CONTEMPLATIONIS ARTEM

O que diferencia o “Homo sapiens” do homem do Paleolítico é a capacidade de contemplação. Se o ultimo baseava seu estilo de vida na caça e colheita, o primeiro passou a observar o mundo que o cercava.

Por que existe algo ao invés de nada? Estamos sozinhos neste Universo? Como nos organizarmos em sociedade?

Desde os impulsos mais básicos em vista de dissecar a realidade, vide o interesse de Aristóteles na zoologia, política e música, até a necessidade de se explicar o que transcende a lógica humana - mas dialoga com ela -, em São Tomás de Aquino. E o Doutor Angélico afirmava: “O estudioso é aquele que leva aos demais o que ele compreendeu: a Verdade”. Agora, não apenas a carne do animal abatido ou o fruto colhido na árvore deveriam ser compartilhados, mas também a apreensão dos códigos da vida.

O escritor britânico C.S. Lewis (1898-1963) disse: “Não existe uma xícara de chá grande o suficiente ou um livro longo o suficiente para me satisfazer”.

Eis a questão: um bom livro deve ser apreciado. Com calma. Saboreando as palavras e a visão de outrem sobre o cosmos. Foi em contato com esse prazer que o homem descobriu uma nova atividade, como o prazer carnal mais primitivo descoberto por Adão e Eva.





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