LUGUBRIS INTELLECTUALIS
Estou convicto que a melancolia é inerente à intelectualidade.
Se não fosse um Estado tirano, George Orwell não teria escrito o clássico literário distópico “1984”.
Se não fosse o medo de viver, o cineasta sueco Ingmar Bergman jamais teria ido para trás das câmeras.
Até mesmo a Bíblia Sagrada afirma sobre “semear com lágrimas”, no Salmo 126.
Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, disserta sobre o ofício da escrita: “Só quem é movido exclusivamente pela causa que lhe interessa escreve o que é digno de ser escrito. (...) Todo escritor torna-se ruim assim que começa a escrever com o objetivo do lucro”.
Isto é, há de se ter uma dose de niilismo para gerar ideias relevantes. Todavia, o contraditório também se faz presente: uma causa é boa mãe de pensamentos genuínos e duradouros.

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