MUNDO ESPIRITUAL: AÇÃO E REAÇÃO

O mundo espiritual é reativo. Se você não mexe com ele, ele não mexe com você. É a Lei de Ação e Reação de Isaac Newton, só que aplicada na “física espiritual”.

A Bíblia Sagrada relata:


“Elias era uma pessoa frágil como nós. Ele orou fervorosamente, rogando para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio.”

(Tiago 5:17)


Ou seja, a ação espiritual de Elias (oração) provocou uma reação no mundo físico (chuva).

Nesse sentido, o reformador e teólogo João Calvino afirma: “A oração não muda as coisas - Deus muda as coisas em resposta à oração”.

Mas por que isso? Por acaso Deus não sabe o que fazer e precisa de conselhos para agir? Por acaso Seu poder é limitado? Sabemos que não. A resposta é que Deus escolheu a oração como forma de exercermos governo junto com Ele. Sim, aquele mesmo governo outorgado a Adão e recuperado por Cristo.


“Então disse Deus: ‘Façamos o homem à nossa imagem, con­for­me a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão’.”

(Gênesis 1:26)


Sempre depois que eu prego me sinto extremamente cansado. Há explicação para esse fenômeno: quando estou expondo o Evangelho de Jesus Cristo, estou mexendo com o mundo espiritual. Logo, há uma reação natural por parte do mesmo.

Já ouvi muitos relatos de pessoas que, quando entregaram suas vidas para Jesus, disseram que parece que tudo começou a ficar mais difícil. Eu mesmo falei isso na minha conversão. O motivo é simples: antes, estávamos nas trevas; quando fomos para a luz, o Diabo não ia ficar olhando de braços cruzados, pois a própria Bíblia diz que uma alma vale mais do que o mundo inteiro (cf. Lucas 15:7). Logo, ele exerce opressão sobre nós pra ver se consegue nos tirar da luz.

Já conversei com amigos de outras religiões que afirmam que, em suas crenças, também há essa questão de ação e reação no mundo espiritual. Quando um trabalho é realizado e oferecido para determinada entidade, por exemplo, trata-se de uma ação no mundo espiritual para reverter em algo no mundo físico.

Tudo é espiritual. Desde pequeno eu tenho uma sensibilidade muito aguçada, o que é um dom. Já me disseram que se trata de uma “mediunidade”, conforme o termo utilizado em outras vertentes religiosas, mas cujo significado é o mesmo.

Imagine um carro com som alto. Quando ele passa na rua, as janelas das casas tremem por causa da vibração do som, certo? Era mais ou menos assim que eu percebia certos ambientes quando era criança. No quarto dos fundos da minha casa, havia um quadro de Jesus crucificado e uma imagem de São Rafael Arcanjo. Ambos me chamavam atenção. E ali era pra ser meu quarto, mas quem disse que eu conseguia dormir lá? Sentia um ambiente espiritual denso - não quero dizer negativo, mas sabia que havia algo lá, e até mesmo a glória de Deus é assustadora, como quando Pedro disse pra Jesus: “Saia de perto de mim, porque sou homem pecador!”

No quarto de meus pais, havia uma imagem de Aparecida que, segundo minha ótica, se mexia. E eu sempre dizia pros meus pais, principalmente na hora de dormir: “Tem espíritos aqui!”

Certa vez, um rapaz teve uma possessão demoníaca na igreja. Um amigo orou por ele e disse que o espírito maligno já havia saído do rapaz. Quando eu cheguei perto dele, senti um mal estar. Falei pro meu amigo: “O que estava nele não saiu”. Dito e feito. Foi virarmos as costas que a manifestação ocorreu novamente.

Hoje, aprendi a lidar melhor com esse dom. Antigamente era como um fio desencapado, mas atualmente já consigo meio que “ligar e desligar” essa sensibilidade.

Contei esse testemunho pra ratificar que tudo é espiritual. O moço que estava ao lado de Eliseu não estava vendo, mas milhares de anjos estavam naquele ambiente (cf. 2 Reis 6:15-17). O mundo espiritual está aí, e quando somos passivos com ele, ele tende a ser passivo conosco. Mas, se agirmos, há a reação.





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