DEUS ACREDITA EM VOCÊ

“Imagine all the people, living life in peace” (Imagine todas as pessoas, vivendo a vida em paz).

Como seria bom se a canção do icônico beatle John Lennon acontecesse na prática, não é mesmo? Imagina um mundo com cada pessoa cuidando da sua vida, amando o próximo, perdoando, sorrindo... Mas, sabemos que no mundo real é bem diferente.

Vivemos em uma sociedade na qual muitos puxam o tapete do outro sem dó, fazem o que for necessário para se manter no poder ou para chegar até ele. Invejam, julgam, mentem, corrompem. Simpatia pela frente e críticas por trás. Uma vida tem valido menos do que um bem material. Em nome de Deus e do diabo, ojerizas são praticadas à luz do dia. O mundo parece jazer no maligno como nunca antes.

Será esse o nosso fim?

Certa vez ouvi a história de um bispo de determinada região da Europa, há alguns séculos atrás. A seu respeito, alegaram: “Se ele é bondoso assim, imagina Deus!” De fato, na vida nos deparamos com certas pessoas que realmente tem um bom coração. Vendo elas, conseguimos experimentar a graça divina. E qual a origem de tamanha bondade, visto que Paulo afirma que todos somos pecadores e destituídos da glória de Deus? A resposta é simples: o próprio Deus.

Se Deus pode transformar a vida de alguém a ponto de tornar essa pessoa mais parecida com Ele, imagina como Ele mesmo não é bom!

E esse Deus que é bom olha pra mim e pra você e diz: EU ACREDITO EM VOCÊ.

Sim.

No livro do Êxodo, o Senhor cuidou de Moisés quando ele ainda era um bebê. Livrou ele das mãos do faraó do Egito, que deu ordem de matar todo menino hebreu. Cuidou dele naquele cesto de junco no rio, fazendo com que chegasse até a princesa egípcia. E Deus foi tão cuidadoso que Ele providenciou que a própria mãe de Moisés participasse dos primeiros anos de sua criação, dentro do palácio do faraó! O lugar da morte tornou-se o lugar da vitória.

Deus disse pra Jeremias que estava escrevendo sua história desde antes de ele ser formado no ventre materno.

Jesus teve o cuidado de voltar, já ressurreto, e resgatar Pedro, que havia o negado três vezes, e por consequência desistido do ministério apostólico e voltado a ser um pescador.

Meu amigo, minha amiga... talvez, se fosse eu e você, desejaríamos vingança contra alguém que nos deixou na mão na hora H. Mas Jesus teve o cuidado e carinho de deixar seu trono no Céu pra voltar lá na região da Galileia e falar com um pescador que havia fingido que não o conhecia só pra livrar a própria pele. Por que Jesus fez isso? Porque Ele acreditava em Pedro.

O pastor Daniel Guanaes escreveu um texto belíssimo sobre esse assunto:


“É como um mestre que Jesus surge na cena pública de Israel. Naquela época, mestres eram procurados por meninos que desejavam aprender a lei segundo sua tradição. Eles demonstravam interesse por um rabino, e se ofereciam para serem seus discípulos. A palavra final era do mestre que, aceitando, diria: vinde após mim! ‘Vinde após mim’ é outra forma de dizer ‘eu acredito em você’. Nenhum mestre compartilhava sua sabedoria com gente em quem não pusesse fé. O mestre de Nazaré acreditava em gente em quem outros mestres não punham fé. Junto ao mar da Galileia, viu Simão Pedro e André, que lançavam suas redes ao mar, e disse: vinde após mim! Fez o mesmo com Tiago e João, que consertavam redes com seu pai; e com Levi, na coletoria. Não é de surpreender que a resposta de todos tenha sido exatamente a mesma. Deixaram tudo num salto para seguir o novo mestre. Nenhum outro rabino acreditou neles. Caso contrário, não estariam trabalhando no ofício de seus pais, mas estudando a interpretação da Lei e dos profetas em alguma escola. Caminhar com Jesus envolve crer que ele acredita na capacidade de homens e mulheres de aprenderem a seus pés. Acredita no potencial dos seus discípulos para perpetuarem seu legado, na persistência de continuarem sua missão. Jesus crê que as pessoas são ensináveis. Todas elas. Não há quem não possa aprender a viver de verdade, fazendo deste mundo um lugar onde reinam a justiça, a paz e a alegria no Espírito.”


Eu nasci na cidade de Guaçuí, que fica no estado do Espírito Santo. Não sei quase nada sobre o começo da minha vida. Sei apenas que duas mulheres da igreja me trouxeram de lá pra Juiz de Fora (MG), pois minha mãe biológica (que me teve muito jovem - sei apenas o nome dela e a data de nascimento) não teria condições de ficar comigo. Essas duas mulheres me trouxeram com destino a uma família em específico. Porém, essa família queria uma menina. Quando viram que eu era menino, não me quiseram mais. Fiquei sem ter pra onde ir. Logo, fiquei no apartamento de uma dessas mulheres que me trouxe. Um casal era vizinho de porta no prédio dessa mulher, sendo que a moça era estéril (não podia ter filhos). Fazendo uma visita a essa mulher que estava comigo, pois eram amigos, o útil juntou-se ao agradável: gostaram de mim, e eu também não tinha pra onde ir. Deus colocou dois anjos na minha vida, meus pais.

