TESTEMUNHO DE MILAGRES #3 - EXORCISMO
Certa vez um pastor me afirmou que a Bíblia é um pouco escassa ao abordar o mundo espiritual. Lemos nos evangelhos que Jesus expulsou com autoridade uma legião de demônios que atormentava um sujeito (cf. Mc 5:15). Além disso, o apóstolo Paulo nos ensina que “Não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efésios 6:12). De fato, o conteúdo bíblico não é muito abrangente neste sentido. Quem elaborou o esquema da angeologia foi Tomás de Aquino, na Idade Média. Todavia, aprendemos com as breves explanações que este mundo espiritual rege o mundo físico mais do que imaginamos.
No ano de 2018, participei de um ritual de exorcismo. Acompanhei meu pastor e um irmão da igreja logo após o culto. O clima estava propício: à noite, chuviscando, e o nosso destino era uma casa com tamanho considerável, de dois andares.
No ano de 2018, participei de um ritual de exorcismo. Acompanhei meu pastor e um irmão da igreja logo após o culto. O clima estava propício: à noite, chuviscando, e o nosso destino era uma casa com tamanho considerável, de dois andares.
Uma mulher de meia idade nos recebeu, e subimos uma escada apertada até o segundo andar. A sala de estar se encontrava vazia, com sofás dispostos e televisão desligada. Um jovem casal se emoldurava em uma das paredes, provavelmente aguardando com certa ansiedade o pastor. “Podem entrar, ele está lá”, e nos indicou o quarto.
No local, jazia um homem de bruços, totalmente inerte. Antes de mais nada, observei com certa curiosidade sua mão esquerda, que estava rígida, com os dedos um tanto quanto encurvados. A imagem imediata que me veio à mente foi uma pata de bode. A primeira ação tomada pelo líder religioso que ali estava foi verificar embaixo dos travesseiros e do embolado cobertor se havia ali algum objeto cortante, arma branca, ou que pelo menos pudesse servir como ferramenta para ferir. Feitas estas precauções, o pastor começou a orar.
Nas primeiras palavras proferidas, o homem já abriu seu olhos, que estavam vermelhos como a Lua de sangue. Enquanto orava, o moribundo verbalizou algo parecido com um idioma muito arcaico, como se fosse o tradicional hebraico. Terminada esta primeira oração, o pastor colocou o homem sentado. “Você lembra de mim?”, indagou.
Entre balançadas de cabeça e quase inaudíveis concordâncias, o diálogo ocorreu brevemente. O homem se encontrava sentado na beira da cama e, de repente, como uma puma selvagem, ele avançou contra o pastor. Eu, que estava localizado no pé da cama, segurei o delirante em um dos braços, enquanto o robusto irmão segurou o outro, e o empurramos de volta na cama. A oração se reiniciou, o homem soltava grunhidos como um animal feroz, e o líder respondia “Você quer brincar comigo, não é?”. Ao término, após algumas orações realizadas juntamente com imposição de mãos, o indivíduo voltou à lucidez. Um dos fatos que mais me impressionaram foi a autoridade do pastor. Ele encarou o endemoniado, no melhor estilo UFC, sem mexer um músculo da face ou piscar os olhos. Em nenhum momento demonstrou temor ou recuou.
Quando entramos no carro, a primeira coisa que a autoridade espiritual me falou foi: “Você reparou na mão daquele homem? Parecia uma pata!”. Realmente, os meus olhos viram o que todos também viram.
Quando entramos no carro, a primeira coisa que a autoridade espiritual me falou foi: “Você reparou na mão daquele homem? Parecia uma pata!”. Realmente, os meus olhos viram o que todos também viram.
Finalizo este testemunho com uma frase de Ed Warren, especialista em casos paranormais, presente no filme “Invocação do Mal” (2013): “As forças diabólicas são impiedosas. Essas forças são eternas e existem ainda hoje. O conto de fadas é real. O diabo existe. Deus existe. Nosso destino se resume a escolher qual decidimos seguir”.
(Texto originalmente publicado no Instagram no dia 09 de abril de 2019)
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