SPIDER-MAN: NO WAY HOME | RESENHA
O novo filão de Hollywood são os remakes e reboots. Não tem jeito.
Não é segredo pra ninguém que a sétima arte, por vezes, possui esses carros-chefes. Ora filmes baseados na Bíblia, ora o gênero de super-heróis (que está de pé até hoje!), e, agora, os remakes são a nova onda.
Exemplos não faltam: “Rei Leão” (2019), “Space Jam: Um Novo Legado” (2021), “Ghostbusters: Beyond” (2021), “O Massacre da Serra Elétrica” (2022), a série “O Exorcista” (2016), “Pânico 5” (2022), “Halloween Kills: O Terror Continua” (2021), “Rebelde” (2022), “Mortal Kombat” (2021), “Godzilla” (2014), “King Kong” (2017), “Alice no País das Maravilhas” (2010), “Ben-Hur” (2016), “Duna” (2021), “Sex and the City” (2021), e tantos outros. Isso sem contar produções com ares oitentistas como “Stranger Things” (2016-2022) e “It: A Coisa” (2017).
Porém, neste despretensioso artigo vou me ater a falar de um filme em específico: “Homem-Aranha: Sem Volta Pra Casa” (2021). Juntamente com a pré-estreia de “Vingadores: Ultimato” (2019), assistir o encontro dos três Cabeças de Teia da sétima arte foi um dos momentos mais épicos que eu já vivi em uma sala de cinema.
Eu até brincava dizendo: “É questão de honra eu ver esse filme no cinema”. Afinal, eu assisti o famigerado “Homem-Aranha 3”, em 2007, no cinema, com meus 10 anos de idade - e ainda pedi meus pais pra levar um boneco do Teioso. Os dois filmes de Andrew Garfield na pele do herói da Marvel, de 2012 e 2014, eu também estava lá. A mais de uma década de Universo Cinematográfico da Marvel, eu acompanhei e continuo acompanhando. Então, não tinha jeito de eu não estar lá - com direito a balde de pipoca estilizado e tudo.
O site Frenezi Revista disserta: “Quando se trata do ponto de vista de Hollywood, a razão por trás dos investimentos em ‘reboots’, ‘revivals’ ou‘remakes’pode ser simples: é um investimento certeiro e seguro, que demanda pouco esforço de marketing por ter um público já formado e personagens já conhecidos, e que gera retorno financeiro significativo”. E eu concordo, “ipsis literis”. Não tem preço ver Tobey Maguire interpretando o Homem-Aranha novamente. Eu cresci vendo esse cara. Foi ele que me apresentou o Aranha e a partir disso eu fui para as HQ’s. Ele é o meu primeiro e mais marcante Amigão da Vizinhança. E não tem preço ver Duende Verde (Willem Dafoe) e Doutor Octopus (Alfred Molina), que rivalizaram com o Aranha de Tobey, de volta. Além, é claro, do Homem-Areia (Thomas Haden Church), Lagarto (Rhys Ifans), e o nosso querido J.J. Jameson que, interpretado por J.K. Simmons, parece ter saído diretamente das páginas dos quadrinhos!
Não obstante o banho de nostalgia, “Sem Volta Pra Casa” ainda nos reservou outras surpresas como a aparição do Matt Murdock de Charlie Cox (que deu vida ao Demolidor na série da Netflix), como o advogado de Peter Parker, trocentas referências aos filmes anteriores do Homem-Aranha (como na cena em que o Teioso de Andrew Garfield salva Michelle Jones-Watson, numa clara alusão ao episódio que não teve um desfecho feliz no qual Gwen Stacy morreu em “O Espetacular Homem-Aranha 2”), e “sombras” que quase invadiram o universo do Aranha de Tom Holland - e, dentre essas sombras, foi possível identificar Kraven.
Claro que não podemos esquecer que esse filme escancarou a porta para o multiverso ser trabalhado na Marvel. Digo “escancarou” porque “Loki”, série do Disney Plus, abriu a porta do multiverso (quando vi aquele monte de Loki junto, foi inevitável imaginar que o mesmo aconteceria com os Aranhas). A animação “What If...?” deixou os fãs sonharem com as possibilidades. E “Doutor Estranho No Multiverso da Loucura” (2022) será o encarregado de adentrar por essa porta do multiverso, mergulhando de vez no tema.
Ver Tobey Maguire dando vida novamente a Peter Parker foi um sonho realizado. Eu nunca imaginaria isso. Pra mim, tinha sido bom enquanto durou, mas a Marvel/Sony já tinha seguido a vida. Contudo, essa mais de uma década de UCM surpreendeu desde os mais aficionados até aqueles que conheceram a Casa das Ideias por causa de Robert Downey Jr. e cia. Mas ainda tenho a convicção de que foi só o começo. “Doutor Estranho 2” ainda há de deixar muito queixo caído por aí. E as próximas décadas de UCM também.
(Referência bibliográfica: https://frenezirevista.com/2021/09/21/a-era-da-nostalgia-o-boom-dos-remakes-revivals-e-reboots-em-hollywood/amp/)
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