Minha avó materna sempre foi uma pessoa muito religiosa, e ela tinha o dom de revelações através de sonhos. Certa vez ela sonhou que o caminhão do meu tio seria roubado, e realmente foi. Em uma madrugada, ela sentiu a coberta dela ser puxada três vezes. Através disso, ela pressentiu que algo ruim aconteceria. Pela manhã, recebeu a notícia que sua sobrinha havia morrido de forma trágica, sendo atropelada. Em uma noite qualquer daquele ano de 1997, ela teve um sonho. Me contou, anos mais tarde: “Eu tive um sonho, uma visão, que eu contei pra sua mãe que ela tinha ganhado uma criança, só não sabia o sexo, e menos de uma semana depois você chegou. Esse sonho aconteceu no mês de novembro, o mês que você nasceu, porque você veio recém-nascido”. Assim como Moisés foi levado pelas águas em um cesto em direção à sua família (Êxodo 2:1-10), Deus também me trouxe para minha família. Não existem coincidências, estamos todos nas mãos de Deus.

Na noite anterior ao evento que marcou minha conversão ao Evangelho, eu orei a Deus, no dormitório dos homens de um retiro espiritual (que eu tinha ido não por causa da espiritualidade, mas sim pra fugir da muvuca do Carnaval e ficar de boa numa bela fazenda que tinha piscina, campo de futebol e animais): “Deus, por que eu estou ouvindo aqui dentro que eu tenho que entregar minha vida para o Senhor? Eu já acredito que o Senhor existe e já faço o bem por Sua causa. Não está bom assim?” Eu fiz essa oração porque, na minha cabeça, eu já tinha uma religião ok. Já acreditava que Deus existia e praticava o bem. Ótimo assim (só que não)! Porém, lá dentro daquele retiro, a Palavra estava me confrontando. Eu estava ouvindo que era pecador e que precisava entregar minha vida pra Jesus. Na noite seguinte, foi um pastor de fora, que eu nunca tinha visto na vida. Ele pregou sobre experiências sobrenaturais que os jovens de sua igreja estavam vivendo, como visões de anjos. No fim do sermão, ele pediu pra todos ficarem de pé. Foi aí que ele me olhou no meio da multidão, apontou pra mim e falou: “Jesus te fala essa noite: ‘Quem vai continuar minha obra, Pedro?’” Na hora, eu só consegui sentar e chorar. Deus estava respondendo a oração que eu tinha feito na noite anterior! Ele queria que eu entregasse minha vida por completo porque eu tinha uma obra do Reino pra fazer, ou continuar a obra que Cristo começou há dois mil anos atrás!

Em um culto de terça-feira na minha antiga igreja, em 2017, tínhamos o costume de fazer uma grande roda de oração depois da celebração. Nessa noite, o pastor pediu que formássemos círculos de oração, com quatro pessoas. Silenciosamente, apenas na minha cabeça, eu orei para que Deus confirmasse meu ministério (eu queria saber se Ele tinha me chamado mesmo ou não) e confirmasse em mim o dom de cura (eu já havia sido usado pelo Espírito Santo para curar algumas pessoas, mas fazia algum tempo que eu não fluía nisso). Eu também orava por restauração. Acabado aquele momento de oração, o pastor encerrou. Eu já estava indo em direção às escadas para descer e ir pra casa, até que um outro pastor da igreja me chamou. “Pedro, vem aqui”. Nisso, fomos para um espaço entre a fileira de bancos da igreja. Ele me olhou e começou a falar em línguas estranhas. Disse que tinha algumas coisas pra me revelar. Pegou a Bíblia. “O que eu tenho pra te falar primeiro está lá em Jeremias 5:1-12”, afirmou. Ele leu: “Antes do seu nascimento, quando você ainda estava na barriga da sua mãe, eu o escolhi e separei para que você fosse um profeta para as nações”. E falava em línguas. Depois, ele abriu no versículo 16 do capítulo 31, que diz: “Pare de chorar e enxugue as suas lágrimas. Tudo o que você fez pelos seus filhos será recompensado; eles voltarão da terra do inimigo”. A passagem fala dos filhos de Raquel que foram mortos. Mas o pastor complementou: “Essa palavra é pra você, mas no seu caso não se tratam de filhos biológicos, mas sim filhos que vão ser ganhados na fé”. Depois, o pastor falou: “Deus está te dando a unção do Espírito Santo”. E concluiu: “Eu também vi uma nuvem que se aproximava três vezes de você, e depois sumiu. Isso significa livramento no mundo espiritual”. Percebeu que todas as orações que eu fiz em absoluto silêncio, Deus respondeu através da boca daquele pastor?

