ESPERANÇA NAS PROMESSAS (ASSIM COMO EM NÁRNIA)

“É que existe uma outra profecia. Lá embaixo, em Cair Paravel, no castelo que dá para o mar, junto da foz do rio, e que devia ser a capital se tudo corresse como devia... Lá, em Cair Paravel, há quatro tronos. Uma velhíssima tradição de Nárnia já anunciava que, quando dois Filhos de Adão e duas Filhas de Eva se sentarem nos quatro tronos, então será o fim, não só do reinado da feiticeira, mas da própria feiticeira.

(LEWIS, C.S. As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa)


Todos sabemos que as histórias de Nárnia são uma analogia às histórias da Bíblia Sagrada. O leão Aslan representa Jesus Cristo (a quem a Bíblia chama de “leão de Judá“ em Apocalipse 5:5). As crianças (Peter, Edmund, Susy e Lucy) fazem analogia aos próprios seres humanos. O mundo fantástico de Nárnia, com animais falantes, seres mitológicos (como o fauno), feiticeiras e grandes batalhas referenciam os Novos Céus e Nova Terra (cf. Isaías 65:17), onde viveremos para sempre.

Quando as crianças chegam na casa do Sr. Castor, o pequeno animal lhes revela uma antiga profecia: a de que Aslan voltaria e daria fim ao reinado da Feiticeira Branca. Os pequeninos não sabiam daquilo, o que gerou espanto no Castor. Ele afirmou: “Tem um trecho de uma canção que resume um pouco, então: ‘Quando a carne de Adão,/Quando o osso de Adão,/Em Cair Paravel,/No trono sentar,/Então há de chegar/Ao fim a aflição’. (...) Não notaram? Tudo isso que está acontecendo - a volta de Aslan e a prisão de Tumnus -, é por causa de vocês!

Assim como os habitantes de Nárnia nunca perderam a esperança no fim do inverno (que acabaria junto com o reinado da Feiticeira) por causa das profecias, nós também somos convidados a manter a alegria e esperança não por causa do que este mundo tem a oferecer, mas sim devido às promessas de Deus. Temos as promessas bíblicas, as pessoais (que ocorrem por palavra de conhecimento, por exemplo) e as do ministério profético num aspecto macro (direcionada a uma geração), sendo que estas duas últimas sempre convergem com as Escrituras. Willian Seymour, antes de morrer, profetizou que depois de cem anos Deus enviaria outro Avivamento maior que o ocorrido na Rua Azusa (os cem anos se cumpriram em 2015, mas ainda estamos na janela temporal profética, no “kairós” de Deus).

O Castor soube que as profecias estavam acontecendo de fato porque observou o cumprimento de várias delas. Jesus também nos orientou a discernir os “sinais dos tempos” (cf. Mateus 16:2-3).

Lembrar das profecias pode parecer estranho para quem não está familiarizado com elas (como as crianças que se espantaram num primeiro momento) ou por quem se guia somente pelos jornais, mas faz todo o sentido para quem está ciente do que acontecerá!




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