FÉ NO DEUS CERTO
É possível declarar determinada profissão de fé e, de certa maneira, estar equivocado quanto ao arcabouço doutrinário?
Incorremos em grave falha (que pode tornar-se uma conduta ímpia, a depender da frequência e consistência da mesma) quando trocamos a “imago Dei” pela antropologização do Altíssimo. Um evidente exemplo é definir Deus a partir das experiências. A saber, toda experiência é subjetiva e contigente, enquanto Deus é objetivo e necessário, tendo definição própria como o “Eu Sou” (cf. Êxodo 3:14). Deus “é” independente de fatores terceiros. Nesse sentido, defini-lO a partir de elementos contingentes (tais como as experiências) consiste numa forma de idolatria, pois adora-se um deus que não é o Eu Sou.
O teólogo alemão Karl Barth afirma: “O homem conhece a Deus estando diante de Deus”. E Jonas Madureira complementa: “Não se trata de falar de Deus para um terceiro, mas de falar de Deus para Deus e diante de Deus. Não é sem razão que a teologia deveria ser a mais sublime das ciências”.
A teologia deve ser feita de joelhos porque implica partir dos atributos do Eu Sou para então definir uma cosmologia.
Na fé reformada, a teologia parte da Bíblia e retorna para a Bíblia.
O conhecer a Deus dá o sentido para as experiências, e não o contrário.
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