OLHAI PARA A FIGUEIRA

Israel é o “termômetro do mundo”.

E por que possuímos tal concepção?

Simplesmente porque o próprio Jesus nos legou esse ensinamento.


“Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão.

Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas.

Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam.

O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.”

(Mateus 24:32-35)


Qual era o objetivo de Jesus com essa parábola, visto que toda parábola utilizava elementos do cotidiano de Jesus e Seus ouvintes como analogia para elementos do Reino?

O objetivo era ensinar às pessoas que, assim como as folhas na figueira eram sinais para a chegada do verão, determinados acontecimentos em Israel eram sinais para o fim dos tempos.

Israel, na Bíblia, é chamada de “figueira” (Oséias 9:10; Jeremias 24:5-6).

O contexto do fim dos tempos envolve toda uma conjuntura geopolítica, principalmente no que tange à nação de Israel - que, não sem motivo, é chamada desta alcunha de “relógio do mundo”.

Israel é o local onde Ezequiel 47 está se cumprindo, agora, em 2022. No capítulo 47 do livro de Ezequiel há uma profecia de que o Mar Morto voltará a ter peixes, já que o excesso de sal na água impede a geração de vida na região, e o texto bíblico acrescenta que ao redor do mar crescerão árvores frutíferas. E, recentemente, foram observados peixes naquela região, e os vídeos já passam de milhões de visualizações no You Tube.

Nessa nação ainda ocorrerão outros sinais escatológicos como: haverá um retorno em massa dos judeus à terra de Israel (Deuteronômio 30:3, Isaías 43:6, Ezequiel 34:11-13; 36:24; 37:1-14); o Anticristo fará uma aliança de 7 anos de “paz” com Israel (Isaías 28:18; Daniel 9:27); o Templo será reconstruído em Jerusalém (Daniel 9:27, Mateus 24:15, Zacarias 1:16, 2 Tessalonicenses 2:3-4, Apocalipse 11:1); a abominação da desolação no Templo (Daniel 9:27, Mateus 24:15), isto é, que em algum tempo futuro uma outra abominação da desolação iria acontecer no Templo de Jerusalém, como o acontecido em 167 A.C., por parte de um governador grego chamado Antióquio Epifanes, que preparou um altar a Zeus sobre o altar dos holocaustos no templo judeu em Jerusalém. Ele também sacrificou um porco no altar do templo de Jerusalém. Esse evento é conhecido como a “abominação da desolação”; a profecia da “novilha vermelha” de Números 19:2, que para muitos já se cumpriu; o Anticristo quebrará a sua aliança com Israel, o que resultará na perseguição mundial de Israel (Daniel 9:27; 12:1, 11; Zacarias 11:16, Mateus 24:15, 21; Apocalipse 12:13); Israel será invadida (Ezequiel capítulos 38-39); Israel vai finalmente reconhecer Jesus como o Messias (Zacarias12:10); Israel será regenerada, restaurada e reagrupada (Jeremias 33:8, Ezequiel 11:17, Romanos 11:26).

Em breve, Cristo voltará para governar a Terra durante mil anos (o milênio - ou Reino Milenar - que a Bíblia menciona em Ap 20:1-6). E esse Reino terá sua sede em Jerusalém, Israel, de onde Jesus estará sentado no trono governando todas as nações.

Há várias profecias sobre esse fato, mas cito uma em especial:


“Foi isto que Isaías, filho de Amoz, viu a respeito de Judá e de Jerusalém: Nos últimos dias o monte do templo do Senhor será estabelecido como o principal; será elevado acima das colinas, e todas as nações correrão para ele.

Virão muitos povos e dirão: ‘Venham, subamos ao monte do Senhor, ao templo do Deus de Jacó, para que ele nos ensine os seus caminhos, e assim andemos em suas veredas’.

Pois a lei sairá de Sião, de Jerusalém virá a palavra do Senhor. Ele julgará entre as nações e resolverá contendas de muitos povos.

Eles farão de suas espadas arados, e de suas lanças, foices. Uma nação não mais pegará em armas para atacar outra nação, elas jamais tornarão a preparar-se para a guerra.”

(Isaías 2:1-4)


A cultura pop também pareceu captar essa questão de Israel ser o termômetro do mundo. No filme “Guerra Mundial Z” (2013), protagonizado por Brad Pitt, uma pandemia assola o planeta, transformando as pessoas em uma espécie de zumbis. Todavia, no enredo, a nação de Israel reage ao surto viral cerca de uma semana antes, e constrói um muro gigante ao redor de Jerusalém, protegendo a população dos zumbis.

Fiquem sempre atentos no noticiário sobre Israel. Sigamos o conselho de Karl Barth, teólogo alemão do século XX: “É preciso segurar numa mão a Bíblia e na outra o jornal”.



(Referências bibliográficas: http://shalom-israel-shalom.blogspot.com/2018/04/sim-figueira-ja-floresceue-como-1-parte.html; https://jmnoticia.com.br/peixes-no-mar-morto-profecia-de-ezequiel-ja-esta-se-cumprindo/amp/; https://www.gotquestions.org/Portugues/Israel-fim-dos-tempos.html; https://www.gotquestions.org/Portugues/abominacao-da-desolacao.html; https://m.extra.globo.com/noticias/page-not-found/nascimento-da-primeira-bezerra-vermelha-em-2-mil-anos-visto-como-sinal-do-fim-dos-tempos-23054305.html; https://pt.m.wikipedia.org/wiki/World_War_Z_(filme))





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

TIRADENTES E O ARQUÉTIPO DE JESUS CRISTO

“O AUTO DA COMPADECIDA” (2000): ANÁLISE TEOLÓGICA

A CRIAÇÃO NOS AGUARDA