OLHANDO PELA ÓTICA DE DEUS

Todo ponto de vista é a vista de um ponto.

Para toda situação, existem no mínimo dois pontos de vista.

Vejamos na Bíblia um exemplo:


“E contaram-lhe, e disseram: Fomos à terra a que nos enviaste; e verdadeiramente mana leite e mel, e este é o seu fruto.

O povo, porém, que habita nessa terra é poderoso, e as cidades fortificadas e mui grandes; e também ali vimos os filhos de Anaque.”

(Números 13:27-28)


Os espias foram até Canaã, e voltaram com dois relatos: o primeiro, que confirmava o que Deus havia prometido, e de fato a terra manava lei e mel; o segundo, que naquele local havia gigantes (os tais “filhos de Anaque”).

Como enxergar essa situação? Bom, como eu disse, para todo cenário há ao menos dois pontos de vista. O povo hebreu poderia optar por olhar pelo lado de que a terra manava leite e mel, conforme a promessa do Senhor, e partir pra lá; ou então poderia recuar por causa dos gigantes.

Foi então que Calebe se levantou em meio ao povo e afirmou:


“Certamente subiremos e a possuiremos em herança; porque seguramente prevaleceremos contra ela.”

(Números 13:30)


Ao menos um manteve a confiança em Deus! Mas sabemos que essa não foi a reação de todo o povo.

Irmãos e irmãs, nossas batalhas não são externas, elas são internas.


“Porquanto, nossa luta não é contra seres humanos, e sim contra principados e potestades, contra os dominadores deste sistema mundial em trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.”

(Efésios 6:12)


O apóstolo Paulo nos alerta que nossas batalhas não são contra homens de carne e osso, nem nada no mundo físico. A verdadeira batalha começa no mundo espiritual. É por isso que o presbítero inglês Charles Spurgeon disse: “A distância entre um problema e a solução, é a distância entre o joelho e o chão”. Quando gastamos muito tempo nos problemas, é porque gastamos pouco tempo em oração.

As Escrituras nos dizem que o Maligno lança sobre nós dardos inflamados (cf. Efésios 6:16). O Diabo tenta atingir a nossa mente, a nossa alma. Assim como ele induziu Judas a vender Jesus por trinta moedas de prata, ele tenta nos induzir ao caminho contrário ao que a Palavra nos orienta.

Se o Diabo conseguir fazer com que percamos a batalha na nossa mente, logo os problemas externos serão apenas o nocaute final. Se ele conseguir fazer com que, ao invés de enxergarmos pela fé a Terra Prometida que mana leite e mel, mas sim enxergamos uma terra habitada por gigantes, então os gigantes nem precisarão estar diante de nós, pois naturalmente já recuaremos antes mesmo de estarmos diante deles.

O pastor Gustavo Paiva escreveu:


“Não podemos controlar tudo o que acontece no mundo exterior, mas podemos ser bom gerentes do mundo interior.

Mais forte é o que está acontecendo dentro de nós!

‘Muitas vezes Deus acalma a tempestade, outras vezes ele nos acalma na tempestade.’ (Bill Johnson)”


Quando Deus nos promete algo, Ele não diz que será uma caminhada sem aflições até o cumprimento da promessa. Na verdade, Deus garante que a promessa será cumprida pois, além de Ele não ser homem para mentir, Ele nos acompanhará durante todo o processo, e fará com que saiamos mais que vencedores apesar das adversidades.

Em Gênesis, o Diabo não pegou o fruto proibido e colocou na boca de Adão e Eva. O Diabo convenceu-os (ou seja, trabalhou na mente deles) que comer o fruto proibido valeria a pena. Da mesma forma que ele não pegou a mão de Judas e fez com que ele vendesse Jesus, mas convenceu-o de que fazer aquilo seria viável.

Paulo diz:


“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.”

(Romanos 8:28)


Observe novamente a palavra PROPÓSITO. Propósito tem a ver com promessa, porque nosso propósito foi prometido/designado pra nós desde antes de sermos formados no ventre materno.

Perceba: quando Pedro sugeriu a Jesus que rejeitasse a cruz, Jesus poderia olhar por esse lado e falar “realmente, a cruz vai ser muito doída, melhor eu não passar por isso”. Porém, Jesus olhou pelo lado do propósito o qual Ele foi designado, e entendeu a cruz como parte do processo. Logo, Ele optou por enxergar da segunda forma: a cruz faz parte do processo, portanto não é algo ruim, e servirá para o cumprimento do propósito.

Quando José foi traído e vendido pelos próprios irmãos, ele poderia enxergar pela ótica de que Deus o havia abandonado, que os sonhos que ele teve não passaram de meras alucinações e que sua vida terminaria ali.

Contudo, já governador do Egito, José fez uma retrospectiva de sua vida e entendeu, falando para os irmãos que o venderam:


“Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito.”

(Gênesis 45:8)


José olhou o cenário da segunda forma possível, ao invés da primeira fatalista: a traição dos irmãos fazia parte do processo, portanto não foi algo ruim, e contribuiu para o cumprimento do propósito.

Como você tem enxergado sua vida? Pela ótica de Deus (fé, esperança, promessas) ou pela ótica do Diabo (“tudo está acabado”, “você não é capaz”, “Deus te abandonou”)?

Como você enxerga aquilo que Deus te prometeu? Pelo lado negativo (“há gigantes na terra”) ou pelo lado positivo (“a terra mana leite e mel”)?

Não permita que o Diabo te derrote na mente, na alma, pois a verdadeira batalha acontece lá.



(Referência bibliográfica: https://www.instagram.com/p/CZLKX3hL3B6/?utm_medium=copy_link)



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