SIMUL JUSTUS ET PECCATOR
O debate no século XVI se focalizou em se Deus espera que pessoas se tornem justas antes de declará-las justas, ou se ele as declara justas aos seus olhos enquanto ainda são pecadores.
Martinho Lutero propôs uma fórmula que tem sobrevivido desde o tempo do debate. Ele disse que somos “simul justus et peccator”, que significa “ao mesmo tempo justo e pecador”.
Lutero estava dizendo que uma pessoa justificada é simultaneamente justa e pecadora. Somos justos por virtude da obra de Cristo, mas ainda não fomos aperfeiçoados, por isso, ainda pecamos.
Claro que o ex-monge agostiniano não inventou a roda. Ele apenas redescobriu uma verdade das Escrituras.
Nossa natureza dicotômica tem dificuldade em compreender verdades complementares, e não excludentes. Por exemplo, a Bíblia afirma que Deus é cordeiro e leão - dois arquétipos díspares, mas que se complementam no Ser divino.
O apóstolo Paulo escreveu:
Lutero estava dizendo que uma pessoa justificada é simultaneamente justa e pecadora. Somos justos por virtude da obra de Cristo, mas ainda não fomos aperfeiçoados, por isso, ainda pecamos.
Claro que o ex-monge agostiniano não inventou a roda. Ele apenas redescobriu uma verdade das Escrituras.
Nossa natureza dicotômica tem dificuldade em compreender verdades complementares, e não excludentes. Por exemplo, a Bíblia afirma que Deus é cordeiro e leão - dois arquétipos díspares, mas que se complementam no Ser divino.
O apóstolo Paulo escreveu:
“Assim está escrito: ‘O primeiro homem, Adão, tornou-se um ser vivente’; o último Adão, espírito vivificante.”
(1 Coríntios 15:45)
Para uma identificação com o último Adão (a saber, Jesus Cristo), faz-se necessário identificar-se com o primeiro Adão.
Em outras palavras, a justificação (termo plenamente compreendido pelos contemporâneos de Paulo, devido à proeminência do direito romano, que na metáfora teológica significa que Jesus, mediante seu sacrifício vicário, assume o lugar do acusado e o réu - o homem - é declarado justo) procede a convicção da culpa, pois só é justificado quem está no banco do réus.
Alfege, arcebispo de Cantuária (953-1012), afirma: “Tenha misericórdia de mim, meu doce Senhor, porque eu não posso ajudar a mim mesmo”.
É interessante observar que o próprio Jesus faz uma analogia de Sua pessoa com a figura de um médico: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores” (Marcos 2:17). Ao chegar nesse profissional de saúde, é necessário que o paciente alegue seus sintomas para que, então, o diagnóstico seja efetuado. Nesse mesmo sentido, a afirmação da culpa precede a justificação.
O santo, para chegar a tal patamar de santificação, deve-se primeiro se assumir como pecador.
Em outras palavras, a justificação (termo plenamente compreendido pelos contemporâneos de Paulo, devido à proeminência do direito romano, que na metáfora teológica significa que Jesus, mediante seu sacrifício vicário, assume o lugar do acusado e o réu - o homem - é declarado justo) procede a convicção da culpa, pois só é justificado quem está no banco do réus.
Alfege, arcebispo de Cantuária (953-1012), afirma: “Tenha misericórdia de mim, meu doce Senhor, porque eu não posso ajudar a mim mesmo”.
É interessante observar que o próprio Jesus faz uma analogia de Sua pessoa com a figura de um médico: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores” (Marcos 2:17). Ao chegar nesse profissional de saúde, é necessário que o paciente alegue seus sintomas para que, então, o diagnóstico seja efetuado. Nesse mesmo sentido, a afirmação da culpa precede a justificação.
O santo, para chegar a tal patamar de santificação, deve-se primeiro se assumir como pecador.
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