TESTEMUNHO DE MILAGRES #4 - PALAVRA PROFÉTICA

“Portanto, que diremos, irmãos? Quando vocês se reúnem, cada um de vocês tem um salmo, ou uma palavra de instrução, uma revelação, uma palavra em uma língua ou uma interpretação. Tudo seja feito para a edificação da igreja.”
(1 Coríntios 14:26)


Eu creio no dom de profecia (ou palavra profética, dom de revelação, palavra de conhecimento), contanto que seja para a edificação da igreja. Em 2015 tive uma experiência marcante que me fez acreditar neste aspecto das Escrituras... à convite de uma colega do colégio, após eu comentar que tinha o sonho de futuramente ser ordenado pastor, fui na igreja presidida por seu pai.

Era uma pequena congregação, no ponto final do ônibus de um bairro da Zona Norte. Todos simples, bem à vontade para caminhar pelo local sob o agir do Espírito e falar em línguas (sim, era uma Assembleia de Deus). Cheguei ao culto da noite e me acomodei em um dos bancos de madeira do local. E, para minha surpresa, no momento da pregação ouvi meu nome ser convocado pelo pastor presidente. Eu congelei! De forma alguma esperava aquilo! Eu estava em busca de ser mais efetivo na seara do Senhor, visto que a congregação que eu frequentava era muito grande e, para levar a palavra em um culto pequeno realizado no outro templo da igreja (havia um espaço maior e outro menor para cultos voltados para temáticas específicas, como o “Culto dos Homens”), fui informado que teria que aguardar trinta dias. Mas meu coração estava queimando para pregar a Palavra! Enfim, na hora consegui organizar as ideias e preguei sobre a mulher de Ló que se tornou estátua de sal por ter olhado para trás, a saber, em direção à cidade de Sodoma e Gomorra (cf. Gn 19:24-26).

Em uma outra ocasião, o filho do pastor presidente, que também era pastor e auxiliava na igreja, marcou para irmos ao monte à noite. Os únicos presentes eram eu, o pastor e mais um irmão. Nós três andamos por ruas literalmente desertas, descemos barrancos e desbravamos um matagal para chegar ao monte. No culto seguinte, o pastor me revelou: “Deus vai colocar um grande rebanho em suas mãos”. Sim, era a confirmação do meu chamado. Mas não parou por aí: “Toma cuidado, porque em breve vai vir uma pessoa aqui na igreja que vai tentar te atrapalhar no seu ministério”.

Pois bem. Em uma noite normal, novamente fui convidado para levar a Palavra e, logo após eu sair do altar (que na verdade era um local separado por uma cerca de madeira, não estando elevado), uma mulher de meia idade, coque no cabelo e saia até os pés me cumprimentou, rasgando elogios à minha pregação. Simplesmente agradeci e nada mais. Assim que ela saiu de perto, o pastor se aproximou: “Lembra daquela pessoa que eu tinha te falado...?”

Sem aparência alguma de malignidade, pelo contrário. Porém, os aplausos derrubam mais do que as críticas, pois ensoberbem. O louvor dos homens é a fornalha pela qual passamos todos os dias, conforme os dizeres de Agostinho de Hipona.

Creia nas palavras de profecia, apenas se elas estiverem em convergência com a Bíblia.


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