DOUTOR ESTRANHO NO MULTIVERSO DA LOUCURA | CRÍTICA
ATENÇÃO: ESTE TEXTO CONTÉM SPOILERS DE “DOUTOR ESTRANHO NO MULTIVERSO DA LOUCURA”!
Escrevo esta crítica pouco tempo após sair da sala de cinema. E, terminada a sessão, ouvi comentários do tipo: “Achei que eles entrariam mais a fundo na questão do multiverso”, “não gostei do final da Wanda”, “eles enrolaram muito”, “achei que o Homem de Ferro iria aparecer”.
De cara, já digo: as reações na sala de cinema nesse filme não chegarem nem perto das reações de “Homem-Aranha: Sem Volta Pra Casa”. Nem perto!
Mas, primeiro, vamos aos pros: em termos visuais, talvez seja o mais belo filme da Marvel. Me senti dentro das páginas de Jack Kirby. Tem aquela loucura estética que uma na história do Doutor Estranho pede. Afinal, trata-se de uma realidade mística, portanto diferente do mundo físico conhecido.
Não vou encher linguiça. Direto ao ponto: “Habemus” Senhor Fantástico! E com direito a um dos maiores “fan services” da história: John Krasinski na pele do herói, do jeitinho que os fãs queriam (e pediam há anos)!
Bora pra mais: nada mais nada menos do que Sir Patrick Stewart de volta a interpretar o Professor Charles Xavier, senhoras e senhores. Sim! E não tinha jeito de ser outro... com todo respeito a James McAvoy, que fez um ótimo trabalho como o líder dos X-Men (e não duvido que volte no futuro!). Porém, Stewart ficou muito ligado ao papel de Xavier, tanto pela exímia atuação quanto pelo afeto que os fãs tem, por ter sido o primeiro nas telonas ainda no começo dos anos 2000.
O que dizer de Hayley Atwell com o manto de Capitã Carter? Pra quem assistiu a série animada “What If...?”, foi um momento previsível - mas não menos surpreendente. Com direito à referência à famosa fala de Steve Rogers, depois de apanhar: “Posso fazer isso o dia todo”.
Outra aparição previsível - por causa dos trailers - foi a da Capitã Marvel, mas não a Carol Danvers, e sim Maria Rambeau (Lashana Lynch). Neste universo, a mãe de Monica Rambeau (Teyonah Parris) é a heroína.
A surpresa mesmo ficou por conta do Raio Negro. Tudo bem, nos quadrinhos ele integra a equipe dos Illuminati, como no filme. Mas eu, particularmente, não esperava sua aparição no longa. E o mais interessante é que o personagem foi interpretado por Anson Mount, mesmo ator que também deu vida ao Raio Negro na criticada série “Inumanos” - porém, assim como Charlie Cox e Vincent D’Onofrio, eles ganharam uma segunda chance no UCM.
Pra mim, o filme já vale por conta dessas novas inserções no universo. Contudo, tenho que concordar com um comentário que ouvi na sessão: faltou a Marvel viajar mais nesse tema do multiverso.
Eu, particularmente, esperava viagens por vários e vários universos. Esperava ver Doutor Estranho e America Chaves no universo de desenhos animados. Diziam até que o Homem-Aranha de Tobey Maguire iria dar as caras! E não duvidei, pois numa viagem multiversal, eles poderiam muito bem cair no universo desse Peter Parker.
Mas nada disso aconteceu. America Chavez, muito bem interpretada por Xochitl Gomez, poderia ter seus poderes melhores explorados.
Outro ponto positivo foi a direção de Sam Raimi. A digital do diretor é vista do começo ao fim. Há momentos assustadores, desde “jump scares” até Wanda coberta de sangue à la Carrie, a Estranha. Sem contar a cena que Gargantus tem seu olho arrancado e que vemos o Zumbi Strange. Ah! E aquela da Feiticeira Escarlate saindo toda torta da realidade espelhada? Raimi purinho. Sem dúvida, é o filme de terror da Marvel.
Benedict Cumberbatch manda bem de novo como Stephen Strange. Rachel McAdams dá show como Dra. Christine Palmer. Benedict Wong é nota 10 como Wong.
Mas ficou aquele gostinho de quero mais.
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