Ditos esses testemunhos pessoais, me responda: é possível eu imaginar que Deus não acredita em mim? O mesmo Deus que cuida de minha desde que eu estava na barriga da minha mãe (e Ele mesmo me confirmou depois que sim, Ele realmente cuida de mim desde o ventre)? E outra coisa: juntamente com os testemunhos pessoais, eu coloquei sempre alguma referência bíblica, pois não quero transformar uma experiência pessoal em doutrina, mas sim balizar minha experiência pessoal à luz das Escrituras e te dizer que isso serve pra sua vida também!

O pastor Leandro Barreto diz:


“Não dependa de ninguém, pois até sua sombra te abandona quando a luz se apaga... mas sempre dependa de Jesus, pois Ele é o único que venceu as trevas!”


Isso não é frase motivacional, não é invencionice, não é heresia. É BÍBLICO! Olha só:


“Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti.”

(Isaías 49:15)


É por isso que todos os dias eu levanto motivado, porque sei que ainda que me critiquem, que me odeiem, que me inferiorizem, DEUS ACREDITA EM MIM!

Eventualmente, ao longo da sua vida você vai ter que lidar com pessoas que não vão com a sua cara. O que fazer?

Você sabia que Judas Iscariotes conviveu com Jesus Cristo assim como todos os outros onze discípulos? Comendo, bebendo, dormindo juntos. Ouvindo os ensinamentos aos pés do Mestre. Testemunhando os milagres de camarote. E ainda por cima era o tesoureiro do grupo! Isso durante três anos e meio. Jesus sabia o que Judas faria? Claro. Na noite em que foi traído, Ele relevou claramente que Judas era o traidor (cf. João 13:21-27). Mas Jesus não mudaria Sua essência por conta de outra pessoa. Ele seria Jesus, que amava o próximo, que amava o inimigo, independente de se quem estivesse ao redor não praticasse o mesmo.

Saia da ilusão de que todo mundo vai gostar de você. Tem até um ditado que diz: “Se nem Jesus agradou a todos, não sou eu que vou conseguir”. E é verdade: Cristo foi rejeitado pelos seus próprios irmãos, conforme diz a Palavra: “Pois nem mesmo seus irmãos acreditavam nele” (João 7:5). Sua família achou que Ele estava louco: “Quando os familiares de Jesus tomaram conhecimento do que estava acontecendo, partiram para forçá-lo a voltar, pois comentavam: ‘Ele perdeu o juízo!’” (Marcos 3:21). Os religiosos de sua época cogitaram que ele estava possuído pelo demônio: “Mas os mestres da lei, que haviam descido de Jerusalém exclamavam: ‘Ele está possuído por Belzebu!’, e mais: ‘É pelo príncipe dos demônios que ele expulsa os demônios’” (Marcos 3:22). Isso pode ser um balde de água fria para aqueles que acreditavam que Jesus andava pelas ruas de Israel como um rockstar. Sim, ele tinha Seus discípulos mais próximos e seguidores. Porém, igualmente havia uma multidão que o rejeitava - a mesma multidão que escolheu Barrabás (Mateus 27:15-26).

Sobre essa questão de rejeição, o pastor Gustavo Paiva diz:


“Rejeição é o caminho natural para quem quer fazer história!

Algumas coisas que eu aprendi sobre rejeição que gostaria de ter aprendido mais cedo:

1- Eu sou amado e isso basta!

2 - Você não vive uma nova forma de pensar, você precisa pensar uma nova forma de viver, e quando isso acontecer pessoas vão te deixar e outras vão te amar.

3 - Ficar obcecado com o que as pessoas pensam sobre você é a forma mais rápida de esquecer o que Deus pensa sobre você.

4 - Se você não está pronto para enfrentar a oposição, então não está pronto para ser usado por Deus.

5 - Amigos verdadeiros ficam, homens aproveitadores vão.

6 - A diferença é poderosa. Sua diferença é o seu destino.

7 - Rejeição é um game de números. Se você passar pelas fases dos nãos, receberá um sim.

8 - A rejeição diz mais sobre a pessoa do que sobre mim. Não é tudo sobre mim.

9 - Não se rejeite quando errar, o erro no caminho do propósito é um ajuste de rota e não final da linha.

10 - Conheça o poder da resiliência. Porque são realmente as tempestades da vida que nos fortalecem.

11 - Eu sou filho amado em que Deus tem prazer.

12 - Não faça o que as pessoas querem que você faça, porque muitas vezes elas não estão conectadas com aquilo que você deve fazer. É só opinião externa.

13 - Amoldar-se a esses rótulos e descrições sem que essas ideias estejam alinhadas com o que Deus diz sobre você, é um caminho de abismos.

14 - O mundo está cheio de ideias sobre quem você é, o que você deveria ser, ou da onde vem a sua felicidade. Viva fora do padrão, se torne o padrão.

15 - Três coisas que vão te ajudar a viver livre das opiniões dos homens, e com saúde em meio às críticas:

1- Ter paz com Deus
2- Ter paz com sua consciência
3- Saber que você é um filho amado”


Carregue essa palavra consigo até o resto da sua vida: Deus acredita em você!



(Referências bibliográficas: https://www.instagram.com/p/CVDGY-0ASkn/?igshid=YmMyMTA2M2Y=; https://www.instagram.com/p/CXACM7_L0n1/?igshid=YmMyMTA2M2Y=)



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