TESTEMUNHO DE MILAGRES #14 - VISÃO DA TOCHA

Em 2021, enquanto orava numa sala da igreja com mais dois amigos, Deus me concedeu uma visão. Consistia em uma tocha acesa acendendo várias tochas apagadas.

Juntamente com a visão, aos poucos o Senhor foi me explicando o significado.

“Quem está aceso deve acender quem está apagado”, foi a primeira coisa. A Bíblia diz que um cego não pode guiar o outro cego, porque senão os dois vão cair no buraco (Lucas 6:39). Portanto, aquele que está “aceso” (vivo na fé) deve “acender” (ativar) quem está “apagado” (frieza espiritual).

Outra coisa: ainda que os apagados (na sua visão) estejam em maior número que os acesos, isso não significa derrota.

A Palavra de Deus diz: “E a luz resplandece nas trevas, mas as trevas não a venceram” (João 1:5).

A luz de uma pequena vela pode dissipar a escuridão de uma grande sala. Luz e trevas são forças opostas, mas não de igual energia. A luz é mais poderosa.

Basta uma tocha acesa para acender milhares de tochas apagadas.

O avivalista inglês John Wesley disse:


“Dai-me cem homens que nada temam senão o pecado, e que nada desejam senão a Deus, e eu abalarei o mundo.”


Para ele, cem homens bastavam para transformar um mundo habitado por bilhões de pessoas.

Terceiro ponto: uma tocha é acesa com o que? Resposta: FOGO. E o que o fogo representa na Bíblia? Resposta: PODER DE DEUS.

Exemplos: a sarça ardente vista por Moisés; o altar do holocausto do profeta Elias que foi consumido pelo fogo dos Céus; o batismo de fogo de Jesus; o Espírito Santo que desceu como fogo em Atos 2.

A História também corrobora a questão do fogo. No dia 24 de maio de 1738, John Wesley viveu a chamada “experiência do coração aquecido”, numa pequena reunião, ouvindo a leitura de um antigo comentário do reformador Martinho Lutero sobre a carta do apóstolo Paulo aos Romanos.

Teresa D’Ávila (1515-1582) também vivenciou um êxtase espiritual. A escritora mística conta que certa vez viu à sua esquerda um anjo em forma humana. Era de baixa estatura e muito belo, seu rosto reluzia e deduziu que devia ser um querubim, um dos anjos de mais alto grau. Eis a sua descrição:


“Vi que trazia nas mãos um comprido dardo de ouro, em cuja ponta de ferro julguei que havia um pouco de fogo. Eu tinha a impressão de que ele me perfurava o coração com o dardo algumas vezes, atingindo-me as entranhas. Quando o tirava, parecia-me que as entranhas eram retiradas, e eu ficava toda abrasada num imenso amor de Deus.

A dor era tão grande que eu soltava gemidos, e era tão excessiva a suavidade produzida por essa dor imensa que a alma não desejava que tivesse fim nem se contentava senão com a presença de Deus.

Não se trata de dor corporal; é espiritual, se bem que o corpo também participe, às vezes muito. É um contato tão suave entre a alma e Deus que suplico à Sua bondade que dê essa experiência a quem pensar que minto.”


Ou seja, quando homens e mulheres vivenciaram experiências marcantes com Deus, muitos relataram a presença do “fogo”.

Vejamos uma explicação ainda mais profunda sobre esse termo teológico, segundo o Dunamis Movement:


“No grego a raiz da palavra Dunamis é ‘dynamus’, que significa o poder explosivo do Espírito Santo com uma conotação de dinamite e dinâmica.

No grego há quatro palavras sinônimas de poder: Exousia (autoridade delegada), Ischuros (força física), Kratos (domínio) e a palavra Dunamis providenciando um sentido de energia, grande força e grande habilidade, muitas vezes descrito como o poder vindo de um outro mundo em atividade na Terra, conquistando a resistência.

Dunamis era um poder que se manifestava em dons, milagres, muitas conversões e um crescimento significativo na igreja. Em Atos 4:33 é relatado esta palavra ‘Com grande poder (dunamis) os apóstolos continuavam a testificar da ressurreição do Senhor Jesus e grande favor estava sobre eles’.”


Toda vez que imperou a incredulidade, a Igreja avançou e prevaleceu com poder.

Não são palavras de convencimento e mera lógica humana que convertem um homem, mas sim o poder do Espírito Santo.






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