quando chegares à velhice, estenderás as mãos e outra pessoa te vestirá e te conduzirá para onde tu não queres ir.”
(João 21:18)
Cristo considerava como maturidade espiritual o fato de alguém deixar-se ser conduzido por Ele assim como um idoso é conduzido por outrem. Ou então, para utilizar uma outra metáfora, assim como uma pessoa é levada pela correnteza das águas (cf. Ezequiel 47:3-12).
Será que estamos num nível da água em que a gente consegue ficar de pé e mergulhar ou colocar a cabeça pra fora a hora que quisermos? Se sim, significa que o controle ainda está em nossas mãos, ou seja, que ainda não estamos sendo conduzidos pela correnteza (das águas do Espírito).
Reflita hoje: Jesus tem sido de fato o Senhor da sua vida?
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