O PRIMEIRO ADÃO E O ÚLTIMO ADÃO

“Assim está escrito: ‘O primeiro homem, Adão, tornou-se um ser vivente’; o último Adão, espírito vivificante.

Não foi o espiritual que veio antes, mas o natural; depois dele, o espiritual.

O primeiro homem era do pó da terra; o segundo homem, dos céus.

Os que são da terra são semelhantes ao homem terreno; os que são dos céus, ao homem celestial.

Assim como tivemos a imagem do homem terreno, teremos também a imagem do homem celestial.”

(1 Coríntios 15:45-49)


Quem foi Adão? Adão foi o projeto inacabado de Deus. Foi o protótipo que se achou “a última Coca-Cola do deserto”. Aquele que se achou tão autossuficiente que supôs que nem precisava mais de Deus.

Quem foi Jesus? O Adão cem por cento finalizado. O projeto perfeito de Deus. Tudo o que era para Adão ser, mas não foi.

O apóstolo Paulo constrói esse pensamento teológico fazendo a analogia entre Adão e Jesus. O primeiro Adão é aquele do Éden, que tinha um Paraíso à sua disposição, a quem foi dado o governo da Terra (Gênesis 1:26-28, Salmo 8:6). Porém, entra um certo alguém nessa história. Se o pecado de Lúcifer foi deixar o fato de ser o principal anjo das hostes celestiais subir à cabeça e querer ser como Deus, ele induziu o homem ao mesmo erro: “Ora, Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e vós, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal!” (Gn 3:5). E o ser humano caiu nesse papo, e grande foi a Queda.

O segundo Adão é Jesus, que esvaziou-se de Sua glória para recuperar a humanidade. Jesus recuperou para nós o governo que originalmente foi dado a Adão: “E mais, não sabeis vós que iremos julgar inclusive os anjos? Quanto mais as demandas triviais desta vida!” (1 Coríntios 6:3). Ele ignorou as ofertas de Satanás para cumprir a vontade do Pai.

O que é o “espírito vivificante”? Imagine uma camisa, uma camisa de algodão. O nosso espírito é como se fosse o algodão que constitui a camisa. Nossa alma, sem o espírito vivificado de quando aceitamos a Jesus, está morta, porque o espírito está “desativado”.

O homem foi criado para governar. Porém, o pecado transforma o homem em escravo. Deus quer nos fazer sentar na mesa do banquete, mas o Diabo quer nos contentar com as migalhas que caem da mesa.

O Diabo não tem nada a perder. Seu destino eterno já foi revelado no livro de Apocalipse: ficará aprisionado no lago de fogo e enxofre, juntamente com seus seguidores. Então, o pouco tempo que lhe resta ele quer usar para desvirtuar-nos de nosso destino e fazer pegarmos o mesmo trem que ele.

Pablo Marçal, especialista em desenvolvimento pessoal e mudança comportamental, ensina:


“Até com o Diabo dá pra aprender. Tem gente que fala ‘misericórdia’, ‘tá amarrado’! Vocês querem aprender alguma coisa com o Diabo ou não? É forte! Quer? O Diabo já sabe o final dele, é derrotado e não desiste nunca. Acorda todo dia tocando o terror como se não houvesse amanhã. Você sabe o seu final, você vai reinar, você é filho de Deus, e você desiste todo dia. E o Diabo sabe do final, e ele acredita mais em Deus do que qualquer um que está aqui nesse ambiente, porque ele troca ideia face a face, quando ele tem autorização. Ele estava lá tentando o Moisés, o Abraão, o Isaque, o Jacó, o Daniel, o Paulo. Ele estava em tudo. Em todos os episódios, ele aparece. Ele confia em Deus. Ele confia não, ele tem certeza que a Palavra dEle não falha. Ele sabe que vai dar tudo errado na vida dele, mas ele acorda todo dia com gás. Alguém pergunta ‘por quê ele fica fazendo isso?’. Porque você desiste, e o lance dele não é mudar o futuro dele, é mudar o seu.”


Em outras palavras, o Diabo pensa: “Eu vou, mas não vou sozinho”.

E como ele faz isso? Se engana quem pensa que o Diabo aparece com chifres, tridente e patas de bode. Pelo contrário. Como diz Paulo: “O próprio Satanás se disfarça de anjo de luz” (2 Coríntios 11:14). Se o Diabo aparecesse em sua real forma, todo mundo ia meter o pé! Mas, disfarçado, deixando a jaula aberta enquanto os escravos do pecado ficam lá dentro com a sensação de que estão livres, ele consegue enganar a muitos.

O pecado não vem com aparência de mal, pois se o pecado fosse ruim, ninguém pecava! Mas é como um ovo de Páscoa que vem com uma surpresinha dentro. A sensação é boa, mas o salário é a morte (Romanos 6:23).

Sabe aquela cena de desenho animado onde aparece um anjinho e um diabinho em cada ouvido da pessoa? Então, nosso dia a dia é assim, com essa batalha espiritual. Enquanto Deus nos mostra o caminho do bem, o Diabo nos induz a entrar no caminho do mal. Enquanto Deus tem palavras de vida, o Diabo tem palavras de morte. Afinal: “Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida” (1 João 5:12).

Deus havia falado para Adão e Eva que, se eles comessem o fruto proibido, morreriam. Aí vem o Diabo e diz: “Com toda a certeza não morrereis!” (Gn 3:4). É isso o que o Diabo faz: contradizer Deus. Quer mais um exemplo? Doze espias foram à Terra Prometida, mas dez voltaram com a informação de que havia gigantes naquela terra (cf. Números 13). Ou seja, simplesmente deixaram de lado o fato de que aquela terra era uma promessa do Senhor para Seu povo, e preferiram ressaltar o lado negativo dos gigantes. O Diabo faz isso: ele tenta nos desvirtuar das promessas de Deus com pequenas sugestões. “Deus te prometeu que iria te usar nessa Terra, mas você é pecador”, e coisas do tipo. Outro exemplo são os irmãos de José, que tentaram destruir seus sonhos. Mas não se preocupe: quem está com Deus, está protegido por Ele, e todas as Suas promessas se cumprem na hora certa! Diz a Palavra: “Ora, sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não é escravo do pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o protege, e não permite que o Maligno o possa tocar” (1 João 5:18).

E aí? Qual vai ser a sua escolha? Você vai tomar posse do governo sobre a Terra, prometido a Adão (ou seja, ao ser humano) e recuperado por Jesus, ou ao invés de governante será escravo? Vai ouvir a voz de Deus ou do Diabo? Vai viver as promessas ou as mentiras? Será como o primeiro Adão ou como o segundo Adão?


“Eis que hoje estou colocando diante de ti a vida e a felicidade perenes, ou a morte, destruição e infelicidade!”

(Deuteronômio 30:15)



(Referência bibliográfica: https://www.instagram.com/reel/CkjRfOkAQ9T/?igshid=YmMyMTA2M2Y=)


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