A IGREJA NÃO É UM MUSEU PARA SANTOS, MAS UM HOSPITAL PARA PECADORES
Em seu livro “O Evangelho Maltrapilho”, o autor Brennan Manning relata:
“O evangelho da graça nulifica a nossa adulação aos televangelistas, superastros carismáticos e heróis da igreja local. Ele oblitera a teoria de duas classes de cidadania que opera em muitas igrejas americanas. Pois a graça proclama a assombrosa verdade de que tudo é de presente. Tudo de bom é nosso não por direito, mas meramente pela liberdade de um Deus gracioso. Embora haja muito que podemos ter feito por merecer - nosso diploma e nosso salário, nossa casa e nosso jardim, uma garrafa de boa cerveja e uma noite de sono caprichada - tudo é possível apenas porque nos foi dado tanto: a própria vida, olhos para ver e mãos para tocar, mente para formar ideias e coração para bater com amor. A nós foram-nos dados Deus em nossa alma e Cristo na nossa carne. Temos o poder de crer quando outros negam; de ter esperança quanto outros desesperam; de amar quando outros ferem. Isso e muito mais é pura e simplesmente de presente; não é recompensa a nossa fidelidade, a nossa disposição generosa, a nossa vida heróica de oração. Até mesmo nossa fidelidade é um presente. ‘Se nos voltamos para Deus’, disse Agostinho, ‘até mesmo isso é um presente de Deus’.”
A Igreja foi chamada para influenciar o mundo. Mas, por vezes, é o vírus mundano que contamina a Igreja de Cristo.
Digo isso porque a concepção original do Evangelho consiste em misericórdia e chamamento para todos aqueles que se reconhecem falhos, indignos, pecadores. Meu Deus, foi o próprio Jesus que disse isso! Veja:
“Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.”
(Marcos 2:17)
O escritor britânico C.S. Lewis complementa: “Não espere perfeição daqueles que seguem Jesus. Eles são os únicos que admitem que necessitam desesperadamente de um Salvador”.
Todavia, nos dias de hoje a lógica se inverteu. Muitas igrejas tornaram-se um local de exibicionismo, do tipo: quem é mais frequente no culto, quem se veste melhor, quem prega melhor, etc. Não é que devamos ir no culto uma vez na vida e outra na morte, não cuidar da aparência ou não ter uma boa oratória e retórica, mas sim que nada disso pode se tornar uma “régua de saúde espiritual” ou motivo de vanglória. Você quer se vangloriar de que, meu amigo? Estamos no mesmo lamaçal de pecado, mas por pura graça de Cristo, fomos chamados à comunhão com Ele.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.”
(Efésios 2:8-9)
A Igreja não é um museu para santos, mas um hospital para pecadores!
Se você é bom demais, parabéns, mas a igreja não é pra você – afinal, você é bom demais para estar lá. Agora, se você se reconhece indigno e cheio de erros, bem-vindo à Igreja de Cristo, porque aqui todos reconhecemos que somos doentes e precisamos do Médico dos médicos!
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