RACISMO É PECADO (E É CRIME)
O que é pecado?
A Bíblia responde:
“Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei.”
(1 João 3:4)
Ok. Pecado significa transgressão da Lei. Mas que Lei?
Jesus responde:
“‘Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e com toda a tua inteligência’. Este é o primeiro e maior dos mandamentos. O segundo, semelhante a este, é: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’. A estes dois mandamentos estão sujeitos toda a Lei e os Profetas.”
(Mateus 22:37-40)
Amar a Deus acima de todas as coisas e amar ao próximo como a ti mesmo. Jesus resumiu a Lei nesses dois pilares.
Agora, faço uma pergunta (que pode parecer incômoda a alguns): por que nas pregações de púlpito e livros teológicos recorrentemente “esquecem” de classificar como pecado crimes como o racismo, por exemplo?
Por que a Igreja não bate na tecla de que racismo é pecado?
Afinal, se o indivíduo ama a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ele mesmo, logo ele entenderá que discriminar o outro por causa da cor da pele é pecado (além de, obviamente, ser um crime). Certo?!?!
Como diz o pastor John Piper, focamos em determinados pecados, mas consideramos como secundários a cobiça e a ganância, por exemplo. Por vezes, ganância é classificada como “apenas vontade de ganhar dinheiro” e cobiça como “vontade de crescer na vida”. É como se existisse uma espécie de prateleira de classificação de pecados e escolhessem o nível de gravidade conforme o nível de conveniência. Agora, por que o racismo e outros tipos de preconceitos não aparecem tanto como outros pecados que adoram bradar contra?
Se a Igreja esquecer seu papel social, em breve ela falará para as paredes - literalmente, pois ninguém comparecerá aos cultos.
Assistir a filmes como “Invictus” (2009) nos fazem lembrar do horrível episódio do Apartheid, na África do Sul, que segregou negros e brancos, ao mesmo tempo que nos faz lembrar da importância de um líder como Nelson Mandela para unir uma nação fragmentada.
O terror psicológico “Corra!” (2017) nos mostra que o racismo também reside nas pequenas coisas, às vezes num pensamento que é tachado como normal, mas na verdade está carregado de preconceito. Há uma fala no filme em que o pai racista da família declara que votou em Barack Obama para presidente dos Estados Unidos duas vezes e, se pudesse, votaria a terceira. Como se votar em alguém fosse um atestado de não ser racista, ou algo como dizer: “Não sou preconceituoso, até tenho amigos ‘desse tipo’”. Ei, não ser racista vai muito além de votar em alguém negro ou ter amigos negros. Isso é o básico da humanidade. Sabia que os senhores dos engenhos também eram “amigos” dos escravos? Davam “bom dia” pra eles e tudo! (contém ironia)
“12 Anos de Escravidão” (2013) impacta por mostrar nas telonas algo que é explícito: ainda que existam leis, o racismo é um problema proveniente do coração humano. Ou seja, uma lei pode coibir um racista de ser racista à luz do dia. Todavia, no íntimo de sua casa, ele contará piadas racistas. Pode apostar.
A série “Falcão e Soldado Invernal” (2021) trabalha o tema na cultura pop de maneira magistral, explicando o motivo pelo qual Isaiah Bradley não é “tão conhecido assim” como o primeiro Capitão América (apresentado em “Capitão América: Verdade – Vermelho, Azul e Negro”, de 2003, Bradley foi canonicamente a primeira pessoa a usar o uniforme azul depois de Rogers). Afinal, Isaiah Bradley era negro, portento fugia dos padrões estéticos impostos para alguém que deveria ser a cara da maior potência do planeta em tempos de Segunda Guerra Mundial.
Martin Luther King Jr. era ativista político e pastor batista. Lutou até a morte pela igualdade dos direitos civis. Para pra pensar: há algumas décadas atrás, negros eram obrigados a sentar em lugares específicos dos ônibus, e a beber água em bebedouros separados para eles. Isso não foi na época do homem das cavernas ou no século XIX, mas há algumas décadas atrás!
Olha o que Jesus diz:
“Eu, porém, vos digo que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a juízo. Também qualquer que disser a seu irmão: Racá, será levado ao tribunal. E qualquer que o chamar de idiota estará sujeito ao fogo do inferno.”
(Mateus 5:22)
Cristo condenava o ato de agressão verbal como passível da ira divina. Imagina então atos que aviltam contra o direito de existir do outro?
Igreja, já passou da hora de parar de enxergar o diabo na música “x”, na maionese “y” e ficar falando de tatuagem, se pode raspar o cabelo ou tem que deixar ele crescer, se é pecado tossir sem botar a mão na boca ou não.
Teólogos, parem de ficar discutindo o “sexo dos anjos” e comecem a falar das coisas que afligem o povo.
Há coisas muito mais importantes para lidar e pregar, como por exemplo o fato de que RACISMO É PECADO (E É CRIME).
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