30 DE NOVEMBRO: DIA DO TEÓLOGO
O termo “TEOLOGIA” surgiu da junção de “Theos” (Deus) e “Logos” (Estudo, Tratado ou Discurso). Platão usou esse vocábulo com sentido de história de mitos e lendas dos deuses contadas pelos poetas. Na Grécia Antiga, os poetas foram os primeiros a se intitular “teólogos” por comporem versos em honra aos deuses.
(Imagem: João Calvino, Santo Agostinho, Dietrich Bonhoeffer, Jonathan Edwards, R.C. Sproul, A.W. Tozer, C.S. Lewis, Charles Spurgeon, Martinho Lutero e John Piper)
A palavra “teologia” parece ter sido incorporada à linguagem cristã nos séculos IV e V. Referia-se à genuína compreensão das Escrituras.
Arredondando, cheguei a cursar 2 anos de faculdade de Teologia, no Centro de Ensino Superior (CES), de 2016 até por volta do primeiro semestre de 2018, se estou bem lembrado. Em 2019, me tornei um dos professores de Escola Bíblica Dominical da igreja a qual congrego, a Primeira Igreja Batista de Juiz de Fora. Gostei tanto da arte de lecionar que, atualmente, curso faculdade de Filosofia na Estácio com intuito de tornar-me professor.
Apesar de ter saído da faculdade, jamais abandonei o estudo teológico. Pelo contrário, diariamente tenho contato com essa ciência.
Muitos podem imaginar que o conhecimento é algo abstrato, que a Teologia é secundária em relação à prática (evangelizar, ir aos cultos, etc.). Todavia, uma boa práxis é oriunda de uma boa ortodoxia. Para justificar o extermínio dos judeus, Adolf Hitler criou uma teologia, alegando que os judeus foram os responsáveis pela morte de Cristo – sendo que essa mentira foi duramente combatida pelo pastor luterano e teólogo Dietrich Bonhoeffer. Portanto, conclui-se também o inverso: uma má ortodoxia oriunda uma má práxis.
Nas palavras do escritor britânico C.S. Lewis (1898-1963): “Eu acredito no Cristianismo como acredito que o sol nasce todo dia. Não apenas porque o vejo, mas porque através dele eu vejo tudo ao meu redor”. A partir da Teologia (isto é, do estudo aprofundado das Escrituras), tem-se uma melhor compreensão acerca do cosmos. Tudo enxergamos pelas lentes da Palavra.
Em “Conversas à Mesa”, Lutero diz: “A Bíblia é a imperatriz de todas as artes e faculdades. Se a teologia ruísse, eu não daria uma palha pelo que restasse”.
Apesar de eu não ser diplomado academicamente, alguns já me chamaram de “teólogo” por considerarem minha docência e produção teológica dignas de tal título. Tamanha gentileza. Não me exalto e nem me humilho. G.K. Chesterton também nunca passou pelos bancos da faculdade de Teologia, mas este “teólogo amador” era tão cirúrgico e profundo que foi recebido pelo Papa Pio XI em Roma.
Por fim, que nesse Dia do Teólogo possamos sempre ter em mente que: a Teologia abastece a Igreja com a plena interpretação e compreensão da Bíblia Sagrada; a Teologia jamais deve se fechar no âmbito eclesiástico, mas sempre responder às questões propostas pelo mundo. Por isso, sigamos o conselho de Karl Barth, teólogo suíço do século XX que foi capa da revista Time: “É preciso segurar numa mão a Bíblia e na outra o jornal”.
Feliz Dia do Teólogo!
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